Rania é casada com Grigor e tem dois filhos: Michael de 17 anos e Hovik de 14. Tiveram a oportunidade de emigrar, mas se recusaram a fazê-lo. Atualmente, Rania é a responsável do grupo de catequistas da obra salesiana em Alepo, onde há pouco foram retomadas as atividades depois do período de interrupção devido à guerra. “No momento da reabertura – conta – senti uma forte emoção, com um misto de temor. Havia a preocupação com o bem-estar e a salvaguarda das crianças, sobretudo quando vêm ao Centro de carro ou quando retornam para casa depois das atividades”. A obra acolhe 900 crianças, que no oratório salesiano têm a possibilidade de brincar livremente e ir além do stress de uma infância roubada pela guerra.
Rania testemunha que as dificuldades são enfrentadas com a força da oração: “mesmo quando meu marido perdeu o trabalho, mesmo quando em Alepo faltaram água e alimento jamais perdi o que conta realmente: a fé na Divina Providência”. O pior momento foi o da morte de um garoto que frequentava a catequese, morto por um míssil pouco depois de terminar as atividades do oratório.
Outro momento difícil foi o sequestro do marido por dois meses e meio. “Saiu para compras – recorda Rania – mas não voltou para casa”. Para ter notícias dele moveu todos os canais, e foi até mesmo a Damasco. Paciência e confiança na graça do Senhor permitiram-lhe abraçar novamente o marido, são e salvo embora provado pela experiência.
Rania, com toda a sua família, continua a empenhar-se pelo bem dos jovens, para contribuir na reconstrução de um futuro de paz e esperança para Alepo e para toda a Síria.
Fonte: Info ANS