Nesta quarta-feira, 20 de novembro, é comemorado em todo o mundo o Dia Internacional dos Direitos da Criança, data que desde 2009, também foi associada com o Dia Mundial de Oração e Ação pelas Crianças. Para esta ocasião, o reitor-mor dos salesianos, padre Pascual Chávez, enviou uma mensagem na qual ele convida toda a Família Salesiana a “promover o direito à educação para todos os meninos e meninas em todo o mundo como uma ferramenta para combater e prevenir o casamento precoce”.
Quarta, 06 Novembro 2013 13:41

Dom Bosco conta: Põe-te imediatamente a instruí-los

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Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. No artigo de novembro, ele escreve como se fosse Dom Bosco, em primeira pessoa, e conta: “Põe-te imediatamente a instruí-los sobre a fealdade do pecado e a preciosidade da virtude”.   Falar de Jesus Cristo nestes dias é difícil, mas não impossível. Os jovens parecem distraídos e quase inacessíveis sobre temas religiosos. No meu tempo, assim como hoje, o problema não era tanto falar de Jesus, mas o tom e a abordagem. Alguns dos meus contatos com os jovens não se deram na sacristia ou à sombra do campanário. Começaram nas praças de Turim ou em alguma dos muitos becos de seu centro histórico. No início do meu apostolado sacerdotal, meu amigo padre Cafasso, que eu escolhera como diretor espiritual, tinha-me dado um conselho de ouro: “Caminha pela cidade, olha ao teu redor”. Eu devia encontrar os jovens no seu ambiente, aonde eles se reuniam. Se os tivesse esperado na igreja, teria perdido um tempo precioso e mil ocasiões.
Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. No artigo de outubro, ele escreve como se fosse Dom Bosco, em primeira pessoa, e conta:   Eu caminhava por Turim na companhia do fidelíssimo padre Rua e de outro salesiano, quando  meus olhos fixaram-se em uma cena que me encheu o coração de profunda tristeza. Um garotinho talvez de 12 anos, estava tentando empurrar um carrinho cheio de tijolos pelas pedras irregulares da rua. Era um servente de pedreiro, franzino e pequeno, que, incapaz de mover o peso superior às suas forças, chorava de desespero. Afastei-me dos dois salesianos e corri até o pobre garoto, um dos muitos que, na Turim de então, que se enriquecia de tantos belos palácios, cresciam debaixo de patrões desumanos ao som de tabefes e imprecações. Impressionaram-me aquelas lágrimas que regavam o seu rosto. Aproximei-me, sorri para ele com um leve aceno de amizade e ajudei-o a empurrar aquele peso até o canteiro de obras. Todos se admiraram ao ver um padre chegar àquele local; o garotinho, ao contrário, logo entendera que eu me pusera ao seu lado para um gesto solidário de ajuda concreta. Gosto de recordar esse fato, um entre muitos, porque o considero como símbolo do meu grande amor pelos jovens. Amor não feito de palavras, amor que falava direto ao coração.
Quarta, 04 Setembro 2013 19:39

Mensagem à Família Salesiana sobre a paz

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Acolhendo e relançando o convite à oração e ao jejum pela paz, lançado pelo Papa Francisco, o Reitor-Mor, P. Pascual Chávez, publicou ontem uma Carta com que exorta a participar da iniciativa todos os Membros da Família Salesiana (FS).  
Segunda, 02 Setembro 2013 15:55

Dom Bosco conta: Muitas vezes fui instado...

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Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. No artigo de setembro, ele escreve como se fosse Dom Bosco, em primeira pessoa, e conta: “Fui instado muitas vezes a expressar o meu pensamento sobre o chamado Sistema Preventivo, que se costuma praticar em nossas casas”.   Nossa Congregação, aprovada pela Igreja há poucos anos, estava se desenvolvendo como a semente de mostarda de que fala Jesus. Já se dera a primeira expedição missionária em 1875, e se estavam preparando outras. Em novembro de 1875, dois padres iniciaram em Nice uma atividade educativa com o oratório e um internato para aprendizes e estudantes: o Patronato de São Pedro. Os franceses exigiam uma reflexão orgânica sobre as linhas mestras do meu sistema educativo. Saíram nove pequenas páginas de um “esboço”, um canto de amor e de confiança nos jovens. Era a minha profissão de fé no valor da educação. Era o que eu aprendera de minha mãe e bebera no contato com o ambiente agrícola dos Becchi. Valores que trazia em meu coração há mais de 30 anos e que eram o específico do meu apostolado.  
Terça, 13 Agosto 2013 12:00

