O salesiano coadjutor Artêmides Zatti é santo Destaque

Segunda, 10 Outubro 2022 10:28 Escrito por  Agência Info Salesiana
“O salesiano coadjutor Artêmides Zatti foi um exemplo vivo de gratidão”. Com estas palavras, pronunciadas durante a homilia da missa de domingo, 9 de outubro, o Papa Francisco indicou a todos os fiéis o modelo do "santo enfermeiro" e "parente de todos os pobres", no dia em que proclamou a sua santidade perante a Igreja Católica, universal.


Eram pouco mais de 10 horas (horário da Itália) quando teve início a celebração eucarística com o rito de canonização do salesiano coadjutor Artêmides Zatti e de dom João Batista Scalabrini, bispo e fundador da Congregação dos Missionários de São Carlos e da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu.

Após o cântico de entrada e a entoação do hino em honra ao Espírito Santo, o cardeal Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, se dirigiu ao Santo Padre para apresentar o pedido formal para canonizar os dois beatos. O cardeal estava acompanhado pelos postuladores, padre Graziano Battistella, CS, e padre Pierluigi Cameroni, SDB.

 

Posteriormente, Semeraro fez uma breve leitura das biografias de dom Scalabrini e de Zatti; e, em seguida, a praça, com a presença de cerca de 50 mil fiéis, invocou, com as Ladainhas dos Santos, a participação de toda a Igreja Celeste para acompanhar a inscrição dos dois beatos no Livro dos Santos.

Declarados santos

Às 10h30, o Papa Francisco pronunciou, em latim, a solene fórmula da canonização, com a qual declarou e definiu ‘santos’ João Batista Scalabrini e Artêmides Zatti.

A proclamação foi acompanhada por um grande aplauso dos fiéis, seguida pela incensação e deposição, aos pés da imagem de Nossa Senhora, das insignes relíquias dos dois novos santos. Neste momento, o cardeal prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos obteve do Pontífice o consentimento para a redação da carta apostólica relativa à canonização.

Posteriormente, foi retomada a liturgia eucarística dominical, concelebrada por vários cardeais, arcebispos, bispos e sacerdotes, muitos deles filhos de Dom Bosco e o Reitor-mor, padre Ángel Fernández Artime.

No momento da homilia, o Papa aprofundou as leituras do 28º Domingo do Tempo Comum e dois aspectos foram particularmente enfatizados pelo Pontífice: caminhar juntos e gratidão.

Caminhar juntos é a característica dos dez leprosos curados por Jesus. “Trata-se de uma imagem significativa também para nós: se formos honestos com nós mesmos, havemos de nos lembrar que todos estamos doentes no coração, todos somos pecadores, todos necessitamos da misericórdia do Pai. Consequentemente deixaremos de nos dividir apenas com base nos méritos, nas funções que desempenhamos ou em qualquer outro aspeto exterior da vida”, disse o Pontífice.

“Irmãos e irmãs, verifiquemos se, em nossa vida, nas nossas famílias, em nossos lugares de trabalho e de convivência diária, somos capazes de caminhar junto com os outros, de ouvir e superar a tentação de nos entrincheirar em nossa autorreferencialidade e de pensarmos só em nossas necessidades”, convidou o Papa.

Esta também é a ocasião para denunciar, mais uma vez, a exclusão dos migrantes, que o Papa define claramente como "escandalosa, repugnante, pecaminosa e criminosa".

“Pensemos hoje nos nossos migrantes, nos que morrem”, acrescentou o Papa, abrindo a questão a todos àqueles que conseguem chegar. “Recebemo-los como irmãos ou os exploramos?”, perguntou o Papa.

O valor da gratidão

Em seguida, o Santo Padre destacou o valor da gratidão, segundo o modelo do samaritano, o único dos dez leprosos curados que voltou para agradecer a Jesus: "Esta é uma grande lição também para nós, que todos os dias nos beneficiamos dos dons de Deus, mas frequentemente prosseguimos por nossa estrada esquecendo-nos de cultivar uma relação viva com Ele. (....) E acaba-se, assim, por pensar que tudo o que recebemos diariamente seja óbvio e devido”.

“Ao contrário, a gratidão, o saber dizer ‘obrigado’, nos leva a afirmar a presença de Deus-amor, e também a reconhecer a importância dos outros, vencendo o descontentamento e a indiferença, que nos embrutecem o coração”, observou o Pontífice.

O Papa também afirmou que as características que marcaram a vida dos dois novos santos foram saber caminhar junto com os outros e o espírito de gratidão.

