Ir. Valéria Timoteo, da Inspetoria Santa Catarina de Sena, de São Paulo - SP, está há dois anos e meio em missão no Norte do Haiti. Em viagem recente ao Brasil, Ir. Valeria preocupou-se em visitar o máximo de presenças salesianas, em São Paulo, para divulgar a situação vivenciada no Haiti, que ainda sofre as consequências do violento terremoto de 2010 e pedir ajuda.    Segundo Ir. Valéria, o trabalho de reconstrução do país é ainda lento e necessita de todo o empenho daqueles que possam doar um pouco de si para que aquele povo venha a ter uma vida digna. Uma das propostas apresentadas pela irmã, no papel de Delegada dos Salesianos Cooperadores, é a construção de um Centro Juvenil para alfabetização e recreação.  A  entrevista da Ir. Valéria que se segue foi concedida ao salesiano cooperador Carlos Minozzi, da Paróquia Sta. Terezinha, na Zona Norte de São Paulo. Em seu relato, a irmã salesiana pede ajuda para esse projeto, que é um pátio salesiano para a comunidade onde a escola está instalada, a cerca 400 km de Porto Príncipe, Capital do Haiti.   Ir. Valéria, conte-nos por que a senhora foi para o Haiti. “Quando aconteceu o terremoto, em 2010, eu pedi à madre geral e ela, ao conversar com as outras irmãs responsáveis, viram que eu poderia ir como voluntária. Em pouco mais de um mês parti para o Haiti e lá estou até hoje, há dois anos e meio”.   Depois desse tempo, como está a população do Haiti? “Muitas coisas começaram a mudar, principalmente com o novo presidente da república, Michel Martelly , uma pessoa jovem, 51 anos, ex-cantor de rock, e se vê que tem uma postura diferente. Estamos acreditando nele porque um artista sempre tem um coração mais sensível. Ele já conseguiu fazer algumas coisas, por exemplo, recuperar o aeroporto, que estava todo danificado. A reforma já terminou, está moderno e bem aparelhado, pois ele  é a ‘porta de entrada do país’...as estradas estão sendo recapeadas, hospitais reconstruídos, enfim. Ele também já começou a trabalhar a melhora do ensino público, com recursos provenientes da telefonia e outros impostos. Uma parte desse dinheiro é diretamente aplicada à escola pública. As escolas privadas foram requisitadas para receber os alunos que não têm vaga nas escolas públicas, já que o país não dispõe de escolas suficientes. Além dos alunos que frequentam a nossa escola, que são cerca de 800, nós ganhamos  mais 300, que não teriam nenhuma chance de poder estudar. Nem a metade das famílias com  crianças matriculadas em nossas escolas consegue pagar pelo ensino, por causa da situação do país como um todo”. Tem chegado ajuda internacional lá?  “Eu posso falar da ajuda que recebemos da congregação. As escolas estão sendo reconstruídas, as coisas estão acontecendo. De outras partes a gente não sabe, mas ouvimos muitas histórias, muita coisa que não chegou..., que se perdeu no caminho” Hoje qual é o maior problema daquele povo? “O cólera, creio, tenha sido um impacto muito grande, pois vimos pessoas morrerem sem saberem que doença tinham. Para podermos entender aquela realidade, logo após o terremoto, na temporada das chuvas, de maio a novembro, é tempo dos tufões e furacões. Coma ausência de esgotos e saneamento básico, o vírus do cólera se alastrou rapidamente e as pessoas foram contaminadas pela água que beberam. Uma doença misteriosa para eles, que não conheciam os sintomas do cólera ! Foi muito triste.” E como é o projeto dos salesianos na região onde a senhora trabalha? “Pretendemos construir um ambiente salesiano, com salas de alfabetização e outras para jogos e convivência para as crianças e jovens. É um projeto dos cooperadores salesianos, que já conseguiram adquirir um terreno e buscam agora meios de construir o Centro Juvenil, mas as dificuldades são imensas. A mais recente tempestade tropical, por exemplo, interrompeu a comunicação de telefonia local”.  Esta escola está muito distante de Porto Príncipe, a Capital do Haiti?  “De avião, estamos a 25 minutos, mas por estrada, o caminho é feito em até oito horas. Padre Camilo, da Paróquia Sta. Teresinha, se prontificou a fazer uma intermediação para uma coleta de doações para esse trabalho, não? “Sim, quem quiser fazer doações em dinheiro, pode usar a conta bancária da paróquia, que depois transfere para a conta da Wester Union, a transferência de dinheiro mundial, para a obra onde trabalhamos”   Se não for ajuda em dinheiro, o que mais poderíamos fazer?    “O voluntariado é aberto, todo aquele que sentir o desejo de fazer alguma coisa será bem-vindo. Precisamos de técnicos agrícolas, orquidófilos, apicultores, pessoas habilitadas para tarefas básicas, para melhorar as técnicas... quem possa trabalhar com as crianças, ensinar capoeira, coisas da salesianidade sempre são importantes nesse momento.”   Para ajudar a erguer essa obra financeiramente, a conta que a Paróquia Sta. Terezinha disponibiliza para doações é - Bradesco (237) ag. 2017 – conta 280-1 Mitra Arquidiocesana de São Paulo - Paróquia Sta. Teresinha – CNPJ 63.089.825/0219-07    
Quinta, 13 Setembro 2012 10:09

