Salesianos reabrem escolas no Sudão Destaque

Sexta, 24 Abril 2026 11:33 Escrito por  Misssões Salesianas
Os missionários salesianos retomaram a sua ação educativa na capital do Sudão para levar proteção, educação e esperança para as crianças.


Três anos após o início do conflito no Sudão, a crise humanitária segue se agravando e milhões de crianças e adolescentes ainda estão sem acesso à educação.

Com a atenção internacional voltada para outras regiões do mundo, os Salesianos de Dom Bosco, que haviam sido forçados a deixar o país no período mais crítico dos confrontos, retomam agora sua atuação na capital, Cartum, reabrindo escolas e oferecendo proteção, alimentação e esperança às crianças mais vulneráveis.

O país enfrenta uma das crises humanitárias mais graves e, ao mesmo tempo, mais negligenciadas, do mundo. A violência, os deslocamentos em massa e o colapso dos serviços básicos deixaram milhões de pessoas em condições extremas, sobretudo as crianças.

Segundo dados das Nações Unidas, mais de 8 milhões de sudaneses foram obrigados a abandonar suas casas — configurando a maior crise de deslocamento interno do planeta — e cerca de 25 milhões, mais da metade da população, necessitam de ajuda humanitária urgente.

Esquecimento internacional

Desde o início do conflito, dezenas de milhares de pessoas perderam a vida. Como já denunciado desde os primeiros momentos da guerra, o país vive uma emergência marcada pela fome, pela pobreza e pelo esquecimento internacional.


Diante deste cenário alarmante, a educação tornou-se uma das partes mais prejudicadas, com a destruição ou o fechamento de milhares de escolas, interrompendo o percurso escolar de milhões de meninos e meninas.


Sem acesso a um ambiente seguro, muitos passam os dias nas ruas, expostos a riscos como trabalho infantil, recrutamento forçado, violência e exploração.

Sinais de esperança

A situação é particularmente grave em Cartum, onde os efeitos do conflito permanecem devastadores. Ainda assim, em meio a esse cenário, começam a surgir sinais de esperança. Os missionários salesianos, presentes no país desde 1982 e obrigados a deixá-lo por razões de segurança durante o auge da guerra, decidiram dar um novo passo e reativar sua ação educativa numa das áreas mais afetadas: Kalakala.

O projeto concentra-se especialmente na recuperação e reabertura das escolas primárias, devolvendo às crianças um espaço seguro para aprender e crescer.


A iniciativa inclui a reabilitação das estruturas danificadas, a distribuição de material escolar e a implementação de programas de alimentação, essenciais para garantir a frequência regular dos alunos.

 
A meta é atender 1500 crianças afetadas pela guerra, oferecendo não apenas acesso à educação/instrução, mas também um ambiente protegido dos riscos, associados ao conflito.

Função social e preventiva

A iniciativa salesiana responde a uma realidade urgente: o fechamento prolongado das escolas aumentou significativamente o risco de exclusão definitiva de milhares de menores do sistema educativo.


Soma-se a isso a fragilidade econômica das famílias, agravada pela inflação e pela perda de meios de subsistência, que impede muitas crianças de retornar às salas de aula por conta própria. Diante desse cenário, as escolas salesianas assumem não apenas uma função educativa, mas também social e preventiva.

Por meio de programas de alimentação, atividades pedagógicas e acompanhamento contínuo, busca-se promover o bem-estar das crianças e favorecer seu desenvolvimento integral.


A escola torna-se, assim, um espaço essencial para a reconstrução de uma rotina e de um senso mínimo de normalidade em meio à incerteza.

A obra salesiana conta ainda com uma sólida rede comunitária. O envolvimento de educadores, voluntários e grupos locais permite reconstruir gradualmente o tecido social e fortalecer a resposta à emergência. Esse trabalho conjunto é decisivo para assegurar a sustentabilidade das ações e seu impacto a longo prazo.

Após todos estes anos de violência, o Sudão atravessa uma fase delicada, na qual, em algumas regiões, já se vislumbram os primeiros sinais de recuperação. Entretanto, o futuro do país dependerá, em grande parte, da capacidade de proteger suas crianças e garantir o acesso à educação.

A reabertura das escolas em Kalakala – ainda que minúscula – não representa apenas uma resposta imediata à crise, mas uma aposta estratégica no futuro. Cada criança que retorna à sala de aula é um passo concreto na reconstrução de um país que necessita, mais do que nunca, de oportunidades, estabilidade e esperança.