"O que santifica não é o sofrimento, mas a paciência"

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Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. Na preparação para o bicentenário de Dom Bosco, a proposta é debruçar-se sobre a pedagogia do Santo dos Jovens, a partir de reflexões escritas em primeira pessoa. Veja o artigo de agosto.   Eu chegara a Grenoble, França, na noite de 12 de maio de 1886, cansado, depois de uma longa viagem que, em três meses me levara de Turim à França e Espanha. Submetera-me a um autêntico tour de force porque, em Roma, paralisava a construção do templo em honra do Sagrado Coração pela falta crônica de dinheiro. Fora amavelmente recebido pelo reitor do seminário que, preocupado com o estado de exaustão em que me encontrava, disse: “Reverendo padre, ninguém melhor do que o senhor sabe o quanto o sofrimento santifica”. Contudo, permiti-me corrigi-lo afirmando que “o que santifica não é o sofrimento, mas a paciência”. Não era apenas uma frase de efeito; era a síntese da minha existência, aos 71 anos que já pesavam às minhas costas e me tinham reduzido a “um homem morto pelo cansaço”, como, poucos dias antes, tinha-me definido o Dr. Combal.  
Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesianoum artigo para leitura e reflexão. No segundo ano de preparação para o bicentenário de Dom Bosco, a proposta é debruçar-se sobre a pedagogia do Santo dos Jovens, a partir de reflexões escritas em primeira pessoa. Veja o artigo de julho.   Quando me despedi dos 10 primeiros missionários que partiam para a Argentina, recordo-me destas palavras: “Damos início a uma grande obra, não porque se acredite converter todo o universo em poucos dias, mas, quem sabe, não seja esta partida como uma semente da qual surja uma grande árvore?...” Vivi em tempos muito difíceis. Era preciso uma boa dose de prudência, de “esperteza” para não piorar as coisas. Muito tato, jogo delicado de diplomacia. Nisso era favorecido pelo meu caráter. Mais do que colidir com os obstáculos, estava pronto a rodeá-los e vencê-los quando dava a impressão de querer desistir.
No encerramento da primeira sessão estiva do Conselho Geral, realizada nesta segunda-feira, 03 de junho, em Roma, Itália, o reitor-mor dos salesianos, padre Pascual Chávez, anunciou o tema da Estreia para 2014: “apropriemo-nos da experiência espiritual de Dom Bosco, para caminhar na santidade segundo a nossa vocação específica”. Depois de conhecer a história e a pedagogia do Santo dos Jovens, o triênio de preparação ao Bicentenário de Nascimento de Dom Bosco se completa com o tema Espiritualidade.   Padre Pascual Chávez apresentou a citação ao lema da Estreia com um breve texto, no qual ele esclarece que a espiritualidade salesiana como a cristã, “se concentra na caridade. Trata-se neste caso da “caridade pastoral”, ou seja, daquela caridade que nos impele a buscar  “a glória de Deus e a salvação das almas”: “Caritas Christi urget nos” – e, depois, – “A “caridade salesiana” é caridade pastoral, porque busca a salvação das almas; e é caridade educativa, porque encontra na educação o recurso que permite ajudar os jovens a desenvolver todas as suas potencialidades de bem. Deste modo, podem os jovens crescer quais honestos cidadãos, bons cristãos, futuros habitantes do céu”.   “Não basta conhecer os aspectos da vida de Dom Bosco, das suas atividades e também do seu método educativo” – escreve o reitor-mor; e convida a conhecer e a descobrir “a sua profunda vida interior, aquela que se poderia chamar de sua “familiaridade” com Deus”.   São três os conteúdos específicos que a Estreia 2014 irá aprofundar e que esta breve apresentação antecipa: a experiência espiritual de Dom Bosco, a caridade pastoral qual centro e síntese da espiritualidade salesiana e, enfim, a espiritualidade salesiana válida e eficaz para todas as vocações.   O texto integral da apresentação do tema da Estreia 2014 está disponível no site sdb.org e na seção ‘serviço’ da Agência Info Salesiana.   InfoANS
Segunda, 03 Junho 2013 20:37