Um pequeno paraíso aos pés do vulcão

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  “Oferecer mais àqueles que receberam menos da vida” é o objetivo do Centro da Juventude Dom Bosco Ngangi, em Goma, na República Democrática do Congo (África).   Situada na costanorte do lago Kivu, pouco mais de 1° ao sul do equador, em 1.500 m altitude, a cidade de Goma, na República Democrática do Congo (África) pode se vangloriar de um clima ameno: uma média de 20º. A cidade é cercada por uma cadeia de colinas e montanhas, entre as quais está o cone truncado do Nyiragongo (3.470 m). Esse vulcão ativo tem uma cratera de 1.200 m de diâmetro e tem na base um lago de lava sempre borbulhante, que há anos encontra uma saída entre as fendas laterais. A última vez ocorreu em 17 de janeiro de 2002: a lava saiu de duas aberturas laterais do vulcão, uma massa fluida de 60 m de largura foi seguindo caminho e preenchendo as cavidades da terra, e chegou em 24 horas até olago, destruindo 18% do centro da cidade e 80% de sua economia. Os habitantes de Goma estão habituados à fúria do Nyiragongo, e pacientemente têm reconstruído sobre a lava os bairros destruídos.  
Quarta, 05 Setembro 2012 15:09

China institui “Prêmio Dom Bosco”

