Pela via da comunicação

Thursday, 23 July 2015 22:51 Written by 
“Dom Bosco é grande pela qualidade comunicativa que soube infundir por meio de sua presença entre os jovens, por sua prática educativa de valor excepcional (o ‘Sistema Preventivo’, como ele o chamou), pela organização do seu oratório, por dispor de cada recurso para o seu bem” (Sistema Salesiano de Comunicação Social)

Ontem

Dom Bosco, com sua intuição e inteligência à frente de seu tempo, observara que as vias da expressão e da comunicação eram os meios para chegar aos jovens e também, de formá-los para a vida. A maioria dos pequenos que chegavam até ele não sabia ler, então, incentivou a formação do oratório 'festivo' para atrair os menores e ajudá-los em sua formação.

Adjetivar o recurso do oratório, que era um meio já usado pela Igreja naquela época, pode ser um bom exemplo para explicar como Dom Bosco explorava as palavras. O incentivo à leitura e o desenvolvimento de ideias com palavras simples, para que a maioria das pessoas pudesse entender, eram parte importante de sua estratégia. Além da imprensa e da difusão de bons livros, Dom Bosco usava todos os instrumentos e linguagens de comunicação disponíveis no seu tempo para a educação: o teatro, as academias, o teatro, a música...

O próprio Boletim Salesiano, por exemplo, lançado em 1877, foi idealizado para ser a expressão de seu projeto e com a finalidade de mostrar a seus apoiadores, pessoas que faziam doações à obra, os resultados conquistados – e assim, também, conseguir novos apoios. “Hoje o Boletim Salesiano impresso tem uma tiragem superior a dois milhões de exemplares, e é editado em mais de 50 línguas diferentes. É uma forma de explicar para a sociedade e para a Igreja o bem que deve ser feito e como os salesianos fazem”, afirma padre Nivaldo Pessinatti, diretor do Boletim Salesiano Brasil.

 

 

Hoje: novos pátios

As novas tecnologias conclamam todo educador salesiano a avançar e explorar os “novos pátios”, onde os jovens vão buscar entretenimento, informação e convivência. As redes sociais e os meios de interação tecnológica são o alvo das inovações que a Rede Salesiana Brasil (RSB) tem trabalhado para a construção, em rede, de uma expressão salesiana que permaneça atual e atraente.

A partir de abril de 2014, a RSB aprovou e encaminhou as diretrizes para que Salesianos de Dom Bosco (SDB) e Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), inspirados na experiência já exitosa alcançada na Rede Salesiana de Escolas, iniciassem também na área da comunicação o trabalho conjunto, a troca de experiências e o compartilhamento de recursos e projetos. As ações nesse sentido começaram a ser realizadas este ano, tanto no âmbito nacional, como nas regiões e entre inspetorias.

Para a irmã Márcia Koffermann, que compõe a Diretoria Executiva da RSB-Comunicação juntamente com o irmão Gillianno Mazzetto, os desafios são amplos, mas a premência por construir uma rede comunicacional em todos os âmbitos da expressão salesiana no Brasil é igualmente grande. “Temos o desafio de criar caminhos novos e compartilhar os já em curso, em especial, no contexto virtual. Ademais, tudo que fizermos tem de ser ágil e flexível, pois as mudanças hoje vêm a uma velocidade cada vez maior. Portanto, o momento nos exige muito mais do que nos fora exigido, em termos de conteúdos, de recursos e de prontidão, em todos os âmbitos da expressão salesiana”, conclama.

A expressão das mídias, rádio, TV, jornal, revista, há mais de duas décadas saiu das mãos de grupos e empresas e passou a tomar conta das “nuvens”. É nesse cenário, fruto da globalização, que nasceu a Educomunicação. Segundo define o professor Ismar de Oliveira Soares, pioneiro no tema, “o contexto ainda está em construção, aponta para várias direções e dialoga com várias áreas do conhecimento”.

Dada a sua amplitude e dinâmica, a Educomunicação vem ganhando adeptos dentre os educadores salesianos e, por ocasião da formação da RSE, encontrou sinergia com o projeto pedagógico. Irmã Quitéria Rosa, delegada de comunicação FMA da Inspetoria Maria Auxiliadora no Nordeste, é uma das entusiastas do tema. “Nós sabemos que a Educomunicação é orientar as comunidades educativas a assumirem, com maior consciência, os aspectos comunicacionais do sistema preventivo e também, a entrar em competência na cultura digital”, alerta.

Irmã Quitéria relata que a formação voltada especialmente para a comunicação tem sido realizada, em alguns casos, conjuntamente com a Inspetoria SDB do Nordeste. “Atuamos junto aos jovens líderes comunicadores nas escolas e nas aulas para as formandas e os formandos, em âmbito religioso. Conseguimos implementar a cultura comunicacional da qual vamos nos valer para renovar, a cada dia, o projeto de Dom Bosco e Madre Mazzarello”, encerra.

