Começa na Itália exposição dos restos mortais de São Francisco de Assis Destaque

Quinta, 26 Fevereiro 2026 12:19 Escrito por  Com informações Manuela de Moura e ANS
Começa na Itália exposição dos restos mortais de São Francisco de Assis ANS
A exposição dos restos mortais de São Francisco de Assis, intitulada “Corpus Sancti Francisci, ocorre entre os dias de 22 de fevereiro a 22 de março deste ano, na Basílica de São Francisco de Assis, na Itália.


Os restos mortais de São Francisco de Assis serão expostos à veneração dos fiéis pela primeira vez na história, por ocasião dos 800 anos da morte do santo. A mostra deve atrair, aproximadamente, 400 mil pessoas e uma média de 15 mil fiéis por dia.

De acordo com o jornal Metrópole, a mostra exibe o esqueleto do santo padroeiro dos animais em uma vitrine de acrílico posicionada diante do altar.

Inauguração da exposição

A inauguração da exposição foi realizada no domingo, 22 de fevereiro, com uma solene concelebração eucarística presidida pelo cardeal salesiano dom Ángel Fernández Artime, Reitor-mor emérito e atual pro-prefeito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

“Queremos viver segundo a lógica da autossuficiência e do poder, ou segundo a lógica da obediência confiante em Deus?”, foi a pergunta que o purpurado convidou a fazer-se durante o tempo da Quaresma, inspirando-se nas leituras litúrgicas, que apresentavam as duas figuras de Adão e Cristo: o primeiro a representar o homem que cede “à tentação de se tornar Deus sem Deus”, e o segundo, “o filho que se confia totalmente ao Pai”.

O cardeal Fernández Artime examinou uma a uma as armadilhas que qualquer homem ou mulher pode encontrar em seu caminho espiritual: transformar as pedras em pão, ou seja, “usar Deus para resolver nossos problemas”; atirar-se do templo, ou seja, “buscar o sucesso, a sensação”; receber todos os reinos do mundo, ou seja, “escolher o poder, mas adorando o maligno”.

O cardeal recordou que São Francisco não esteve imune a essas tentações: mas soube escolher de forma diferente, preferindo a pequenez ao orgulho, a pobreza à abundância, a obediência à autossuficiência. Em resumo, escolheu “adorar somente a Deus” e, dessa forma, superando as tentações com a graça de Deus, obteve também a força “para se abrir aos outros”.

São Francisco de Assis

Francisco de Assis morreu em outubro de 1226, na Porciúncula, aos 44 anos de idade. Ele quis ser colocado sobre a terra nua, em absoluta pobreza.

Sua santidade era tão evidente que foi reconhecido e proclamado como tal pelo papa Gregório IX menos de dois anos depois, em 15 de julho de 1228.

Após a morte, o corpo de São Francisco foi guardado com grande cuidado e a basílica dedicada a ele foi construída também para proteger seus restos mortais, mas tão protegidas foram que, ao longo dos séculos, quase se perderam os vestígios.

Foi Pio VII, em 1818, que ordenou as escavações que trouxeram à luz a urna de pedra, após cinquenta e duas noites de trabalho, e que normalmente se encontra na cripta da basílica.

Hoje, sua mensagem de amor universal a Deus, à Virgem Maria, à pobreza e a todas as criaturas é universalmente apreciada e reconhecida como fundamental não apenas para o desenvolvimento espiritual e o crescimento individual, mas também como semente de desenvolvimento para cultivar a autêntica humanidade e a fraternidade entre os povos.

Por: Com informações Manuela de Moura e ANS

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Última modificação em Quinta, 26 Fevereiro 2026 14:21

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Quinta, 26 Fevereiro 2026 12:19 Escrito por  Com informações Manuela de Moura e ANS
Começa na Itália exposição dos restos mortais de São Francisco de Assis ANS
A exposição dos restos mortais de São Francisco de Assis, intitulada “Corpus Sancti Francisci, ocorre entre os dias de 22 de fevereiro a 22 de março deste ano, na Basílica de São Francisco de Assis, na Itália.


Os restos mortais de São Francisco de Assis serão expostos à veneração dos fiéis pela primeira vez na história, por ocasião dos 800 anos da morte do santo. A mostra deve atrair, aproximadamente, 400 mil pessoas e uma média de 15 mil fiéis por dia.

De acordo com o jornal Metrópole, a mostra exibe o esqueleto do santo padroeiro dos animais em uma vitrine de acrílico posicionada diante do altar.

Inauguração da exposição

A inauguração da exposição foi realizada no domingo, 22 de fevereiro, com uma solene concelebração eucarística presidida pelo cardeal salesiano dom Ángel Fernández Artime, Reitor-mor emérito e atual pro-prefeito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

“Queremos viver segundo a lógica da autossuficiência e do poder, ou segundo a lógica da obediência confiante em Deus?”, foi a pergunta que o purpurado convidou a fazer-se durante o tempo da Quaresma, inspirando-se nas leituras litúrgicas, que apresentavam as duas figuras de Adão e Cristo: o primeiro a representar o homem que cede “à tentação de se tornar Deus sem Deus”, e o segundo, “o filho que se confia totalmente ao Pai”.

O cardeal Fernández Artime examinou uma a uma as armadilhas que qualquer homem ou mulher pode encontrar em seu caminho espiritual: transformar as pedras em pão, ou seja, “usar Deus para resolver nossos problemas”; atirar-se do templo, ou seja, “buscar o sucesso, a sensação”; receber todos os reinos do mundo, ou seja, “escolher o poder, mas adorando o maligno”.

O cardeal recordou que São Francisco não esteve imune a essas tentações: mas soube escolher de forma diferente, preferindo a pequenez ao orgulho, a pobreza à abundância, a obediência à autossuficiência. Em resumo, escolheu “adorar somente a Deus” e, dessa forma, superando as tentações com a graça de Deus, obteve também a força “para se abrir aos outros”.

São Francisco de Assis

Francisco de Assis morreu em outubro de 1226, na Porciúncula, aos 44 anos de idade. Ele quis ser colocado sobre a terra nua, em absoluta pobreza.

Sua santidade era tão evidente que foi reconhecido e proclamado como tal pelo papa Gregório IX menos de dois anos depois, em 15 de julho de 1228.

Após a morte, o corpo de São Francisco foi guardado com grande cuidado e a basílica dedicada a ele foi construída também para proteger seus restos mortais, mas tão protegidas foram que, ao longo dos séculos, quase se perderam os vestígios.

Foi Pio VII, em 1818, que ordenou as escavações que trouxeram à luz a urna de pedra, após cinquenta e duas noites de trabalho, e que normalmente se encontra na cripta da basílica.

Hoje, sua mensagem de amor universal a Deus, à Virgem Maria, à pobreza e a todas as criaturas é universalmente apreciada e reconhecida como fundamental não apenas para o desenvolvimento espiritual e o crescimento individual, mas também como semente de desenvolvimento para cultivar a autêntica humanidade e a fraternidade entre os povos.

Por: Com informações Manuela de Moura e ANS

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