1º de abril: aniversário da canonização de Dom Bosco

Wednesday, 01 April 2020 11:21 Written by  Com informações Agência Info Salesiana, ACI Digital
Há exatos 86 anos, em 1º de abril de 1934, Domingo de Páscoa, o Papa Pio XI proclamou a santidade de Dom Bosco, a partir de então São João Bosco.  

 

Em 1 de abril de 1934, o Papa Pio XI proclamava que “o Beato João Bosco é Santo e o inscrevemos no número dos Santos, estabelecendo que se honre devotamente sua memória pela Igreja  universal entre os Santos Confessores não Pontífices, cada ano, em seu dia natal, quer dizer, o trinta e um de janeiro”.

 

A canonização foi resultado de um longo processo. Dom Bosco foi declarado venerável em 1907, e, em 1929, beato. No encerramento do processo romano, em 8 de fevereiro de 1927, o Papa havia dito: “o venerável Dom Bosco pertence à magnífica categoria de homens escolhidos em toda a humanidade, a esses colossos de grandeza benéfica; e a sua figura facilmente se recompõe se à análise minuciosa, rigorosa, das suas virtudes, qual se fez nas precedentes discussões, longas e reiteradas, suceder a síntese que, reunindo as esparsas linhas, a restitui admirável e grande: uma figura magnífica, que a imensa e insondável humildade, não conseguia esconder”.

 

Clique aqui e veja um vídeo que mostra a chegada do Papa Pio XI na Praça de São Pedro para a canonização de Dom Bosco.

 

Padre Enrico Dal Covolo, assessor no Pontifício Comitê para Ciências Históricas, escreveu quando completados 75 anos da canonização de Dom Bosco: “a canonização de Dom Bosco relembra irresistivelmente aos educadores de hoje a legitimidade perene do Sistema Preventivo, fundado na razão, na religião e na bondade (`amorevolezza`), e objetivando a construção do honesto cidadão e do bom cristão: um sistema educativo comprovado, em pouco mais de um século, por uma falange de modelos da santidade juvenil como Domingos Sávio, Laura Vicuña, os Cinco Jovens Mártires de Poznań, Alberto Marvelli, os Jovens Mártires espanhóis, o índio Zeferino Namuncurá…”

 

No 80° aniversário da canonização de Dom Bosco, o cardeal Angelo Amato, SDB, prefeito da Congregação Vaticana das Causas dos Santos, afirmou: “Dom Bosco e o seu Sistema Educativo, fazem parte, é claro, da identidade salesiana; mas não são de nossa exclusiva propriedade, não são ‘coisa apenas nossa’. Dom Bosco não é somente o santo dos salesianos: é Santo da Igreja, assim como o seu Sistema Preventivo”.

 

Clique aqui e veja a matéria sobre a canonização de Dom Bosco, que foi publicada no Boletim Salesiano nº 4 – 5, do ano de 1934. 

 

Sobre Dom Bosco

 

Nascido em Castelnuovo d’Asti, na Itália, no dia 16 de agosto de 1815, João Melchior Bosco foi educado pela mãe na fé e na prática coerente da mensagem evangélica.

 

Com apenas nove anos, teve um sonho e intuiu que deveria se dedicar à educação da juventude. Ainda garoto, começou a entreter os meninos de sua idade com brincadeiras alternadas com trabalho, oração e instrução religiosa.

 

Ordenado sacerdote (1841) escolheu como programa de vida: “Dai-me almas e permanecei com o resto” e começou o seu apostolado no meio dos jovens mais pobres, fundando o Oratório e colocando-o sob a proteção de São Francisco de Sales.

 

Com seu estilo educativo e a sua práxis pastoral, baseados na razão, na religião e na “amorevolezza” (Sistema Preventivo) levava os adolescentes e os jovens à reflexão, ao encontro com Cristo e com os irmãos, à educação da fé e à sua celebração nos sacramentos, ao compromisso apostólico, civil e profissional. Entre os mais belos frutos de sua pedagogia destaca-se São Domingos Sávio.

 

Fonte da sua infatigável atividade e da eficácia de sua ação foi uma constante “união com Deus” e uma ilimitada confiança em Maria Auxiliadora que ele sentia como mãe. Aos seus filhos salesianos deixou em herança uma forma de vida religiosa simples, mas solidamente fundada nas virtudes cristãs, na contemplação na ação, e sintetizadas no binômio “trabalho e temperança”.

 

Escolheu entre seus jovens os melhores colaboradores de sua obra, dando origem à Sociedade de São Francisco de Sales; junto com Santa Maria Domingas Mazzarello fundou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora; e, com bons e ativos leigos, homens e mulheres, criou os Cooperadores Salesianos, para ajudar e apoiar a obra da educação da juventude, antecipando assim novas formas de apostolado na Igreja.

 

No Centenário de sua morte, no dia 31 de janeiro de 1988, João Paulo II o declarou e proclamou Pai e Mestre da juventude. Seu corpo repousa na Basílica de Maria Auxiliadora, em Turim.

