CG27: Presença salesiana no Congo

Wednesday, 12 March 2014 12:18 Written by  InfoANS
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Um geólogo belga, Jules Cornet, afirmou que “o Congo é um escândalo geológico”: é que o seu subsolo possui riquezas de todo gênero. Compreende-se então porque é uma terra fortemente “cobiçada” pelas “grandes potências”.

 Um panorama  sobre a realidade social e salesiana da República Democrática do Congo foi oferecida na “boa-noite” de segunda-feira, 10 de março, pelo padre salesinos Jean-Claude Ngoy, superior da Inspetoria da África Central (AFC), durante o Capítulo Geral 27 dos salesianos, que ocorre na Casa Geral, em Roma, desde o dia 3 de março.

 

Os minerais são  as maiores de suas riquezas. Mas há também grandes possibilidades para a eletricidade – central hidrelétrica de Inga – e para o petróleo. E não se deve esquecer que a República do Congo, possui, depois do Brasil, a maior superfície de florestas no Planeta.
 

O Congo é um país com dimensões continentais, marcado pelo constante êxodo para as cidades: Kinshasa tornou-se uma megalópole de quase oito milhões de habitantes. A economia registra sinais evidentes de crescimento econômico, mas este crescimento não produz desenvolvimento nem bem-estar social.
 

“A péssima gestão dos recursos manifesta-se na falta de solidariedade e de justiça, tanto contributiva quanto distributiva: de ali as grandes desigualdades na população e também as guerras intestinas, fomentadas por milícias «mercenárias»” – explicou o Inspetor.
 

É neste contexto que opera a presença salesiana, já dentro do segundo centenário de atividades, com mais de 230 coirmãos, dos quais mais da metade em formação inicial. A média de idade é de ‘41 anos’ e as comunidades presentes são 27, as quais, entretanto, animam e dirigem o dobro de obras. É, outrossim, uma Inspetoria Missionária: já pôs à disposição do Dicastério para as Missões 15 salesianos.
 

Fiel a uma missão presente desde as origens – desde quando chegaram os primeiros missionários da Bélgica – a escola continua a presença prioritária, porque responde a uma necessidade social e juvenil. As escolas constituem, de fato, o grupo mais numeroso nas obras: fundamentais e colegiais; há três escolas técnicas (ginasiais); mais a recente fundação de dois Centros de ensino universitário (informática, ciências políticas e econômicas).


Específica atenção se presta às obras que se dedicam aos jovens em situação de risco (com internatos, escolas agrícolas, artesanais e profissionais anexas. Não faltam as paróquias, as missões, as casas de formação, com um Estudantado Teológico Internacional.
 

O futuro está marcado por otimismo e esperança: em janeiro de 2013 teve início a nova Delegação da República Democrática do Congo-Oeste, que compreende as casas de Kinshasa e dos dois Kasais (no Oeste e no Centro do país); e logo poderiam nascer outras Inspetorias.
 

É um sonho que para se tornar realidade supõe três condições: a afluência contínua de novas vocações, a solidez da formação, a boa animação das comunidades. “Somos otimistas – conclui o Inspetor –, tanto no que diz respeito à consolidação das comunidades quanto no que se refere a uma expansão inteligente e dinâmica da presença salesiana”.


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Um geólogo belga, Jules Cornet, afirmou que “o Congo é um escândalo geológico”: é que o seu subsolo possui riquezas de todo gênero. Compreende-se então porque é uma terra fortemente “cobiçada” pelas “grandes potências”.

 Um panorama  sobre a realidade social e salesiana da República Democrática do Congo foi oferecida na “boa-noite” de segunda-feira, 10 de março, pelo padre salesinos Jean-Claude Ngoy, superior da Inspetoria da África Central (AFC), durante o Capítulo Geral 27 dos salesianos, que ocorre na Casa Geral, em Roma, desde o dia 3 de março.

 

Os minerais são  as maiores de suas riquezas. Mas há também grandes possibilidades para a eletricidade – central hidrelétrica de Inga – e para o petróleo. E não se deve esquecer que a República do Congo, possui, depois do Brasil, a maior superfície de florestas no Planeta.
 

O Congo é um país com dimensões continentais, marcado pelo constante êxodo para as cidades: Kinshasa tornou-se uma megalópole de quase oito milhões de habitantes. A economia registra sinais evidentes de crescimento econômico, mas este crescimento não produz desenvolvimento nem bem-estar social.
 

“A péssima gestão dos recursos manifesta-se na falta de solidariedade e de justiça, tanto contributiva quanto distributiva: de ali as grandes desigualdades na população e também as guerras intestinas, fomentadas por milícias «mercenárias»” – explicou o Inspetor.
 

É neste contexto que opera a presença salesiana, já dentro do segundo centenário de atividades, com mais de 230 coirmãos, dos quais mais da metade em formação inicial. A média de idade é de ‘41 anos’ e as comunidades presentes são 27, as quais, entretanto, animam e dirigem o dobro de obras. É, outrossim, uma Inspetoria Missionária: já pôs à disposição do Dicastério para as Missões 15 salesianos.
 

Fiel a uma missão presente desde as origens – desde quando chegaram os primeiros missionários da Bélgica – a escola continua a presença prioritária, porque responde a uma necessidade social e juvenil. As escolas constituem, de fato, o grupo mais numeroso nas obras: fundamentais e colegiais; há três escolas técnicas (ginasiais); mais a recente fundação de dois Centros de ensino universitário (informática, ciências políticas e econômicas).


Específica atenção se presta às obras que se dedicam aos jovens em situação de risco (com internatos, escolas agrícolas, artesanais e profissionais anexas. Não faltam as paróquias, as missões, as casas de formação, com um Estudantado Teológico Internacional.
 

O futuro está marcado por otimismo e esperança: em janeiro de 2013 teve início a nova Delegação da República Democrática do Congo-Oeste, que compreende as casas de Kinshasa e dos dois Kasais (no Oeste e no Centro do país); e logo poderiam nascer outras Inspetorias.
 

É um sonho que para se tornar realidade supõe três condições: a afluência contínua de novas vocações, a solidez da formação, a boa animação das comunidades. “Somos otimistas – conclui o Inspetor –, tanto no que diz respeito à consolidação das comunidades quanto no que se refere a uma expansão inteligente e dinâmica da presença salesiana”.


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