Natal, tempo de renovar a fé e a esperança

Quarta, 18 Dezembro 2013 10:49 Escrito por 
“Eu estou pensando em você hoje porque é Natal, e eu lhe desejo felicidade. E amanhã, porque será o dia seguinte ao Natal, eu ainda lhe desejarei felicidade. Eu posso não ser capaz de lhe falar sobre isto diariamente, porque eu posso estar ausente, ou nós podemos estar muito ocupados. Mas isso não faz diferença. Meus pensamentos e meus desejos estarão com você da mesma forma. Qualquer alegria ou sucesso que você tenha me fará feliz. Me iluminará por todo ano. Eu desejo a você o Espírito do Natal” (Van Dike).

Mais um ano está chegando ao fim. As festas do Natal e do Ano Novo se aproximam e naturalmente as pessoas, instituições, igrejas e grupos, dos mais diversos, começam a pensar e a movimentar-se no intuito de festejar o Natal e o Ano Novo. Os apelos comerciais enchem os nossos ouvidos e os nossos olhos. Falar sobre o Natal é fácil. O mais difícil e importante é alimentar o espírito de Natal todos os dias em nosso coração

Quando eu era criança, gostava muito deste tempo do Natal. Para mim era a melhor época do ano. Nossa família se reunia nos domingos do Advento para preparar o presépio. Cada qual tinha uma determinada tarefa a executar e depois a minha avó ia montando o presépio que era considerado, no lugar onde morávamos, o mais bem feito e criativo, pelos detalhes e pela participação da família. Vivíamos um tempo de muita alegria, de muito espírito de família, de fé e de esperança. Era como que um renovar da vida a cada ano.

 

Um mundo conturbado

Hoje os tempos mudaram. Confesso que ainda gosto desta época e de preparar o Natal através do Advento, montando uma bela coroa com as velas que recordam a história do amor de Deus por nós ao longo da história da humanidade. Mais próximo do Natal, armo a tradicional árvore e um pequeno presépio. Porém, fico me perguntando como aproveitar bem esse tempo natalino para que seja um momento especial de renovação da fé e da esperança, e também da caridade nesse nosso tempo marcado por tantas diferenças.

Vivemos em um mundo conturbado. A economia globalizante provoca ondas de desemprego e de violência por todos os lados e destrói o sonho de muita gente. Este é um momento de estarmos atentos, pois nesse período se instala no meio social a preparação para o aproveitamento comercial e, infelizmente, muitos acabam se envolvendo com a celebração social da festa e se esquecem do verdadeiro sentido do Natal. As pessoas correm como loucas, de um lado para o outro, para comprar, comprar, comprar presentes para todos... para comer e beber demasiadamente. Muitos sentem um vazio quando termina o dia de Natal e de Ano Novo. De concreto, têm muitas contas para pagar, por causa dos “excessos” cometidos com presentes, comidas e bebidas. As festas natalinas não mexeram no seu interior, não os renovaram em nada. Trouxeram apenas alegrias e esperanças efêmeras.

 

O verdadeiro sentido do Natal

Sim, porque o Natal é, em primeiro lugar, tempo de renovar a fé. A fé, quando professada e vivida com autenticidade, aquela que atua pelo amor e alimenta a esperança, torna-se um critério decisivo de entendimento e de ação. Muda nossa vida para melhor. Nos torna “mais humanos”, como disse recentemente o Papa Francisco. A fé ajuda na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Aproxima mais as pessoas.

Em segundo lugar, o Natal constitui um tempo particular para renovar a esperança. Deus tinha feito uma promessa e a cumpriu: enviou-nos o Salvador na pessoa de Jesus, nascido na gruta de Belém. Ele assumiu a nossa condição humana, viveu como pessoa!  Este foi o maior presente que Deus deu para todos nós. Aqui está, diríamos, “a magia do Natal!” E por isso temos a tradição de dar presentes no Natal. Mas, não podemos esquecer que o verdadeiro presente está em estender a mão todos os dias ao irmão esquecido, abandonado, vilipendiado, caído na sarjeta de uma esquina qualquer. A esperança nos renova quando acolhemos e partilhamos o amor de Deus também para com estas pessoas. Quando nasce uma criança, todos se alegram e sentem que a vida está se renovando, que existe a esperança de dias melhores.

Certamente foi o que sentiram os pastores quando foram a Belém e viram o recém-nascido, deitado na manjedoura. Levaram presentes, mas receberam o maior presente de Deus: seu próprio Filho. E voltaram contentes, animados, renovados interiormente. Levaram pouco e trouxeram muito!

 

Acolher, partilhar e celebrar

A fé e a esperança celebradas e renovadas no Natal nos levam a acolher e partilhar o amor de Deus encarnado, traduzido em gestos fraternos e solidários, empenhados em promover a cultura da solidariedade e contribuir para dar nova vida aos valores universais da convivência humana.

Viver e celebrar a fé no Natal é reacender e renovar a esperança de dias melhores para a nossa vida e para a vida dos que convivem conosco. Precisamos descobrir os sinais da presença de Jesus na vida do dia a dia! Lembre-se que a chama da esperança não pode morrer. Uma vez renascido o Cristo no Natal do novo tempo da sua - nossa - vida, carreguemo-Lo com alegria, com fé e com esperança em nossos corações.