Cuidar dos emigrantes

De Dom Scalabrini, que fundou uma congregação para o cuidado dos emigrantes, o Papa lembrou uma citação para afirmar que “no caminhar comum daqueles que emigram, é preciso não ver só problemas, mas também um desígnio da Providência. ‘Precisamente por causa da migração forçada pelas perseguições – disse ele –, a Igreja superou as fronteiras de Jerusalém e de Israel e tornou-se “católica”; graças às migrações de hoje, a Igreja será instrumento de paz e comunhão entre os povos’ (G. B. Scalabrini, A emigração dos trabalhadores italianos, Ferrara, 1899)".

O Pontífice refletiu sobre a migração forçada da qual a população ucraniana é vítima: "não esqueçamos, hoje, a atormentada Ucrânia".

Exemplo vivo de gratidão

Sobre o salesiano coadjutor Artêmides Zatti, o Papa reiterou: "por sua vez, o salesiano irmão Artêmides Zatti, com sua bicicleta, foi um exemplo vivo de gratidão: curado da tuberculose, dedicou toda a sua vida a ajudar os outros, a cuidar com amor e ternura dos doentes. Conta-se que o viram carregar nos ombros o corpo morto de um dos seus doentes. Cheio de gratidão por tudo o que havia recebido, quis dizer o seu “obrigado” ocupando-se das feridas dos outros”.

A homilia do Santo Padre terminou com uma exortação: “rezemos para que estes nossos irmãos ‘santos’ nos ajudem a caminhar juntos, sem muros de divisão; e a cultivar esta nobreza da alma tão agradável a Deus chamada gratidão".

 

Uma grande saudação

Antes de concluir a celebração eucarística pela canonização de João Batista Scalabrini e Artêmides Zatti e de recitar a oração do Angelus, diretamente do adro da Basílica de São Pedro, o Santo Padre Francisco dirigiu uma saudação à delegação dos Salesianos Coadjutores vindos de todo o mundo: “Saúdo os cardeais, os bispos, os sacerdotes, as pessoas consagradas, em particular os missionários e as missionárias de São Carlos Borromeu e os irmãos salesianos coadjutores. Saúdo com gratidão as delegações oficiais”.

Cerca de 50 mil fiéis estiveram presentes na Praça de São Pedro para a santa missa e a recitação do Angelus.

Fonte: Agência Info Salesiana

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Última modificação em Quarta, 02 Novembro 2022 13:03

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O salesiano coadjutor Artêmides Zatti é santo Destaque

Segunda, 10 Outubro 2022 10:28 Escrito por  Agência Info Salesiana
“O salesiano coadjutor Artêmides Zatti foi um exemplo vivo de gratidão”. Com estas palavras, pronunciadas durante a homilia da missa de domingo, 9 de outubro, o Papa Francisco indicou a todos os fiéis o modelo do "santo enfermeiro" e "parente de todos os pobres", no dia em que proclamou a sua santidade perante a Igreja Católica, universal.


Eram pouco mais de 10 horas (horário da Itália) quando teve início a celebração eucarística com o rito de canonização do salesiano coadjutor Artêmides Zatti e de dom João Batista Scalabrini, bispo e fundador da Congregação dos Missionários de São Carlos e da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu.

Após o cântico de entrada e a entoação do hino em honra ao Espírito Santo, o cardeal Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, se dirigiu ao Santo Padre para apresentar o pedido formal para canonizar os dois beatos. O cardeal estava acompanhado pelos postuladores, padre Graziano Battistella, CS, e padre Pierluigi Cameroni, SDB.

 

Posteriormente, Semeraro fez uma breve leitura das biografias de dom Scalabrini e de Zatti; e, em seguida, a praça, com a presença de cerca de 50 mil fiéis, invocou, com as Ladainhas dos Santos, a participação de toda a Igreja Celeste para acompanhar a inscrição dos dois beatos no Livro dos Santos.

Declarados santos

Às 10h30, o Papa Francisco pronunciou, em latim, a solene fórmula da canonização, com a qual declarou e definiu ‘santos’ João Batista Scalabrini e Artêmides Zatti.

A proclamação foi acompanhada por um grande aplauso dos fiéis, seguida pela incensação e deposição, aos pés da imagem de Nossa Senhora, das insignes relíquias dos dois novos santos. Neste momento, o cardeal prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos obteve do Pontífice o consentimento para a redação da carta apostólica relativa à canonização.

Posteriormente, foi retomada a liturgia eucarística dominical, concelebrada por vários cardeais, arcebispos, bispos e sacerdotes, muitos deles filhos de Dom Bosco e o Reitor-mor, padre Ángel Fernández Artime.

