Missões
Quarta, 10 Outubro 2012 13:02

As gloriosas Catacumbas de São Calisto

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  O fascínio da “terra dos mártires” atrai peregrinos até os dias atuais, que continuam visitando esse local, vindos de todo o mundo. Grande parte dos peregrinos, algumas centenas de milhares a cada ano, é de jovens.   Em 1930, o papa Pio XI convidou os salesianos para cuidar, em nome da Santa Sé, apenas das Catacumbas de São Calisto, as "Catacumbas por excelência, o primeiro cemitério oficial da Comunidade de Roma, o glorioso sepulcrode mais de 16 papas do século III" (GiovanniBattista de Rossi). Hoje, depois de 80 anos de serviço contínuo dos salesianos, as Catacumbas de São Calisto são atendidas por uma comunidade constituída por salesianos oriundos de uma dezena de nações diferentes.  
A  69ª edição da Romaria da Família Salesiana, celebração tradicional do mês de outubro, excepcionalmente este ano, realizou-se no último domingo de setembro, dia 30, e reuniu cerca de 2.000 pessoas.   Desde 1943,  os participantes da romaria se reúnem em Jaboatão, município da Região Metropolitana do Recife , onde os salesianos têm uma linda Basílica dedicada à Nossa Senhora Auxiliadora.  Os romeiros, em grande maioria, são pertencentes aos diversos grupos da Família Salesiana de toda região Nordeste . A concentração se dá  na Capela de Nossa Senhora Aparecida, de onde a romaria parte  rumo à Basílica, em um percurso de 3,5 quilômetros.   O tema geral desta edição foi: “Maria, mãe e educadora da Família Salesiana, nos acompanha na missão de evangelizar como discípulos e missionários do Pai”, mas também a palavra de Deus foi valorizada e lembrada, visto que era o encerramento do mês da Bíblia. Pe. Raimundo Ricardo Sobrinho, delegado inspetorial para a Família Salesiana e um dos  organizadores da romaria, ressaltou seu caráter acolhedor e fraterno: “é um dia de alegria, de oração, de expressões de fé e dia em que muito se intensificam os laços da amizade: oração, cantos, celebração da palavra, encenações, músicas, almoço na fraternidade. Não se trata de um grupo fechado... a festa é de todos: Todos são acolhidos na alegria da família. Maria muito se alegra e, decerto, lhe concede especial ajuda e muitas bênçãos neste dia de festa".    No período da tarde, como faz tradicionalmente, o  salesiano cantor e compositor Pe. João fez um lindo show. O atual pároco local e cantor, Frei Damião Silva, também fez uma apresentação musical. Logo após as apresentações, ocorreu a celebração eucarística campal, presidida por Dom Edvaldo Amaral *,  encerrando este dia de fé e alegria da Família salesiana do NE do Brasil   Um dos diferenciais este ano foi a utilização, desde a preparação até o evento, da rede social Facebook, onde foi criada uma Fan Page. Quem quiser acessá-la e  ver fotos, videos, mensagens e informações sobre a Família Salesiana, poderá fazê-lo por meio do link:  http://www.facebook.com/romariasalesiana  
Terça, 02 Outubro 2012 14:49

