Salesianos Cooperadores encerram Congresso Mundial

Quarta, 13 Mai 2026 11:47 Escrito por  Euclides Fernandes
Salesianos Cooperadores encerram Congresso Mundial ANS
O VI Congresso Mundial dos Salesianos Cooperadores foi realizado no Fraterna Domus, em Roma, entre os dias 7 a 10 de maio, com a participação de cerca de 400 Salesianos Cooperadores.


O VI Congresso Mundial da Associação dos Salesianos Cooperadores terminou no domingo, 10 de maio, com a apresentação das primeiras linhas programáticas para o próximo sexênio e com um gesto que resumiu o espírito do encontro: cada participante recebeu uma peça de um quebra-cabeça como símbolo de missão.

A mensagem era a de que a Associação só encontra seu sentido pleno na união de fragmentos diferentes e únicos. Como ensinava Dom Bosco, citado no encerramento: “três cordões separados se rompem facilmente; mas, se eles forem reunidos, ninguém os romperá.”

Um retrato do mundo e da Associação

No relatório final, o novo coordenador Mundial, Borja Pérez, partiu da análise apresentada pelas 11 regiões da Associação, todas presentes no Congresso.

O diagnóstico revelou um mundo ferido, polarizado e desigual, habitado por jovens que vivem a incerteza, a solidão e a ausência de referências. Revelou também uma Igreja em busca de novas linguagens e novos caminhos de sinodalidade.

Nesse contexto, Borja identificou pontos de força da Associação, entre os quais um carisma atual, uma presença viva nas periferias e uma capacidade de resiliência. A esses, contrapôs fragilidades como o envelhecimento dos membros, a falta de renovação geracional, uma identidade vocacional por vezes pouco clara, uma formação ainda desuniforme, uma comunicação fraca e uma presença sociopolítica escassa.

Dois projetos para o futuro

A primeira linha programática prevê a criação de duas regiões no continente africano, que hoje integra uma única região com Madagascar. O projeto foi encaminhado para análise do Conselho Mundial e, diante de pontos positivos e de fragilidades identificadas, será constituída uma comissão de estudo para as devidas avaliações.

A segunda proposta não é um texto pronto para aprovação, mas o início de um caminho: a constituição de uma equipe técnico-consultiva a serviço do Conselho Mundial para revisar o Projeto de Vida Apostólica. O documento, descrito como uma carta de identidade viva da Associação, dará forma e resposta às solicitações acumuladas nos últimos oito anos pela Secretaria Executiva Mundial.

Símbolos que constroem

A missa de encerramento, presidida pelo Reitor-mor, padre Fábio Attard, reuniu toda a carga de alegria, sonhos e esperanças do congresso em uma celebração de simbologia plural.

No ofertório, ao lado do pão e do vinho, foram levados ao altar instrumentos e materiais de construção, entre os quais uma colher de pedreiro e tijolos, a expressar o desejo dos congressistas de construir uma Associação de acolhimento, cuidado e crescimento integral.

Também uma lâmpada e sal foram levados ao altar, para testemunhar que, ricos da luz do Espírito, os membros da Associação se reconhecem escolhidos, chamados e enviados juntos para a missão.

Uma peça, uma missão

O gesto final do congresso traduziu em objeto o programa do sexênio. Cada participante saiu de Sacrofano com uma peça de quebra-cabeça nas mãos e com a consciência de que ela representa um fragmento do desígnio de Deus para a Associação.

O VI Congresso Mundial terminou não como um ponto final, mas como o início de um caminho de construção coletiva, com os olhos voltados para os jovens e para o futuro.


Por: Euclides Fernandes com informações da Agência de Notícias Salesianas

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Última modificação em Quarta, 13 Mai 2026 11:56

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Quarta, 13 Mai 2026 11:47 Escrito por  Euclides Fernandes
Salesianos Cooperadores encerram Congresso Mundial ANS
O VI Congresso Mundial dos Salesianos Cooperadores foi realizado no Fraterna Domus, em Roma, entre os dias 7 a 10 de maio, com a participação de cerca de 400 Salesianos Cooperadores.


O VI Congresso Mundial da Associação dos Salesianos Cooperadores terminou no domingo, 10 de maio, com a apresentação das primeiras linhas programáticas para o próximo sexênio e com um gesto que resumiu o espírito do encontro: cada participante recebeu uma peça de um quebra-cabeça como símbolo de missão.

A mensagem era a de que a Associação só encontra seu sentido pleno na união de fragmentos diferentes e únicos. Como ensinava Dom Bosco, citado no encerramento: “três cordões separados se rompem facilmente; mas, se eles forem reunidos, ninguém os romperá.”

Um retrato do mundo e da Associação

No relatório final, o novo coordenador Mundial, Borja Pérez, partiu da análise apresentada pelas 11 regiões da Associação, todas presentes no Congresso.

O diagnóstico revelou um mundo ferido, polarizado e desigual, habitado por jovens que vivem a incerteza, a solidão e a ausência de referências. Revelou também uma Igreja em busca de novas linguagens e novos caminhos de sinodalidade.

Nesse contexto, Borja identificou pontos de força da Associação, entre os quais um carisma atual, uma presença viva nas periferias e uma capacidade de resiliência. A esses, contrapôs fragilidades como o envelhecimento dos membros, a falta de renovação geracional, uma identidade vocacional por vezes pouco clara, uma formação ainda desuniforme, uma comunicação fraca e uma presença sociopolítica escassa.

Dois projetos para o futuro

A primeira linha programática prevê a criação de duas regiões no continente africano, que hoje integra uma única região com Madagascar. O projeto foi encaminhado para análise do Conselho Mundial e, diante de pontos positivos e de fragilidades identificadas, será constituída uma comissão de estudo para as devidas avaliações.

A segunda proposta não é um texto pronto para aprovação, mas o início de um caminho: a constituição de uma equipe técnico-consultiva a serviço do Conselho Mundial para revisar o Projeto de Vida Apostólica. O documento, descrito como uma carta de identidade viva da Associação, dará forma e resposta às solicitações acumuladas nos últimos oito anos pela Secretaria Executiva Mundial.

Símbolos que constroem

A missa de encerramento, presidida pelo Reitor-mor, padre Fábio Attard, reuniu toda a carga de alegria, sonhos e esperanças do congresso em uma celebração de simbologia plural.

No ofertório, ao lado do pão e do vinho, foram levados ao altar instrumentos e materiais de construção, entre os quais uma colher de pedreiro e tijolos, a expressar o desejo dos congressistas de construir uma Associação de acolhimento, cuidado e crescimento integral.

Também uma lâmpada e sal foram levados ao altar, para testemunhar que, ricos da luz do Espírito, os membros da Associação se reconhecem escolhidos, chamados e enviados juntos para a missão.

Uma peça, uma missão

O gesto final do congresso traduziu em objeto o programa do sexênio. Cada participante saiu de Sacrofano com uma peça de quebra-cabeça nas mãos e com a consciência de que ela representa um fragmento do desígnio de Deus para a Associação.

O VI Congresso Mundial terminou não como um ponto final, mas como o início de um caminho de construção coletiva, com os olhos voltados para os jovens e para o futuro.


Por: Euclides Fernandes com informações da Agência de Notícias Salesianas

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