Dom Bosco conta: Eu sempre precisei de todos

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Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesianoum artigo para leitura e reflexão. No segundo ano de preparação para o bicentenário de Dom Bosco, a proposta é debruçar-se sobre a pedagogia do Santo dos Jovens, a partir de reflexões escritas em primeira pessoa. Veja o artigo de junho.   Nasci pobre, contudo pelas minhas mãos passaram somas incríveis, às quais jamais apeguei o coração. Para mim, ser pobre queria dizer ser livre, daquela liberdade verdadeira que o Senhor nos ensinara com o exemplo e as palavras. Livres, não bloqueados! Pobre, como eu era, conheci e frequentei muitos ricos. Tinha uma ideia fixa que nem sempre foi compreendida, antes me suscitou um vespeiro de críticas cansativas e asfixiantes. Dizia e repito: “Não são os ricos que nos fazem a caridade, mas somos nós que a fazemos a eles, dando-lhes a oportunidade de fazer um pouco de bem”. Mais claro do que isso... Eu estava convencido de que “aos senhores, nunca há alguém que ouse dizer a verdade”.  
  Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. No segundo ano de preparação para o bicentenário de Dom Bosco, a proposta é debruçar-se sobre a pedagogia do Santo dos Jovens, a partir de reflexões escritas em primeira pessoa. Veja o artigo de maio.   Graças também à presença materna de minha mãe na antiga casa Pinardi (onde teve início a obra salesiana), havia um estilo simples de relações humanas, feito de calor paciente, compreensão e correção, em perfeito estilo de família. Com tantos em casa, a disciplina era necessária para que tudo não acabasse em confusão incontrolável. Disciplina reduzida ao mínimo, mas “acordos claros e amizade longa” como ela, em sua inata sabedoria popular, condensava as suas conclusões.  
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Nesta quarta-feira, 20 de novembro, é comemorado em todo o mundo o Dia Internacional dos Direitos da Criança, data que desde 2009, também foi associada com o Dia Mundial de Oração e Ação pelas Crianças. Para esta ocasião, o reitor-mor dos salesianos, padre Pascual Chávez, enviou uma mensagem na qual ele convida toda a Família Salesiana a “promover o direito à educação para todos os meninos e meninas em todo o mundo como uma ferramenta para combater e prevenir o casamento precoce”.
Quarta, 06 Novembro 2013 13:41

Dom Bosco conta: Põe-te imediatamente a instruí-los

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Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. No artigo de novembro, ele escreve como se fosse Dom Bosco, em primeira pessoa, e conta: “Põe-te imediatamente a instruí-los sobre a fealdade do pecado e a preciosidade da virtude”.   Falar de Jesus Cristo nestes dias é difícil, mas não impossível. Os jovens parecem distraídos e quase inacessíveis sobre temas religiosos. No meu tempo, assim como hoje, o problema não era tanto falar de Jesus, mas o tom e a abordagem. Alguns dos meus contatos com os jovens não se deram na sacristia ou à sombra do campanário. Começaram nas praças de Turim ou em alguma dos muitos becos de seu centro histórico. No início do meu apostolado sacerdotal, meu amigo padre Cafasso, que eu escolhera como diretor espiritual, tinha-me dado um conselho de ouro: “Caminha pela cidade, olha ao teu redor”. Eu devia encontrar os jovens no seu ambiente, aonde eles se reuniam. Se os tivesse esperado na igreja, teria perdido um tempo precioso e mil ocasiões.
Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. No artigo de outubro, ele escreve como se fosse Dom Bosco, em primeira pessoa, e conta:   Eu caminhava por Turim na companhia do fidelíssimo padre Rua e de outro salesiano, quando  meus olhos fixaram-se em uma cena que me encheu o coração de profunda tristeza. Um garotinho talvez de 12 anos, estava tentando empurrar um carrinho cheio de tijolos pelas pedras irregulares da rua. Era um servente de pedreiro, franzino e pequeno, que, incapaz de mover o peso superior às suas forças, chorava de desespero. Afastei-me dos dois salesianos e corri até o pobre garoto, um dos muitos que, na Turim de então, que se enriquecia de tantos belos palácios, cresciam debaixo de patrões desumanos ao som de tabefes e imprecações. Impressionaram-me aquelas lágrimas que regavam o seu rosto. Aproximei-me, sorri para ele com um leve aceno de amizade e ajudei-o a empurrar aquele peso até o canteiro de obras. Todos se admiraram ao ver um padre chegar àquele local; o garotinho, ao contrário, logo entendera que eu me pusera ao seu lado para um gesto solidário de ajuda concreta. Gosto de recordar esse fato, um entre muitos, porque o considero como símbolo do meu grande amor pelos jovens. Amor não feito de palavras, amor que falava direto ao coração.
Quarta, 04 Setembro 2013 19:39