Envio missionário

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Renovou-se no Colle Don Bosco, Itália, o envio missionário que, nos últimos anos, reúne os jovens empenhados no voluntariado e os missionários de partida, religiosos e leigos, Salesianos e Filhas de Maria Auxiliadora (FMA). Durante a celebração, o  reitor-mor, padre Pascual Chávez Villanueva, falou  sobre as finalidades educativas de Dom Bosco, a realidade atual dos jovens e as atitudes do missionário. Padre Pascual Chávez lembrou que, para Dom Bosco, a alegria, a música e o lazer eram meios de se chegar aos jovens e propor-lhes que “fossem felizes no tempo e na eternidade”. Uma felicidade que hoje os jovens não buscam mais, ou que confundem com uma autorrealização imediata. O reitor-mor ressaltou também que os jovens atualmente vivem em uma condição mista de indiferença e impotência e enfatizou que, muitas vezes, as relações virtuais esvaziam as amizades reais.  Padre Pascual Chávez indicou aos missionários algumas atitudes para serem as "sementes de Verdade" presentes nas outras realidades, como o diálogo: “Acima de tudo, quem anuncia o Evangelho deve saber descobrir os pontos de contato com os outros para neles enxertar, diria quase naturalmente, a mensagem da salvação. Só assim a fé não se tornará nunca ‘polêmica’ e marginalizadora, e sim agregadora e caridosa, e por isso sempre aberta ao diálogo intercultural e inter-religioso".  Após a homilia realizou-se a entrega do Crucifixo missionário a 45 Salesianos de Dom Bosco, 15 Filhas de Maria Auxiliadora e 11 leigos italianos e poloneses. Um gesto que recordou como, em 11 de novembro de 1875, Dom Bosco confiou a mesma missão aos primeiros salesianos de saída para a Patagônia argentina: serem sinais e portadores do amor de Deus aos jovens. InfoANS
O Centro Educacional Maria Auxiliadora, em Brasília,DF, está promovendo o CEMA Voluntário com alunos dos ensinos fundamental II e médio. Pelo projeto, os jovens visitam instituições de caridade como creches, asilos e abrigos. Os objetivos são despertar a consciência dos educandos e educadores para a importância da prática do voluntariado, criando uma cultura solidária, e colaborar com alguma instituição de forma a possibilitar novas perspectivas para a entidade atendida. “A prática da solidariedade tem sido um desafio em nossa sociedade, marcada pelo individualismo. Como educadores e alunos salesianos, queremos despertar o verdadeiro valor solidário que ultrapasse campanhas e que implante realmente uma cultura solidária em nossa comunidade educativa”, explica a coordenadora pedagógica do colégio, Edileuza de Medeiros. A última visita, realizada em um lar de idosos, motivou ainda mais os estudantes para a solidariedade. O aluno Eduardo Oliveira, do 6º ano, comentou a visita: “Nós pudemos refletir sobre a vida dos nossos avós, bisavós e até tataravós. Temos que aproveitar esses momentos, pois é por causa deles que estamos aqui.”. “A visita nos deu a chance de nos tornarmos pessoas mais carinhosas. Os idosos são pessoas muito legais. Fiquei muito feliz quando o Sr. Manoel sorriu para nós e quando cantamos para eles”, completou a aluna Mariana Campos. RSE Informa
  Ir. Valéria Timoteo, da Inspetoria Santa Catarina de Sena, de São Paulo - SP, está há dois anos e meio em missão no Norte do Haiti. Em viagem recente ao Brasil, Ir. Valeria preocupou-se em visitar o máximo de presenças salesianas, em São Paulo, para divulgar a situação vivenciada no Haiti, que ainda sofre as consequências do violento terremoto de 2010 e pedir ajuda.    Segundo Ir. Valéria, o trabalho de reconstrução do país é ainda lento e necessita de todo o empenho daqueles que possam doar um pouco de si para que aquele povo venha a ter uma vida digna. Uma das propostas apresentadas pela irmã, no papel de Delegada dos Salesianos Cooperadores, é a construção de um Centro Juvenil para alfabetização e recreação.  A  entrevista da Ir. Valéria que se segue foi concedida ao salesiano cooperador Carlos Minozzi, da Paróquia Sta. Terezinha, na Zona Norte de São Paulo. Em seu relato, a irmã salesiana pede ajuda para esse projeto, que é um pátio salesiano para a comunidade onde a escola está instalada, a cerca 400 km de Porto Príncipe, Capital do Haiti.   