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Inspirados pelo famoso "Prêmio Nobel", a Família Salesiana na China instituiu, recentemente, o "Prêmio Dom Bosco", que premiará, anualmente, os melhores alunos das escolas secundárias em Hong Kong, Macau e Taiwan.   A intenção é que o  prêmio sirva de estímulo para preservar e transmitir a atenção amorosa que Dom Bosco tinha pelos jovens, além de incentivar os alunos a seguir o espírito de serviço abnegado do santo. O prêmio, oferecido em colaboração com a Fundação Educacional Louis Leung, é uma forma de comemorar a peregrinação das relíquias de Dom Bosco e também os 150º de aniversário da fundação da Sociedade Salesiana, no país. Além de ser uma antecipação do bicentenário do nascimento de Dom Bosco.   Este ano cada escola  indicou três de seus melhores alunos levando em consideração não apenas o empenho, a qualidade nos estudos e conduta dos estudantes, mas também a capacidade dos jovens se inspirarem pelas virtudes e carisma de Dom Bosco.   Entre os 30 alunos indicados para o prêmio, cinco foram selecionados e receberam uma bolsa de estudos da Fundação Educacional Louis Leung e um certificado assinado diretamente pelo reitor-mor, padre Pascual Chávez Villanueva.   O “Prêmio Dom Bosco” foi dado aos estudantes no dia 16 de agosto, durante o jantar em honra ao clérigo Carlos Cheung Sam-IOI e entre vários salesianos que comemoravam seus aniversários de profissão e sacerdócio.
  As férias de julho serão inesquecíveis para muitos jovens alunos salesianos. Nesse mês, eles dedicaram alguns dias de sua vida para fazer o bem ao próximo. Em grupos, eles participaram de atividades missionárias e de voluntariado em comunidades carentes, conheceram realidades totalmente diferentes das que encontram em seu cotidiano, viveram na prática os ensinamentos do Evangelho e foram, de fato, discípulos e missionários de Jesus, levando esperança aos que mais precisam. Doando um pouco de si, os jovens receberam muito em troca e com certeza levarão para o resto da vida o aprendizado das atividades missionárias organizadas pelos Salesianos de Dom Bosco (SDB) e pelas Filhas de Maria Auxiliadora (FMA). Essas ações ocorreram em vários estados do país. Aqui, destacamos a Semana Missionária, realizada em São Paulo; a Missão Juvenil Salesiana, em Mato Grosso; e a Animação Missionária Juvenil (AMJ), realizada em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.    
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  Ir. Valéria Timoteo, da Inspetoria Santa Catarina de Sena, de São Paulo - SP, está há dois anos e meio em missão no Norte do Haiti. Em viagem recente ao Brasil, Ir. Valeria preocupou-se em visitar o máximo de presenças salesianas, em São Paulo, para divulgar a situação vivenciada no Haiti, que ainda sofre as consequências do violento terremoto de 2010 e pedir ajuda.    Segundo Ir. Valéria, o trabalho de reconstrução do país é ainda lento e necessita de todo o empenho daqueles que possam doar um pouco de si para que aquele povo venha a ter uma vida digna. Uma das propostas apresentadas pela irmã, no papel de Delegada dos Salesianos Cooperadores, é a construção de um Centro Juvenil para alfabetização e recreação.  A  entrevista da Ir. Valéria que se segue foi concedida ao salesiano cooperador Carlos Minozzi, da Paróquia Sta. Terezinha, na Zona Norte de São Paulo. Em seu relato, a irmã salesiana pede ajuda para esse projeto, que é um pátio salesiano para a comunidade onde a escola está instalada, a cerca 400 km de Porto Príncipe, Capital do Haiti.   Ir. Valéria, conte-nos por que a senhora foi para o Haiti. “Quando aconteceu o terremoto, em 2010, eu pedi à madre geral e ela, ao conversar com as outras irmãs responsáveis, viram que eu poderia ir como voluntária. Em pouco mais de um mês parti para o Haiti e lá estou até hoje, há dois anos e meio”.   Depois desse tempo, como está a população do Haiti? “Muitas coisas começaram a mudar, principalmente com o novo presidente da república, Michel Martelly , uma pessoa jovem, 51 anos, ex-cantor de rock, e se vê que tem uma postura diferente. Estamos acreditando nele porque um artista sempre tem um coração mais sensível. Ele já conseguiu fazer algumas coisas, por exemplo, recuperar o aeroporto, que estava todo danificado. A reforma já terminou, está moderno e bem aparelhado, pois ele  é a ‘porta de entrada do país’...as estradas estão sendo recapeadas, hospitais reconstruídos, enfim. Ele também já começou a trabalhar a melhora do ensino público, com recursos provenientes da telefonia e outros impostos. Uma parte desse dinheiro é diretamente aplicada à escola pública. As escolas privadas foram requisitadas para receber os alunos que não têm vaga nas escolas públicas, já que o país não dispõe de escolas suficientes. Além dos alunos que frequentam a nossa escola, que são cerca de 800, nós ganhamos  mais 300, que não teriam nenhuma chance de poder estudar. Nem a metade das famílias com  crianças matriculadas em nossas escolas consegue pagar pelo ensino, por causa da situação do país como um todo”. Tem chegado ajuda internacional lá?  “Eu posso falar da ajuda que recebemos da congregação. As escolas estão sendo reconstruídas, as coisas estão acontecendo. De outras partes a gente não sabe, mas ouvimos muitas histórias, muita coisa que não chegou..., que se perdeu no caminho” Hoje qual é o maior problema daquele povo? “O cólera, creio, tenha sido um impacto muito grande, pois vimos pessoas morrerem sem saberem que doença tinham. Para podermos entender aquela realidade, logo após o terremoto, na temporada das chuvas, de maio a novembro, é tempo dos tufões e furacões. Coma ausência de esgotos e saneamento básico, o vírus do cólera se alastrou rapidamente e as pessoas foram contaminadas pela água que beberam. Uma doença misteriosa para eles, que não conheciam os sintomas do cólera ! Foi muito triste.” E como é o projeto dos salesianos na região onde a senhora trabalha? “Pretendemos construir um ambiente salesiano, com salas de alfabetização e outras para jogos e convivência para as crianças e jovens. É um projeto dos cooperadores salesianos, que já conseguiram adquirir um terreno e buscam agora meios de construir o Centro Juvenil, mas as dificuldades são imensas. A mais recente tempestade tropical, por exemplo, interrompeu a comunicação de telefonia local”.  Esta escola está muito distante de Porto Príncipe, a Capital do Haiti?  “De avião, estamos a 25 minutos, mas por estrada, o caminho é feito em até oito horas. Padre Camilo, da Paróquia Sta. Teresinha, se prontificou a fazer uma intermediação para uma coleta de doações para esse trabalho, não? “Sim, quem quiser fazer doações em dinheiro, pode usar a conta bancária da paróquia, que depois transfere para a conta da Wester Union, a transferência de dinheiro mundial, para a obra onde trabalhamos”   Se não for ajuda em dinheiro, o que mais poderíamos fazer?    “O voluntariado é aberto, todo aquele que sentir o desejo de fazer alguma coisa será bem-vindo. Precisamos de técnicos agrícolas, orquidófilos, apicultores, pessoas habilitadas para tarefas básicas, para melhorar as técnicas... quem possa trabalhar com as crianças, ensinar capoeira, coisas da salesianidade sempre são importantes nesse momento.”   Para ajudar a erguer essa obra financeiramente, a conta que a Paróquia Sta. Terezinha disponibiliza para doações é - Bradesco (237) ag. 2017 – conta 280-1 Mitra Arquidiocesana de São Paulo - Paróquia Sta. Teresinha – CNPJ 63.089.825/0219-07    
Quinta, 13 Setembro 2012 10:09

