Os conselhos gerais dos Salesianos de Dom Bosco e das Filhas de Maria Auxiliadora reuniram-se na Sede Central Salesiana, na Itália, no dia 22 de julho, para um momento de convivência e partilha.
O Reitor-mor, padre Fabio Attard, ao receber os participantes, destacou o valor do encontro não apenas como uma meta em si, mas como a confirmação de um caminho de proximidade carismática, capaz de gerar resultados concretos também nas visitas às presenças salesianas em todo o mundo.
Já a irmã Chiara Cazzuola, Madre-geral das FMA, lembrou a importância desses encontros não só como um intercâmbio de caminhos e objetivos comuns, mas sobretudo como testemunho de comunhão.
Madre Chiara Cazzuola ainda destacou como esses momentos ajudam as realidades regionais e inspetoriais a encontrarem formas de partilha também no âmbito local, conservando o carisma como um tesouro a ser cultivado em comum.
Durante o encontro, o vigário do Reitor-mor, padre Stefano Martoglio, apresentou a programação da sessão, centrada principalmente no tema do próximo Capítulo Geral do Instituto das FMA.
Depois, foi apresentada uma atualização sobre o caminho, ainda em curso, da comissão criada pela Madre Chiara e pelo padre Fabio Attard para promover a sinergia entre a Pontifícia Faculdade Auxilium e a Pontifícia Universidade Salesiana.
Após a celebração das Vésperas, os participantes ouviram as tradicionais mensagens de boa noite.
Ler a realidade
Madre Chiara convidou a “ler a realidade”, citando o exemplo de Dom Bosco e de Madre Mazzarello, ambos capazes de discernir a própria vocação observando o contexto em que viviam.
Exortou a não se deixar desanimar pela complexidade da atual situação mundial, mantendo viva a visão da salvação dos jovens e pedindo ao Senhor a graça de encontrar respostas adequadas, a partir da realidade concreta das comunidades, dos recursos e dos números disponíveis.
Tomar a própria cruz
O Reitor-mor propôs uma reflexão a partir do diálogo entre Jesus e Pedro no Evangelho, sobre o significado de seguir a Cristo hoje: renunciar a si mesmo, tomar a própria cruz e caminhar rumo à conversão pessoal que seja a premissa autêntica de toda conversão pastoral.
Referindo-se também ao sonho de Dom Bosco do caramanchão de rosas (1847), padre Attard lembrou que a fidelidade às Constituições – e, portanto, ao Evangelho – continua sendo o caminho imprescindível para garantir um futuro à Congregação, alertando contra o individualismo e a “mundanidade pastoral” que corre o risco de substituir a verdadeira dedicação aos jovens pela busca de gratificação pessoal.
O encontro foi encerrado com um jantar fraterno no terraço da Sede Central.