Ir. Valéria, conte-nos por que a senhora foi para o Haiti. “Quando aconteceu o terremoto, em 2010, eu pedi à madre geral e ela, ao conversar com as outras irmãs responsáveis, viram que eu poderia ir como voluntária. Em pouco mais de um mês parti para o Haiti e lá estou até hoje, há dois anos e meio”.   Depois desse tempo, como está a população do Haiti? “Muitas coisas começaram a mudar, principalmente com o novo presidente da república, Michel Martelly , uma pessoa jovem, 51 anos, ex-cantor de rock, e se vê que tem uma postura diferente. Estamos acreditando nele porque um artista sempre tem um coração mais sensível. Ele já conseguiu fazer algumas coisas, por exemplo, recuperar o aeroporto, que estava todo danificado. A reforma já terminou, está moderno e bem aparelhado, pois ele  é a ‘porta de entrada do país’...as estradas estão sendo recapeadas, hospitais reconstruídos, enfim. Ele também já começou a trabalhar a melhora do ensino público, com recursos provenientes da telefonia e outros impostos. Uma parte desse dinheiro é diretamente aplicada à escola pública. As escolas privadas foram requisitadas para receber os alunos que não têm vaga nas escolas públicas, já que o país não dispõe de escolas suficientes. Além dos alunos que frequentam a nossa escola, que são cerca de 800, nós ganhamos  mais 300, que não teriam nenhuma chance de poder estudar. Nem a metade das famílias com  crianças matriculadas em nossas escolas consegue pagar pelo ensino, por causa da situação do país como um todo”. Tem chegado ajuda internacional lá?  “Eu posso falar da ajuda que recebemos da congregação. As escolas estão sendo reconstruídas, as coisas estão acontecendo. De outras partes a gente não sabe, mas ouvimos muitas histórias, muita coisa que não chegou..., que se perdeu no caminho” Hoje qual é o maior problema daquele povo? “O cólera, creio, tenha sido um impacto muito grande, pois vimos pessoas morrerem sem saberem que doença tinham. Para podermos entender aquela realidade, logo após o terremoto, na temporada das chuvas, de maio a novembro, é tempo dos tufões e furacões. Coma ausência de esgotos e saneamento básico, o vírus do cólera se alastrou rapidamente e as pessoas foram contaminadas pela água que beberam. Uma doença misteriosa para eles, que não conheciam os sintomas do cólera ! Foi muito triste.” E como é o projeto dos salesianos na região onde a senhora trabalha? “Pretendemos construir um ambiente salesiano, com salas de alfabetização e outras para jogos e convivência para as crianças e jovens. É um projeto dos cooperadores salesianos, que já conseguiram adquirir um terreno e buscam agora meios de construir o Centro Juvenil, mas as dificuldades são imensas. A mais recente tempestade tropical, por exemplo, interrompeu a comunicação de telefonia local”.  Esta escola está muito distante de Porto Príncipe, a Capital do Haiti?  “De avião, estamos a 25 minutos, mas por estrada, o caminho é feito em até oito horas. Padre Camilo, da Paróquia Sta. Teresinha, se prontificou a fazer uma intermediação para uma coleta de doações para esse trabalho, não? “Sim, quem quiser fazer doações em dinheiro, pode usar a conta bancária da paróquia, que depois transfere para a conta da Wester Union, a transferência de dinheiro mundial, para a obra onde trabalhamos”   Se não for ajuda em dinheiro, o que mais poderíamos fazer?    “O voluntariado é aberto, todo aquele que sentir o desejo de fazer alguma coisa será bem-vindo. Precisamos de técnicos agrícolas, orquidófilos, apicultores, pessoas habilitadas para tarefas básicas, para melhorar as técnicas... quem possa trabalhar com as crianças, ensinar capoeira, coisas da salesianidade sempre são importantes nesse momento.”   Para ajudar a erguer essa obra financeiramente, a conta que a Paróquia Sta. Terezinha disponibiliza para doações é - Bradesco (237) ag. 2017 – conta 280-1 Mitra Arquidiocesana de São Paulo - Paróquia Sta. Teresinha – CNPJ 63.089.825/0219-07    
Quinta, 13 Setembro 2012 10:09