Mensagem à Família Salesiana sobre a paz

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Acolhendo e relançando o convite à oração e ao jejum pela paz, lançado pelo Papa Francisco, o Reitor-Mor, P. Pascual Chávez, publicou ontem uma Carta com que exorta a participar da iniciativa todos os Membros da Família Salesiana (FS).  
Segunda, 02 Setembro 2013 15:55

Dom Bosco conta: Muitas vezes fui instado...

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Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. No artigo de setembro, ele escreve como se fosse Dom Bosco, em primeira pessoa, e conta: “Fui instado muitas vezes a expressar o meu pensamento sobre o chamado Sistema Preventivo, que se costuma praticar em nossas casas”.   Nossa Congregação, aprovada pela Igreja há poucos anos, estava se desenvolvendo como a semente de mostarda de que fala Jesus. Já se dera a primeira expedição missionária em 1875, e se estavam preparando outras. Em novembro de 1875, dois padres iniciaram em Nice uma atividade educativa com o oratório e um internato para aprendizes e estudantes: o Patronato de São Pedro. Os franceses exigiam uma reflexão orgânica sobre as linhas mestras do meu sistema educativo. Saíram nove pequenas páginas de um “esboço”, um canto de amor e de confiança nos jovens. Era a minha profissão de fé no valor da educação. Era o que eu aprendera de minha mãe e bebera no contato com o ambiente agrícola dos Becchi. Valores que trazia em meu coração há mais de 30 anos e que eram o específico do meu apostolado.  
Terça, 13 Agosto 2013 12:00

"O que santifica não é o sofrimento, mas a paciência"

