Ainda é tensa a situação na Capital, após os numerosos confrontos dos dias anteriores. A Cruz Vermelha estima que os confrontos tenham resultado na morte de aproximadamente 400 pessoas até o último sábado, 7 de dezembro, mas as vítimas podem passar de 1000. Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), os refugiados são atualmente 480.000 sobre uma população de 4,5 milhões de habitantes.
O contingente francês, cujo número já atingiu nas últimas horas 1600 homens, está, neste momento, na busca e apreensão de armamentos entre os combatentes, enquanto a população civil espera por uma solução definitiva para os problemas de instabilidade.
Confrontos
Tudo começou na noite de quinta-feira, 5 de dezembro, com os primeiros disparos às 7 horas da manhã. Quando os religiosos abriram as portas das obras para ver o que estava acontecendo, depararam-se com muitas pessoas que corriam desesperadas suplicando ajuda.
Esquadrões de anti-Bakala dos militantes "(anti-facão) se opõem à coalizão Seleka militar, no poder com um golpe de Estado. A população civil, com medo, refugiou-se nas obras salesianas da Capital. Estima-se a presença de mais de 20.000 pessoas.
Apesar das dificuldades e do grande trabalho que isso acarreta, os salesianos sediados em Bangui, nas obras de Damala e Galabadja, continuam se dedicando à população, promovendo uma cultura de paz, na convicção de que só por meio de uma paz duradoura se poderá prover plenamente a formação dos jovens e garantir um futuro luminoso ao país.
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