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“Dom Bosco é grande pela qualidade comunicativa que soube infundir por meio de sua presença entre os jovens, por sua prática educativa de valor excepcional (o ‘Sistema Preventivo’, como ele o chamou), pela organização do seu oratório, por dispor de cada recurso para o seu bem” (Sistema Salesiano de Comunicação Social)

Ontem

Dom Bosco, com sua intuição e inteligência à frente de seu tempo, observara que as vias da expressão e da comunicação eram os meios para chegar aos jovens e também, de formá-los para a vida. A maioria dos pequenos que chegavam até ele não sabia ler, então, incentivou a formação do oratório 'festivo' para atrair os menores e ajudá-los em sua formação.

Adjetivar o recurso do oratório, que era um meio já usado pela Igreja naquela época, pode ser um bom exemplo para explicar como Dom Bosco explorava as palavras. O incentivo à leitura e o desenvolvimento de ideias com palavras simples, para que a maioria das pessoas pudesse entender, eram parte importante de sua estratégia. Além da imprensa e da difusão de bons livros, Dom Bosco usava todos os instrumentos e linguagens de comunicação disponíveis no seu tempo para a educação: o teatro, as academias, o teatro, a música...

O próprio Boletim Salesiano, por exemplo, lançado em 1877, foi idealizado para ser a expressão de seu projeto e com a finalidade de mostrar a seus apoiadores, pessoas que faziam doações à obra, os resultados conquistados – e assim, também, conseguir novos apoios. “Hoje o Boletim Salesiano impresso tem uma tiragem superior a dois milhões de exemplares, e é editado em mais de 50 línguas diferentes. É uma forma de explicar para a sociedade e para a Igreja o bem que deve ser feito e como os salesianos fazem”, afirma padre Nivaldo Pessinatti, diretor do Boletim Salesiano Brasil.

 

 

Hoje: novos pátios

As novas tecnologias conclamam todo educador salesiano a avançar e explorar os “novos pátios”, onde os jovens vão buscar entretenimento, informação e convivência. As redes sociais e os meios de interação tecnológica são o alvo das inovações que a Rede Salesiana Brasil (RSB) tem trabalhado para a construção, em rede, de uma expressão salesiana que permaneça atual e atraente.

A partir de abril de 2014, a RSB aprovou e encaminhou as diretrizes para que Salesianos de Dom Bosco (SDB) e Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), inspirados na experiência já exitosa alcançada na Rede Salesiana de Escolas, iniciassem também na área da comunicação o trabalho conjunto, a troca de experiências e o compartilhamento de recursos e projetos. As ações nesse sentido começaram a ser realizadas este ano, tanto no âmbito nacional, como nas regiões e entre inspetorias.

Para a irmã Márcia Koffermann, que compõe a Diretoria Executiva da RSB-Comunicação juntamente com o irmão Gillianno Mazzetto, os desafios são amplos, mas a premência por construir uma rede comunicacional em todos os âmbitos da expressão salesiana no Brasil é igualmente grande. “Temos o desafio de criar caminhos novos e compartilhar os já em curso, em especial, no contexto virtual. Ademais, tudo que fizermos tem de ser ágil e flexível, pois as mudanças hoje vêm a uma velocidade cada vez maior. Portanto, o momento nos exige muito mais do que nos fora exigido, em termos de conteúdos, de recursos e de prontidão, em todos os âmbitos da expressão salesiana”, conclama.

A expressão das mídias, rádio, TV, jornal, revista, há mais de duas décadas saiu das mãos de grupos e empresas e passou a tomar conta das “nuvens”. É nesse cenário, fruto da globalização, que nasceu a Educomunicação. Segundo define o professor Ismar de Oliveira Soares, pioneiro no tema, “o contexto ainda está em construção, aponta para várias direções e dialoga com várias áreas do conhecimento”.

Dada a sua amplitude e dinâmica, a Educomunicação vem ganhando adeptos dentre os educadores salesianos e, por ocasião da formação da RSE, encontrou sinergia com o projeto pedagógico. Irmã Quitéria Rosa, delegada de comunicação FMA da Inspetoria Maria Auxiliadora no Nordeste, é uma das entusiastas do tema. “Nós sabemos que a Educomunicação é orientar as comunidades educativas a assumirem, com maior consciência, os aspectos comunicacionais do sistema preventivo e também, a entrar em competência na cultura digital”, alerta.

Irmã Quitéria relata que a formação voltada especialmente para a comunicação tem sido realizada, em alguns casos, conjuntamente com a Inspetoria SDB do Nordeste. “Atuamos junto aos jovens líderes comunicadores nas escolas e nas aulas para as formandas e os formandos, em âmbito religioso. Conseguimos implementar a cultura comunicacional da qual vamos nos valer para renovar, a cada dia, o projeto de Dom Bosco e Madre Mazzarello”, encerra.

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