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Última modificação em Quarta, 18 Dezembro 2013 13:55

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Natal, tempo de renovar a fé e a esperança

Quarta, 18 Dezembro 2013 10:49 Escrito por 
“Eu estou pensando em você hoje porque é Natal, e eu lhe desejo felicidade. E amanhã, porque será o dia seguinte ao Natal, eu ainda lhe desejarei felicidade. Eu posso não ser capaz de lhe falar sobre isto diariamente, porque eu posso estar ausente, ou nós podemos estar muito ocupados. Mas isso não faz diferença. Meus pensamentos e meus desejos estarão com você da mesma forma. Qualquer alegria ou sucesso que você tenha me fará feliz. Me iluminará por todo ano. Eu desejo a você o Espírito do Natal” (Van Dike).

Mais um ano está chegando ao fim. As festas do Natal e do Ano Novo se aproximam e naturalmente as pessoas, instituições, igrejas e grupos, dos mais diversos, começam a pensar e a movimentar-se no intuito de festejar o Natal e o Ano Novo. Os apelos comerciais enchem os nossos ouvidos e os nossos olhos. Falar sobre o Natal é fácil. O mais difícil e importante é alimentar o espírito de Natal todos os dias em nosso coração

Quando eu era criança, gostava muito deste tempo do Natal. Para mim era a melhor época do ano. Nossa família se reunia nos domingos do Advento para preparar o presépio. Cada qual tinha uma determinada tarefa a executar e depois a minha avó ia montando o presépio que era considerado, no lugar onde morávamos, o mais bem feito e criativo, pelos detalhes e pela participação da família. Vivíamos um tempo de muita alegria, de muito espírito de família, de fé e de esperança. Era como que um renovar da vida a cada ano.

 

Um mundo conturbado

Hoje os tempos mudaram. Confesso que ainda gosto desta época e de preparar o Natal através do Advento, montando uma bela coroa com as velas que recordam a história do amor de Deus por nós ao longo da história da humanidade. Mais próximo do Natal, armo a tradicional árvore e um pequeno presépio. Porém, fico me perguntando como aproveitar bem esse tempo natalino para que seja um momento especial de renovação da fé e da esperança, e também da caridade nesse nosso tempo marcado por tantas diferenças.

Vivemos em um mundo conturbado. A economia globalizante provoca ondas de desemprego e de violência por todos os lados e destrói o sonho de muita gente. Este é um momento de estarmos atentos, pois nesse período se instala no meio social a preparação para o aproveitamento comercial e, infelizmente, muitos acabam se envolvendo com a celebração social da festa e se esquecem do verdadeiro sentido do Natal. As pessoas correm como loucas, de um lado para o outro, para comprar, comprar, comprar presentes para todos... para comer e beber demasiadamente. Muitos sentem um vazio quando termina o dia de Natal e de Ano Novo. De concreto, têm muitas contas para pagar, por causa dos “excessos” cometidos com presentes, comidas e bebidas. As festas natalinas não mexeram no seu interior, não os renovaram em nada. Trouxeram apenas alegrias e esperanças efêmeras.

 

O verdadeiro sentido do Natal

Sim, porque o Natal é, em primeiro lugar, tempo de renovar a fé. A fé, quando professada e vivida com autenticidade, aquela que atua pelo amor e alimenta a esperança, torna-se um critério decisivo de entendimento e de ação. Muda nossa vida para melhor. Nos torna “mais humanos”, como disse recentemente o Papa Francisco. A fé ajuda na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Aproxima mais as pessoas.

Em segundo lugar, o Natal constitui um tempo particular para renovar a esperança. Deus tinha feito uma promessa e a cumpriu: enviou-nos o Salvador na pessoa de Jesus, nascido na gruta de Belém. Ele assumiu a nossa condição humana, viveu como pessoa!  Este foi o maior presente que Deus deu para todos nós. Aqui está, diríamos, “a magia do Natal!” E por isso temos a tradição de dar presentes no Natal. Mas, não podemos esquecer que o verdadeiro presente está em estender a mão todos os dias ao irmão esquecido, abandonado, vilipendiado, caído na sarjeta de uma esquina qualquer. A esperança nos renova quando acolhemos e partilhamos o amor de Deus também para com estas pessoas. Quando nasce uma criança, todos se alegram e sentem que a vida está se renovando, que existe a esperança de dias melhores.

Certamente foi o que sentiram os pastores quando foram a Belém e viram o recém-nascido, deitado na manjedoura. Levaram presentes, mas receberam o maior presente de Deus: seu próprio Filho. E voltaram contentes, animados, renovados interiormente. Levaram pouco e trouxeram muito!

 

Acolher, partilhar e celebrar

A fé e a esperança celebradas e renovadas no Natal nos levam a acolher e partilhar o amor de Deus encarnado, traduzido em gestos fraternos e solidários, empenhados em promover a cultura da solidariedade e contribuir para dar nova vida aos valores universais da convivência humana.

Viver e celebrar a fé no Natal é reacender e renovar a esperança de dias melhores para a nossa vida e para a vida dos que convivem conosco. Precisamos descobrir os sinais da presença de Jesus na vida do dia a dia! Lembre-se que a chama da esperança não pode morrer. Uma vez renascido o Cristo no Natal do novo tempo da sua - nossa - vida, carreguemo-Lo com alegria, com fé e com esperança em nossos corações.

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