Missão Salesiana de Mato Grosso inaugura memorial histórico em Campo Grande Destaque

Sexta, 15 Mai 2026 11:51 Escrito por  Euclides Fernandes
O município de Campo Grande, MS, recebeu, na noite desta quinta-feira, 14 de maio, um presente feito de tempo. A Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT) abriu as portas do seu Memorial Histórico no coração da cidade.


O espaço ocupa o prédio do campus central da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em frente à Praça da República. Ali, onde o trânsito e o cotidiano se cruzam, passa a existir agora um lugar de silêncio e de memória.

Uma noite de encontro entre o passado e o presente

A solenidade reuniu salesianos vindos de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Três bispos marcaram presença: dom Dimas Lara, dom Vitório Pavanelo e dom Vartan Bogossian.

Três reitores de universidades também compareceram, representando a UCDB, a Universidade Federal de Mato Grosso  do Sul (UFMS) e o UNISALESIANO. Pró-reitores, membros do Legislativo e representantes do governador do Estado e da prefeita de Campo Grande completaram a solenidade. Foi uma noite em que a história se sentou à mesa com o presente.

 

Uma educação que deixou marcas no chão do Centro-Oeste

O inspetor da MSMT, padre Adalberto Alves de Jesus, abriu os trabalhos com palavras que atravessaram o salão. Ele lembrou que os objetos expostos não são apenas peças de museu. São retratos vivos de “uma educação que humaniza, uma presença que acolhe e uma fé que realiza obras concretas”. Cada vitrine, cada fotografia, cada instrumento carrega o peso suave de uma história construída à mão.

 

Um projeto nascido do desejo de não esquecer

O curador do Memorial é o vice-inspetor padre Ademir Lima de Oliveira. Ele conduziu o projeto por mais de um ano, com paciência de quem sabe que a memória não se apressa.

A ideia nasceu do ex-inspetor padre Ricardo Carlos. Ele queria garantir que mais de 130 anos de presença salesiana no Centro-Oeste não se perdessem no esquecimento. O memorial é a resposta concreta a esse desejo. Na solenidade de inauguração, coube a dom Vitório Pavanello dar a bênção de abertura do novo espaço.

 

Núcleos que contam histórias maiores do que o espaço que ocupam

A exposição está organizada em núcleos temáticos. O primeiro deles guarda uma joia rara: a primeira gráfica de Mato Grosso, operada pelos salesianos desde 1894. A máquina de tipos é central na história da comunicação regional. Ela imprimiu palavras em um tempo em que palavras eram escassas e preciosas.

Outro núcleo preserva o acervo das antigas Escolas de Ofício. Ali estão instrumentos e registros das oficinas de Marcenaria, Tipografia, Alfaiataria e Sapataria. Esses espaços formaram gerações de jovens em profissões que o tempo foi tornando raras. As ferramentas expostas ainda guardam o cheiro do trabalho e da dignidade.

Um terceiro núcleo dedica-se às Missões Indígenas. Documentos, fotografias e objetos narram a presença salesiana nos rios Araguaia, Xingu e das Mortes. São registros de encontros entre culturas. São também registros de escolhas, de caminhadas longas e de rios que nunca param de correr.

A sala “Educação para a Vida” fecha o percurso com uma linha do tempo. Ela vai dos primeiros oratórios até os projetos educacionais contemporâneos da MSMT. É o fio que costura ontem e hoje sem deixar nó aparente.

 

Relíquias, fé e a matéria de que são feitos os santos

O Memorial abriga também relíquias de primeiro e segundo grau de santos salesianos. São objetos de devoção, peças consideradas sagradas pela Igreja Católica. Elas ocupam o espaço com uma presença silenciosa e poderosa.

 

A memória como compromisso com o jovem de hoje

Padre Ademir Lima de Oliveira resume com clareza o propósito do lugar. “A gente não guarda essas peças por saudosismo”, afirmou. “Guardamos porque elas provam que o método de Dom Bosco funciona aqui há 130 anos.” E foi direto ao coração da missão: “Este memorial é pra dizer ao jovem de hoje: você faz parte de uma história maior.”

 

Uma congregação que fincou raízes para durar

Fundada em 1894, a MSMT é uma das presenças religiosas e educacionais mais antigas do Centro-Oeste. Ao longo de mais de um século, os salesianos construíram escolas, abriram paróquias, criaram obras sociais. Caminharam também ao lado dos povos indígenas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Eles chegaram e ficaram. Ficaram e criaram raízes.

O inspetor, padre Adalberto declarou que a abertura do espaço à visitação pública “representa para a história da missão salesiana de Mato Grosso o legado de muitos salesianos que passaram por aqui e se dedicaram à educação da juventude, à evangelização dos povos indígenas. Que estas imagens que contemplaremos com os nossos olhos possa ser a recordação do passado, a importância do presente e o futuro que se abre para a juventude”, finalizou.

 

Como visitar o Memorial

O Memorial da Missão Salesiana de Mato Grosso abre suas portas ao público a partir do dia 20 de maio. A visitação é gratuita. O espaço fica na sede da entidade, no campus central da UCDB, em Campo Grande.