 

Fonte: Com informações Agência Info Salesiana, ACI Digital

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Last modified on Wednesday, 01 April 2020 11:25

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1º de abril: aniversário da canonização de Dom Bosco

Wednesday, 01 April 2020 11:21 Written by  Com informações Agência Info Salesiana, ACI Digital
Há exatos 86 anos, em 1º de abril de 1934, Domingo de Páscoa, o Papa Pio XI proclamou a santidade de Dom Bosco, a partir de então São João Bosco.  

 

Em 1 de abril de 1934, o Papa Pio XI proclamava que “o Beato João Bosco é Santo e o inscrevemos no número dos Santos, estabelecendo que se honre devotamente sua memória pela Igreja  universal entre os Santos Confessores não Pontífices, cada ano, em seu dia natal, quer dizer, o trinta e um de janeiro”.

 

A canonização foi resultado de um longo processo. Dom Bosco foi declarado venerável em 1907, e, em 1929, beato. No encerramento do processo romano, em 8 de fevereiro de 1927, o Papa havia dito: “o venerável Dom Bosco pertence à magnífica categoria de homens escolhidos em toda a humanidade, a esses colossos de grandeza benéfica; e a sua figura facilmente se recompõe se à análise minuciosa, rigorosa, das suas virtudes, qual se fez nas precedentes discussões, longas e reiteradas, suceder a síntese que, reunindo as esparsas linhas, a restitui admirável e grande: uma figura magnífica, que a imensa e insondável humildade, não conseguia esconder”.

 

Clique aqui e veja um vídeo que mostra a chegada do Papa Pio XI na Praça de São Pedro para a canonização de Dom Bosco.

 

Padre Enrico Dal Covolo, assessor no Pontifício Comitê para Ciências Históricas, escreveu quando completados 75 anos da canonização de Dom Bosco: “a canonização de Dom Bosco relembra irresistivelmente aos educadores de hoje a legitimidade perene do Sistema Preventivo, fundado na razão, na religião e na bondade (`amorevolezza`), e objetivando a construção do honesto cidadão e do bom cristão: um sistema educativo comprovado, em pouco mais de um século, por uma falange de modelos da santidade juvenil como Domingos Sávio, Laura Vicuña, os Cinco Jovens Mártires de Poznań, Alberto Marvelli, os Jovens Mártires espanhóis, o índio Zeferino Namuncurá…”

 

No 80° aniversário da canonização de Dom Bosco, o cardeal Angelo Amato, SDB, prefeito da Congregação Vaticana das Causas dos Santos, afirmou: “Dom Bosco e o seu Sistema Educativo, fazem parte, é claro, da identidade salesiana; mas não são de nossa exclusiva propriedade, não são ‘coisa apenas nossa’. Dom Bosco não é somente o santo dos salesianos: é Santo da Igreja, assim como o seu Sistema Preventivo”.

 

Clique aqui e veja a matéria sobre a canonização de Dom Bosco, que foi publicada no Boletim Salesiano nº 4 – 5, do ano de 1934. 

 

Sobre Dom Bosco

 

Nascido em Castelnuovo d’Asti, na Itália, no dia 16 de agosto de 1815, João Melchior Bosco foi educado pela mãe na fé e na prática coerente da mensagem evangélica.

 

Com apenas nove anos, teve um sonho e intuiu que deveria se dedicar à educação da juventude. Ainda garoto, começou a entreter os meninos de sua idade com brincadeiras alternadas com trabalho, oração e instrução religiosa.

 

Ordenado sacerdote (1841) escolheu como programa de vida: “Dai-me almas e permanecei com o resto” e começou o seu apostolado no meio dos jovens mais pobres, fundando o Oratório e colocando-o sob a proteção de São Francisco de Sales.

 

Com seu estilo educativo e a sua práxis pastoral, baseados na razão, na religião e na “amorevolezza” (Sistema Preventivo) levava os adolescentes e os jovens à reflexão, ao encontro com Cristo e com os irmãos, à educação da fé e à sua celebração nos sacramentos, ao compromisso apostólico, civil e profissional. Entre os mais belos frutos de sua pedagogia destaca-se São Domingos Sávio.

 

Fonte da sua infatigável atividade e da eficácia de sua ação foi uma constante “união com Deus” e uma ilimitada confiança em Maria Auxiliadora que ele sentia como mãe. Aos seus filhos salesianos deixou em herança uma forma de vida religiosa simples, mas solidamente fundada nas virtudes cristãs, na contemplação na ação, e sintetizadas no binômio “trabalho e temperança”.

 

Escolheu entre seus jovens os melhores colaboradores de sua obra, dando origem à Sociedade de São Francisco de Sales; junto com Santa Maria Domingas Mazzarello fundou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora; e, com bons e ativos leigos, homens e mulheres, criou os Cooperadores Salesianos, para ajudar e apoiar a obra da educação da juventude, antecipando assim novas formas de apostolado na Igreja.

 

No Centenário de sua morte, no dia 31 de janeiro de 1988, João Paulo II o declarou e proclamou Pai e Mestre da juventude. Seu corpo repousa na Basílica de Maria Auxiliadora, em Turim.

 

Fonte: Com informações Agência Info Salesiana, ACI Digital

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