Um pequeno paraíso aos pés do vulcão

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  “Oferecer mais àqueles que receberam menos da vida” é o objetivo do Centro da Juventude Dom Bosco Ngangi, em Goma, na República Democrática do Congo (África).   Situada na costanorte do lago Kivu, pouco mais de 1° ao sul do equador, em 1.500 m altitude, a cidade de Goma, na República Democrática do Congo (África) pode se vangloriar de um clima ameno: uma média de 20º. A cidade é cercada por uma cadeia de colinas e montanhas, entre as quais está o cone truncado do Nyiragongo (3.470 m). Esse vulcão ativo tem uma cratera de 1.200 m de diâmetro e tem na base um lago de lava sempre borbulhante, que há anos encontra uma saída entre as fendas laterais. A última vez ocorreu em 17 de janeiro de 2002: a lava saiu de duas aberturas laterais do vulcão, uma massa fluida de 60 m de largura foi seguindo caminho e preenchendo as cavidades da terra, e chegou em 24 horas até olago, destruindo 18% do centro da cidade e 80% de sua economia. Os habitantes de Goma estão habituados à fúria do Nyiragongo, e pacientemente têm reconstruído sobre a lava os bairros destruídos.  
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Quarta, 10 Outubro 2012 13:02

As gloriosas Catacumbas de São Calisto

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  O fascínio da “terra dos mártires” atrai peregrinos até os dias atuais, que continuam visitando esse local, vindos de todo o mundo. Grande parte dos peregrinos, algumas centenas de milhares a cada ano, é de jovens.   Em 1930, o papa Pio XI convidou os salesianos para cuidar, em nome da Santa Sé, apenas das Catacumbas de São Calisto, as "Catacumbas por excelência, o primeiro cemitério oficial da Comunidade de Roma, o glorioso sepulcrode mais de 16 papas do século III" (GiovanniBattista de Rossi). Hoje, depois de 80 anos de serviço contínuo dos salesianos, as Catacumbas de São Calisto são atendidas por uma comunidade constituída por salesianos oriundos de uma dezena de nações diferentes.  
A  69ª edição da Romaria da Família Salesiana, celebração tradicional do mês de outubro, excepcionalmente este ano, realizou-se no último domingo de setembro, dia 30, e reuniu cerca de 2.000 pessoas.   Desde 1943,  os participantes da romaria se reúnem em Jaboatão, município da Região Metropolitana do Recife , onde os salesianos têm uma linda Basílica dedicada à Nossa Senhora Auxiliadora.  Os romeiros, em grande maioria, são pertencentes aos diversos grupos da Família Salesiana de toda região Nordeste . A concentração se dá  na Capela de Nossa Senhora Aparecida, de onde a romaria parte  rumo à Basílica, em um percurso de 3,5 quilômetros.   O tema geral desta edição foi: “Maria, mãe e educadora da Família Salesiana, nos acompanha na missão de evangelizar como discípulos e missionários do Pai”, mas também a palavra de Deus foi valorizada e lembrada, visto que era o encerramento do mês da Bíblia. Pe. Raimundo Ricardo Sobrinho, delegado inspetorial para a Família Salesiana e um dos  organizadores da romaria, ressaltou seu caráter acolhedor e fraterno: “é um dia de alegria, de oração, de expressões de fé e dia em que muito se intensificam os laços da amizade: oração, cantos, celebração da palavra, encenações, músicas, almoço na fraternidade. Não se trata de um grupo fechado... a festa é de todos: Todos são acolhidos na alegria da família. Maria muito se alegra e, decerto, lhe concede especial ajuda e muitas bênçãos neste dia de festa".    No período da tarde, como faz tradicionalmente, o  salesiano cantor e compositor Pe. João fez um lindo show. O atual pároco local e cantor, Frei Damião Silva, também fez uma apresentação musical. Logo após as apresentações, ocorreu a celebração eucarística campal, presidida por Dom Edvaldo Amaral *,  encerrando este dia de fé e alegria da Família salesiana do NE do Brasil   Um dos diferenciais este ano foi a utilização, desde a preparação até o evento, da rede social Facebook, onde foi criada uma Fan Page. Quem quiser acessá-la e  ver fotos, videos, mensagens e informações sobre a Família Salesiana, poderá fazê-lo por meio do link:  http://www.facebook.com/romariasalesiana  
Terça, 02 Outubro 2012 14:49