Grupos e visitantes individuais podem agendar pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Por: Euclides Fernandes
Missão Salesiana de Mato Grosso

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Última modificação em Sexta, 15 Mai 2026 11:57

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Missão Salesiana de Mato Grosso inaugura memorial histórico em Campo Grande Destaque

Sexta, 15 Mai 2026 11:51 Escrito por  Euclides Fernandes
O município de Campo Grande, MS, recebeu, na noite desta quinta-feira, 14 de maio, um presente feito de tempo. A Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT) abriu as portas do seu Memorial Histórico no coração da cidade.


O espaço ocupa o prédio do campus central da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em frente à Praça da República. Ali, onde o trânsito e o cotidiano se cruzam, passa a existir agora um lugar de silêncio e de memória.

Uma noite de encontro entre o passado e o presente

A solenidade reuniu salesianos vindos de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Três bispos marcaram presença: dom Dimas Lara, dom Vitório Pavanelo e dom Vartan Bogossian.

Três reitores de universidades também compareceram, representando a UCDB, a Universidade Federal de Mato Grosso  do Sul (UFMS) e o UNISALESIANO. Pró-reitores, membros do Legislativo e representantes do governador do Estado e da prefeita de Campo Grande completaram a solenidade. Foi uma noite em que a história se sentou à mesa com o presente.

 

Uma educação que deixou marcas no chão do Centro-Oeste

O inspetor da MSMT, padre Adalberto Alves de Jesus, abriu os trabalhos com palavras que atravessaram o salão. Ele lembrou que os objetos expostos não são apenas peças de museu. São retratos vivos de “uma educação que humaniza, uma presença que acolhe e uma fé que realiza obras concretas”. Cada vitrine, cada fotografia, cada instrumento carrega o peso suave de uma história construída à mão.

 

Um projeto nascido do desejo de não esquecer

O curador do Memorial é o vice-inspetor padre Ademir Lima de Oliveira. Ele conduziu o projeto por mais de um ano, com paciência de quem sabe que a memória não se apressa.

A ideia nasceu do ex-inspetor padre Ricardo Carlos. Ele queria garantir que mais de 130 anos de presença salesiana no Centro-Oeste não se perdessem no esquecimento. O memorial é a resposta concreta a esse desejo. Na solenidade de inauguração, coube a dom Vitório Pavanello dar a bênção de abertura do novo espaço.

 

Núcleos que contam histórias maiores do que o espaço que ocupam

A exposição está organizada em núcleos temáticos. O primeiro deles guarda uma joia rara: a primeira gráfica de Mato Grosso, operada pelos salesianos desde 1894. A máquina de tipos é central na história da comunicação regional. Ela imprimiu palavras em um tempo em que palavras eram escassas e preciosas.

Outro núcleo preserva o acervo das antigas Escolas de Ofício. Ali estão instrumentos e registros das oficinas de Marcenaria, Tipografia, Alfaiataria e Sapataria. Esses espaços formaram gerações de jovens em profissões que o tempo foi tornando raras. As ferramentas expostas ainda guardam o cheiro do trabalho e da dignidade.

Um terceiro núcleo dedica-se às Missões Indígenas. Documentos, fotografias e objetos narram a presença salesiana nos rios Araguaia, Xingu e das Mortes. São registros de encontros entre culturas. São também registros de escolhas, de caminhadas longas e de rios que nunca param de correr.

A sala “Educação para a Vida” fecha o percurso com uma linha do tempo. Ela vai dos primeiros oratórios até os projetos educacionais contemporâneos da MSMT. É o fio que costura ontem e hoje sem deixar nó aparente.

 

Relíquias, fé e a matéria de que são feitos os santos

O Memorial abriga também relíquias de primeiro e segundo grau de santos salesianos. São objetos de devoção, peças consideradas sagradas pela Igreja Católica. Elas ocupam o espaço com uma presença silenciosa e poderosa.

 

A memória como compromisso com o jovem de hoje

Padre Ademir Lima de Oliveira resume com clareza o propósito do lugar. “A gente não guarda essas peças por saudosismo”, afirmou. “Guardamos porque elas provam que o método de Dom Bosco funciona aqui há 130 anos.” E foi direto ao coração da missão: “Este memorial é pra dizer ao jovem de hoje: você faz parte de uma história maior.”

 

Uma congregação que fincou raízes para durar

Fundada em 1894, a MSMT é uma das presenças religiosas e educacionais mais antigas do Centro-Oeste. Ao longo de mais de um século, os salesianos construíram escolas, abriram paróquias, criaram obras sociais. Caminharam também ao lado dos povos indígenas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Eles chegaram e ficaram. Ficaram e criaram raízes.

O inspetor, padre Adalberto declarou que a abertura do espaço à visitação pública “representa para a história da missão salesiana de Mato Grosso o legado de muitos salesianos que passaram por aqui e se dedicaram à educação da juventude, à evangelização dos povos indígenas. Que estas imagens que contemplaremos com os nossos olhos possa ser a recordação do passado, a importância do presente e o futuro que se abre para a juventude”, finalizou.

 

Como visitar o Memorial

O Memorial da Missão Salesiana de Mato Grosso abre suas portas ao público a partir do dia 20 de maio. A visitação é gratuita. O espaço fica na sede da entidade, no campus central da UCDB, em Campo Grande.

Grupos e visitantes individuais podem agendar pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Por: Euclides Fernandes
Missão Salesiana de Mato Grosso

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