No momento da homilia, o Papa aprofundou as leituras do 28º Domingo do Tempo Comum e dois aspectos foram particularmente enfatizados pelo Pontífice: caminhar juntos e gratidão.

Caminhar juntos é a característica dos dez leprosos curados por Jesus. “Trata-se de uma imagem significativa também para nós: se formos honestos com nós mesmos, havemos de nos lembrar que todos estamos doentes no coração, todos somos pecadores, todos necessitamos da misericórdia do Pai. Consequentemente deixaremos de nos dividir apenas com base nos méritos, nas funções que desempenhamos ou em qualquer outro aspeto exterior da vida”, disse o Pontífice.

“Irmãos e irmãs, verifiquemos se, em nossa vida, nas nossas famílias, em nossos lugares de trabalho e de convivência diária, somos capazes de caminhar junto com os outros, de ouvir e superar a tentação de nos entrincheirar em nossa autorreferencialidade e de pensarmos só em nossas necessidades”, convidou o Papa.

Esta também é a ocasião para denunciar, mais uma vez, a exclusão dos migrantes, que o Papa define claramente como "escandalosa, repugnante, pecaminosa e criminosa".

“Pensemos hoje nos nossos migrantes, nos que morrem”, acrescentou o Papa, abrindo a questão a todos àqueles que conseguem chegar. “Recebemo-los como irmãos ou os exploramos?”, perguntou o Papa.

O valor da gratidão

Em seguida, o Santo Padre destacou o valor da gratidão, segundo o modelo do samaritano, o único dos dez leprosos curados que voltou para agradecer a Jesus: "Esta é uma grande lição também para nós, que todos os dias nos beneficiamos dos dons de Deus, mas frequentemente prosseguimos por nossa estrada esquecendo-nos de cultivar uma relação viva com Ele. (....) E acaba-se, assim, por pensar que tudo o que recebemos diariamente seja óbvio e devido”.

“Ao contrário, a gratidão, o saber dizer ‘obrigado’, nos leva a afirmar a presença de Deus-amor, e também a reconhecer a importância dos outros, vencendo o descontentamento e a indiferença, que nos embrutecem o coração”, observou o Pontífice.

O Papa também afirmou que as características que marcaram a vida dos dois novos santos foram saber caminhar junto com os outros e o espírito de gratidão.

Cuidar dos emigrantes

De Dom Scalabrini, que fundou uma congregação para o cuidado dos emigrantes, o Papa lembrou uma citação para afirmar que “no caminhar comum daqueles que emigram, é preciso não ver só problemas, mas também um desígnio da Providência. ‘Precisamente por causa da migração forçada pelas perseguições – disse ele –, a Igreja superou as fronteiras de Jerusalém e de Israel e tornou-se “católica”; graças às migrações de hoje, a Igreja será instrumento de paz e comunhão entre os povos’ (G. B. Scalabrini, A emigração dos trabalhadores italianos, Ferrara, 1899)".

O Pontífice refletiu sobre a migração forçada da qual a população ucraniana é vítima: "não esqueçamos, hoje, a atormentada Ucrânia".

Exemplo vivo de gratidão

Sobre o salesiano coadjutor Artêmides Zatti, o Papa reiterou: "por sua vez, o salesiano irmão Artêmides Zatti, com sua bicicleta, foi um exemplo vivo de gratidão: curado da tuberculose, dedicou toda a sua vida a ajudar os outros, a cuidar com amor e ternura dos doentes. Conta-se que o viram carregar nos ombros o corpo morto de um dos seus doentes. Cheio de gratidão por tudo o que havia recebido, quis dizer o seu “obrigado” ocupando-se das feridas dos outros”.

A homilia do Santo Padre terminou com uma exortação: “rezemos para que estes nossos irmãos ‘santos’ nos ajudem a caminhar juntos, sem muros de divisão; e a cultivar esta nobreza da alma tão agradável a Deus chamada gratidão".

 

Uma grande saudação

Antes de concluir a celebração eucarística pela canonização de João Batista Scalabrini e Artêmides Zatti e de recitar a oração do Angelus, diretamente do adro da Basílica de São Pedro, o Santo Padre Francisco dirigiu uma saudação à delegação dos Salesianos Coadjutores vindos de todo o mundo: “Saúdo os cardeais, os bispos, os sacerdotes, as pessoas consagradas, em particular os missionários e as missionárias de São Carlos Borromeu e os irmãos salesianos coadjutores. Saúdo com gratidão as delegações oficiais”.

Cerca de 50 mil fiéis estiveram presentes na Praça de São Pedro para a santa missa e a recitação do Angelus.

Fonte: Agência Info Salesiana

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