Envio missionário

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Renovou-se no Colle Don Bosco, Itália, o envio missionário que, nos últimos anos, reúne os jovens empenhados no voluntariado e os missionários de partida, religiosos e leigos, Salesianos e Filhas de Maria Auxiliadora (FMA). Durante a celebração, o  reitor-mor, padre Pascual Chávez Villanueva, falou  sobre as finalidades educativas de Dom Bosco, a realidade atual dos jovens e as atitudes do missionário. Padre Pascual Chávez lembrou que, para Dom Bosco, a alegria, a música e o lazer eram meios de se chegar aos jovens e propor-lhes que “fossem felizes no tempo e na eternidade”. Uma felicidade que hoje os jovens não buscam mais, ou que confundem com uma autorrealização imediata. O reitor-mor ressaltou também que os jovens atualmente vivem em uma condição mista de indiferença e impotência e enfatizou que, muitas vezes, as relações virtuais esvaziam as amizades reais.  Padre Pascual Chávez indicou aos missionários algumas atitudes para serem as "sementes de Verdade" presentes nas outras realidades, como o diálogo: “Acima de tudo, quem anuncia o Evangelho deve saber descobrir os pontos de contato com os outros para neles enxertar, diria quase naturalmente, a mensagem da salvação. Só assim a fé não se tornará nunca ‘polêmica’ e marginalizadora, e sim agregadora e caridosa, e por isso sempre aberta ao diálogo intercultural e inter-religioso".  Após a homilia realizou-se a entrega do Crucifixo missionário a 45 Salesianos de Dom Bosco, 15 Filhas de Maria Auxiliadora e 11 leigos italianos e poloneses. Um gesto que recordou como, em 11 de novembro de 1875, Dom Bosco confiou a mesma missão aos primeiros salesianos de saída para a Patagônia argentina: serem sinais e portadores do amor de Deus aos jovens. InfoANS
O Centro Educacional Maria Auxiliadora, em Brasília,DF, está promovendo o CEMA Voluntário com alunos dos ensinos fundamental II e médio. Pelo projeto, os jovens visitam instituições de caridade como creches, asilos e abrigos. Os objetivos são despertar a consciência dos educandos e educadores para a importância da prática do voluntariado, criando uma cultura solidária, e colaborar com alguma instituição de forma a possibilitar novas perspectivas para a entidade atendida. “A prática da solidariedade tem sido um desafio em nossa sociedade, marcada pelo individualismo. Como educadores e alunos salesianos, queremos despertar o verdadeiro valor solidário que ultrapasse campanhas e que implante realmente uma cultura solidária em nossa comunidade educativa”, explica a coordenadora pedagógica do colégio, Edileuza de Medeiros. A última visita, realizada em um lar de idosos, motivou ainda mais os estudantes para a solidariedade. O aluno Eduardo Oliveira, do 6º ano, comentou a visita: “Nós pudemos refletir sobre a vida dos nossos avós, bisavós e até tataravós. Temos que aproveitar esses momentos, pois é por causa deles que estamos aqui.”. “A visita nos deu a chance de nos tornarmos pessoas mais carinhosas. Os idosos são pessoas muito legais. Fiquei muito feliz quando o Sr. Manoel sorriu para nós e quando cantamos para eles”, completou a aluna Mariana Campos. RSE Informa
  Ir. Valéria Timoteo, da Inspetoria Santa Catarina de Sena, de São Paulo - SP, está há dois anos e meio em missão no Norte do Haiti. Em viagem recente ao Brasil, Ir. Valeria preocupou-se em visitar o máximo de presenças salesianas, em São Paulo, para divulgar a situação vivenciada no Haiti, que ainda sofre as consequências do violento terremoto de 2010 e pedir ajuda.    Segundo Ir. Valéria, o trabalho de reconstrução do país é ainda lento e necessita de todo o empenho daqueles que possam doar um pouco de si para que aquele povo venha a ter uma vida digna. Uma das propostas apresentadas pela irmã, no papel de Delegada dos Salesianos Cooperadores, é a construção de um Centro Juvenil para alfabetização e recreação.  A  entrevista da Ir. Valéria que se segue foi concedida ao salesiano cooperador Carlos Minozzi, da Paróquia Sta. Terezinha, na Zona Norte de São Paulo. Em seu relato, a irmã salesiana pede ajuda para esse projeto, que é um pátio salesiano para a comunidade onde a escola está instalada, a cerca 400 km de Porto Príncipe, Capital do Haiti.   Ir. Valéria, conte-nos por que a senhora foi para o Haiti. “Quando aconteceu o terremoto, em 2010, eu pedi à madre geral e ela, ao conversar com as outras irmãs responsáveis, viram que eu poderia ir como voluntária. Em pouco mais de um mês parti para o Haiti e lá estou até hoje, há dois anos e meio”.   