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Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. Na preparação para o bicentenário de Dom Bosco, a proposta é debruçar-se sobre a pedagogia do Santo dos Jovens, a partir de reflexões escritas em primeira pessoa. Veja o artigo de agosto.   Eu chegara a Grenoble, França, na noite de 12 de maio de 1886, cansado, depois de uma longa viagem que, em três meses me levara de Turim à França e Espanha. Submetera-me a um autêntico tour de force porque, em Roma, paralisava a construção do templo em honra do Sagrado Coração pela falta crônica de dinheiro. Fora amavelmente recebido pelo reitor do seminário que, preocupado com o estado de exaustão em que me encontrava, disse: “Reverendo padre, ninguém melhor do que o senhor sabe o quanto o sofrimento santifica”. Contudo, permiti-me corrigi-lo afirmando que “o que santifica não é o sofrimento, mas a paciência”. Não era apenas uma frase de efeito; era a síntese da minha existência, aos 71 anos que já pesavam às minhas costas e me tinham reduzido a “um homem morto pelo cansaço”, como, poucos dias antes, tinha-me definido o Dr. Combal.  
Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesianoum artigo para leitura e reflexão. No segundo ano de preparação para o bicentenário de Dom Bosco, a proposta é debruçar-se sobre a pedagogia do Santo dos Jovens, a partir de reflexões escritas em primeira pessoa. Veja o artigo de julho.   Quando me despedi dos 10 primeiros missionários que partiam para a Argentina, recordo-me destas palavras: “Damos início a uma grande obra, não porque se acredite converter todo o universo em poucos dias, mas, quem sabe, não seja esta partida como uma semente da qual surja uma grande árvore?...” Vivi em tempos muito difíceis. Era preciso uma boa dose de prudência, de “esperteza” para não piorar as coisas. Muito tato, jogo delicado de diplomacia. Nisso era favorecido pelo meu caráter. Mais do que colidir com os obstáculos, estava pronto a rodeá-los e vencê-los quando dava a impressão de querer desistir.
No encerramento da primeira sessão estiva do Conselho Geral, realizada nesta segunda-feira, 03 de junho, em Roma, Itália, o reitor-mor dos salesianos, padre Pascual Chávez, anunciou o tema da Estreia para 2014: “apropriemo-nos da experiência espiritual de Dom Bosco, para caminhar na santidade segundo a nossa vocação específica”. Depois de conhecer a história e a pedagogia do Santo dos Jovens, o triênio de preparação ao Bicentenário de Nascimento de Dom Bosco se completa com o tema Espiritualidade.   Padre Pascual Chávez apresentou a citação ao lema da Estreia com um breve texto, no qual ele esclarece que a espiritualidade salesiana como a cristã, “se concentra na caridade. Trata-se neste caso da “caridade pastoral”, ou seja, daquela caridade que nos impele a buscar  “a glória de Deus e a salvação das almas”: “Caritas Christi urget nos” – e, depois, – “A “caridade salesiana” é caridade pastoral, porque busca a salvação das almas; e é caridade educativa, porque encontra na educação o recurso que permite ajudar os jovens a desenvolver todas as suas potencialidades de bem. Deste modo, podem os jovens crescer quais honestos cidadãos, bons cristãos, futuros habitantes do céu”.   “Não basta conhecer os aspectos da vida de Dom Bosco, das suas atividades e também do seu método educativo” – escreve o reitor-mor; e convida a conhecer e a descobrir “a sua profunda vida interior, aquela que se poderia chamar de sua “familiaridade” com Deus”.   São três os conteúdos específicos que a Estreia 2014 irá aprofundar e que esta breve apresentação antecipa: a experiência espiritual de Dom Bosco, a caridade pastoral qual centro e síntese da espiritualidade salesiana e, enfim, a espiritualidade salesiana válida e eficaz para todas as vocações.   O texto integral da apresentação do tema da Estreia 2014 está disponível no site sdb.org e na seção ‘serviço’ da Agência Info Salesiana.   InfoANS
Segunda, 03 Junho 2013 20:37

Dom Bosco conta: Eu sempre precisei de todos

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Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesianoum artigo para leitura e reflexão. No segundo ano de preparação para o bicentenário de Dom Bosco, a proposta é debruçar-se sobre a pedagogia do Santo dos Jovens, a partir de reflexões escritas em primeira pessoa. Veja o artigo de junho.   Nasci pobre, contudo pelas minhas mãos passaram somas incríveis, às quais jamais apeguei o coração. Para mim, ser pobre queria dizer ser livre, daquela liberdade verdadeira que o Senhor nos ensinara com o exemplo e as palavras. Livres, não bloqueados! Pobre, como eu era, conheci e frequentei muitos ricos. Tinha uma ideia fixa que nem sempre foi compreendida, antes me suscitou um vespeiro de críticas cansativas e asfixiantes. Dizia e repito: “Não são os ricos que nos fazem a caridade, mas somos nós que a fazemos a eles, dando-lhes a oportunidade de fazer um pouco de bem”. Mais claro do que isso... Eu estava convencido de que “aos senhores, nunca há alguém que ouse dizer a verdade”.  
  Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. No segundo ano de preparação para o bicentenário de Dom Bosco, a proposta é debruçar-se sobre a pedagogia do Santo dos Jovens, a partir de reflexões escritas em primeira pessoa. Veja o artigo de maio.   Graças também à presença materna de minha mãe na antiga casa Pinardi (onde teve início a obra salesiana), havia um estilo simples de relações humanas, feito de calor paciente, compreensão e correção, em perfeito estilo de família. Com tantos em casa, a disciplina era necessária para que tudo não acabasse em confusão incontrolável. Disciplina reduzida ao mínimo, mas “acordos claros e amizade longa” como ela, em sua inata sabedoria popular, condensava as suas conclusões.  
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