Entre os dias 15 e 22 de outubro, a Obra Social Recanto da Cruz Grande, em Itapevi, SP, realizou uma semana dedicada à animação missionária, envolvendo os educandos em uma programação especial de conhecimento, partilha, oração e sensibilização para as diferentes realidades das crianças no mundo.
Inspirada no carisma salesiano e na proposta da Infância e Adolescência Missionária (IAM), a iniciativa teve como objetivo ampliar os horizontes dos educandos, despertar o interesse por outras culturas e fortalecer a consciência de que a missão começa com a disponibilidade para conhecer, acolher e cuidar do próximo.
Talk Missionário: conhecer a vida e a vocação de duas missionárias
A programação teve início com um Talk Missionário, preparado para aproximar os educandos da experiência de duas religiosas que atuam na obra: irmã Loan e irmã Metka.
Um dos aspectos mais significativos da atividade foi o protagonismo dos próprios educandos, que elaboraram as perguntas dirigidas às missionárias. Durante 30 minutos de transmissão ao vivo, a conversa abordou a vocação missionária, a experiência de viver em outro país, os desafios da adaptação cultural e linguística e as histórias pessoais que fazem parte desse caminho de entrega e serviço.
Samyra abriu espaço para refletir sobre o significado de ser missionária e sobre o discernimento da escolha do país de missão: quem decide para onde uma religiosa será enviada? Laura, por sua vez, demonstrou curiosidade sobre o aprendizado da língua portuguesa e as dificuldades encontradas na chegada ao Brasil.
As perguntas de Nicolas ampliaram a conversa para as distâncias geográficas e as experiências internacionais das missionárias. Cristina quis saber mais sobre o tema da Campanha Missionária do ano, além de perguntar sobre a infância de Irmã Loan.
As questões revelaram que a missão também desperta curiosidade sobre a história de vida de quem deixa sua terra para servir em outra realidade. Por meio desse diálogo, os educandos tiveram a oportunidade de perceber que a vocação missionária é construída a partir de escolhas, preparação, desafios, encontros e disponibilidade para aprender com outras culturas.
Mais do que apresentar informações, o Talk Missionário favoreceu a aproximação entre os educandos e as religiosas, valorizando a escuta, o diálogo e o testemunho pessoal como caminhos de educação para a solidariedade.
Uma viagem missionária pelos cinco continentes
No mesmo período, as acolhidas missionárias conduziram os educandos a uma viagem simbólica pelos cinco continentes, com a apresentação dos mascotes da Infância e Adolescência Missionária.
Cada encontro apresentou aspectos da geografia, da cultura, dos costumes e da realidade religiosa de diferentes povos, com atenção especial às condições de vida das crianças, seus sonhos, desafios, alegrias e necessidades.
Por meio dos mascotes, dos testemunhos e dos momentos de oração, os educandos foram convidados a conhecer outras realidades e a reconhecer a riqueza da diversidade humana. A programação também favoreceu a reflexão sobre as situações de vulnerabilidade que atingem crianças e famílias em diferentes partes do mundo.
As orações missionárias tiveram um lugar especial em cada acolhida. A comunidade educativa rezou pelos povos dos cinco continentes, pedindo a Deus paz, saúde, educação, dignidade e fraternidade para todas as crianças e suas famílias.
Da aprendizagem ao compromisso solidário
A semana missionária não terminou com as atividades de formação. A experiência também reforçou o compromisso concreto da comunidade educativa com as crianças que vivem em situações de sofrimento e vulnerabilidade.
Até o final do ano, o cofrinho da Infância e Adolescência Missionária continuará recebendo contribuições que serão destinadas à ajuda de crianças refugiadas afetadas pela guerra.
A iniciativa ajuda os educandos a compreender que a solidariedade pode se expressar em pequenos gestos cotidianos. Partilhar, economizar para ajudar alguém, rezar pelas crianças de outros países e interessar-se por realidades diferentes são atitudes que educam para a fraternidade e para a responsabilidade com o mundo. Dessa forma, a animação missionária ultrapassa o conhecimento de países e culturas e se transforma em uma oportunidade concreta de cultivar a generosidade, a empatia e o compromisso com aqueles que mais precisam.