Por: Misssões Salesianas
Agência Info Salesiana

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Última modificação em Sexta, 24 Abril 2026 12:55

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Salesianos reabrem escolas no Sudão Destaque

Sexta, 24 Abril 2026 11:33 Escrito por  Misssões Salesianas
Os missionários salesianos retomaram a sua ação educativa na capital do Sudão para levar proteção, educação e esperança para as crianças.


Três anos após o início do conflito no Sudão, a crise humanitária segue se agravando e milhões de crianças e adolescentes ainda estão sem acesso à educação.

Com a atenção internacional voltada para outras regiões do mundo, os Salesianos de Dom Bosco, que haviam sido forçados a deixar o país no período mais crítico dos confrontos, retomam agora sua atuação na capital, Cartum, reabrindo escolas e oferecendo proteção, alimentação e esperança às crianças mais vulneráveis.

O país enfrenta uma das crises humanitárias mais graves e, ao mesmo tempo, mais negligenciadas, do mundo. A violência, os deslocamentos em massa e o colapso dos serviços básicos deixaram milhões de pessoas em condições extremas, sobretudo as crianças.

Segundo dados das Nações Unidas, mais de 8 milhões de sudaneses foram obrigados a abandonar suas casas — configurando a maior crise de deslocamento interno do planeta — e cerca de 25 milhões, mais da metade da população, necessitam de ajuda humanitária urgente.

Esquecimento internacional

Desde o início do conflito, dezenas de milhares de pessoas perderam a vida. Como já denunciado desde os primeiros momentos da guerra, o país vive uma emergência marcada pela fome, pela pobreza e pelo esquecimento internacional.


Diante deste cenário alarmante, a educação tornou-se uma das partes mais prejudicadas, com a destruição ou o fechamento de milhares de escolas, interrompendo o percurso escolar de milhões de meninos e meninas.


Sem acesso a um ambiente seguro, muitos passam os dias nas ruas, expostos a riscos como trabalho infantil, recrutamento forçado, violência e exploração.

Sinais de esperança

A situação é particularmente grave em Cartum, onde os efeitos do conflito permanecem devastadores. Ainda assim, em meio a esse cenário, começam a surgir sinais de esperança. Os missionários salesianos, presentes no país desde 1982 e obrigados a deixá-lo por razões de segurança durante o auge da guerra, decidiram dar um novo passo e reativar sua ação educativa numa das áreas mais afetadas: Kalakala.

O projeto concentra-se especialmente na recuperação e reabertura das escolas primárias, devolvendo às crianças um espaço seguro para aprender e crescer.


A iniciativa inclui a reabilitação das estruturas danificadas, a distribuição de material escolar e a implementação de programas de alimentação, essenciais para garantir a frequência regular dos alunos.

 
A meta é atender 1500 crianças afetadas pela guerra, oferecendo não apenas acesso à educação/instrução, mas também um ambiente protegido dos riscos, associados ao conflito.

Função social e preventiva

A iniciativa salesiana responde a uma realidade urgente: o fechamento prolongado das escolas aumentou significativamente o risco de exclusão definitiva de milhares de menores do sistema educativo.


Soma-se a isso a fragilidade econômica das famílias, agravada pela inflação e pela perda de meios de subsistência, que impede muitas crianças de retornar às salas de aula por conta própria. Diante desse cenário, as escolas salesianas assumem não apenas uma função educativa, mas também social e preventiva.

Por meio de programas de alimentação, atividades pedagógicas e acompanhamento contínuo, busca-se promover o bem-estar das crianças e favorecer seu desenvolvimento integral.


A escola torna-se, assim, um espaço essencial para a reconstrução de uma rotina e de um senso mínimo de normalidade em meio à incerteza.

A obra salesiana conta ainda com uma sólida rede comunitária. O envolvimento de educadores, voluntários e grupos locais permite reconstruir gradualmente o tecido social e fortalecer a resposta à emergência. Esse trabalho conjunto é decisivo para assegurar a sustentabilidade das ações e seu impacto a longo prazo.

Após todos estes anos de violência, o Sudão atravessa uma fase delicada, na qual, em algumas regiões, já se vislumbram os primeiros sinais de recuperação. Entretanto, o futuro do país dependerá, em grande parte, da capacidade de proteger suas crianças e garantir o acesso à educação.

A reabertura das escolas em Kalakala – ainda que minúscula – não representa apenas uma resposta imediata à crise, mas uma aposta estratégica no futuro. Cada criança que retorna à sala de aula é um passo concreto na reconstrução de um país que necessita, mais do que nunca, de oportunidades, estabilidade e esperança.


Por: Misssões Salesianas
Agência Info Salesiana

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