Depois desse tempo, como está a população do Haiti? “Muitas coisas começaram a mudar, principalmente com o novo presidente da república, Michel Martelly , uma pessoa jovem, 51 anos, ex-cantor de rock, e se vê que tem uma postura diferente. Estamos acreditando nele porque um artista sempre tem um coração mais sensível. Ele já conseguiu fazer algumas coisas, por exemplo, recuperar o aeroporto, que estava todo danificado. A reforma já terminou, está moderno e bem aparelhado, pois ele  é a ‘porta de entrada do país’...as estradas estão sendo recapeadas, hospitais reconstruídos, enfim. Ele também já começou a trabalhar a melhora do ensino público, com recursos provenientes da telefonia e outros impostos. Uma parte desse dinheiro é diretamente aplicada à escola pública. As escolas privadas foram requisitadas para receber os alunos que não têm vaga nas escolas públicas, já que o país não dispõe de escolas suficientes. Além dos alunos que frequentam a nossa escola, que são cerca de 800, nós ganhamos  mais 300, que não teriam nenhuma chance de poder estudar. Nem a metade das famílias com  crianças matriculadas em nossas escolas consegue pagar pelo ensino, por causa da situação do país como um todo”. Tem chegado ajuda internacional lá?  “Eu posso falar da ajuda que recebemos da congregação. As escolas estão sendo reconstruídas, as coisas estão acontecendo. De outras partes a gente não sabe, mas ouvimos muitas histórias, muita coisa que não chegou..., que se perdeu no caminho” Hoje qual é o maior problema daquele povo? “O cólera, creio, tenha sido um impacto muito grande, pois vimos pessoas morrerem sem saberem que doença tinham. Para podermos entender aquela realidade, logo após o terremoto, na temporada das chuvas, de maio a novembro, é tempo dos tufões e furacões. Coma ausência de esgotos e saneamento básico, o vírus do cólera se alastrou rapidamente e as pessoas foram contaminadas pela água que beberam. Uma doença misteriosa para eles, que não conheciam os sintomas do cólera ! Foi muito triste.” E como é o projeto dos salesianos na região onde a senhora trabalha? “Pretendemos construir um ambiente salesiano, com salas de alfabetização e outras para jogos e convivência para as crianças e jovens. É um projeto dos cooperadores salesianos, que já conseguiram adquirir um terreno e buscam agora meios de construir o Centro Juvenil, mas as dificuldades são imensas. A mais recente tempestade tropical, por exemplo, interrompeu a comunicação de telefonia local”.  Esta escola está muito distante de Porto Príncipe, a Capital do Haiti?  “De avião, estamos a 25 minutos, mas por estrada, o caminho é feito em até oito horas. Padre Camilo, da Paróquia Sta. Teresinha, se prontificou a fazer uma intermediação para uma coleta de doações para esse trabalho, não? “Sim, quem quiser fazer doações em dinheiro, pode usar a conta bancária da paróquia, que depois transfere para a conta da Wester Union, a transferência de dinheiro mundial, para a obra onde trabalhamos”   Se não for ajuda em dinheiro, o que mais poderíamos fazer?    “O voluntariado é aberto, todo aquele que sentir o desejo de fazer alguma coisa será bem-vindo. Precisamos de técnicos agrícolas, orquidófilos, apicultores, pessoas habilitadas para tarefas básicas, para melhorar as técnicas... quem possa trabalhar com as crianças, ensinar capoeira, coisas da salesianidade sempre são importantes nesse momento.”   Para ajudar a erguer essa obra financeiramente, a conta que a Paróquia Sta. Terezinha disponibiliza para doações é - Bradesco (237) ag. 2017 – conta 280-1 Mitra Arquidiocesana de São Paulo - Paróquia Sta. Teresinha – CNPJ 63.089.825/0219-07    
Quinta, 13 Setembro 2012 10:09

Um pequeno paraíso aos pés do vulcão

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  “Oferecer mais àqueles que receberam menos da vida” é o objetivo do Centro da Juventude Dom Bosco Ngangi, em Goma, na República Democrática do Congo (África).   Situada na costanorte do lago Kivu, pouco mais de 1° ao sul do equador, em 1.500 m altitude, a cidade de Goma, na República Democrática do Congo (África) pode se vangloriar de um clima ameno: uma média de 20º. A cidade é cercada por uma cadeia de colinas e montanhas, entre as quais está o cone truncado do Nyiragongo (3.470 m). Esse vulcão ativo tem uma cratera de 1.200 m de diâmetro e tem na base um lago de lava sempre borbulhante, que há anos encontra uma saída entre as fendas laterais. A última vez ocorreu em 17 de janeiro de 2002: a lava saiu de duas aberturas laterais do vulcão, uma massa fluida de 60 m de largura foi seguindo caminho e preenchendo as cavidades da terra, e chegou em 24 horas até olago, destruindo 18% do centro da cidade e 80% de sua economia. Os habitantes de Goma estão habituados à fúria do Nyiragongo, e pacientemente têm reconstruído sobre a lava os bairros destruídos.