Um pequeno paraíso aos pés do vulcão

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  “Oferecer mais àqueles que receberam menos da vida” é o objetivo do Centro da Juventude Dom Bosco Ngangi, em Goma, na República Democrática do Congo (África).   Situada na costanorte do lago Kivu, pouco mais de 1° ao sul do equador, em 1.500 m altitude, a cidade de Goma, na República Democrática do Congo (África) pode se vangloriar de um clima ameno: uma média de 20º. A cidade é cercada por uma cadeia de colinas e montanhas, entre as quais está o cone truncado do Nyiragongo (3.470 m). Esse vulcão ativo tem uma cratera de 1.200 m de diâmetro e tem na base um lago de lava sempre borbulhante, que há anos encontra uma saída entre as fendas laterais. A última vez ocorreu em 17 de janeiro de 2002: a lava saiu de duas aberturas laterais do vulcão, uma massa fluida de 60 m de largura foi seguindo caminho e preenchendo as cavidades da terra, e chegou em 24 horas até olago, destruindo 18% do centro da cidade e 80% de sua economia. Os habitantes de Goma estão habituados à fúria do Nyiragongo, e pacientemente têm reconstruído sobre a lava os bairros destruídos.  
Quarta, 05 Setembro 2012 15:09

China institui “Prêmio Dom Bosco”

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Inspirados pelo famoso "Prêmio Nobel", a Família Salesiana na China instituiu, recentemente, o "Prêmio Dom Bosco", que premiará, anualmente, os melhores alunos das escolas secundárias em Hong Kong, Macau e Taiwan.   A intenção é que o  prêmio sirva de estímulo para preservar e transmitir a atenção amorosa que Dom Bosco tinha pelos jovens, além de incentivar os alunos a seguir o espírito de serviço abnegado do santo. O prêmio, oferecido em colaboração com a Fundação Educacional Louis Leung, é uma forma de comemorar a peregrinação das relíquias de Dom Bosco e também os 150º de aniversário da fundação da Sociedade Salesiana, no país. Além de ser uma antecipação do bicentenário do nascimento de Dom Bosco.   Este ano cada escola  indicou três de seus melhores alunos levando em consideração não apenas o empenho, a qualidade nos estudos e conduta dos estudantes, mas também a capacidade dos jovens se inspirarem pelas virtudes e carisma de Dom Bosco.   Entre os 30 alunos indicados para o prêmio, cinco foram selecionados e receberam uma bolsa de estudos da Fundação Educacional Louis Leung e um certificado assinado diretamente pelo reitor-mor, padre Pascual Chávez Villanueva.   O “Prêmio Dom Bosco” foi dado aos estudantes no dia 16 de agosto, durante o jantar em honra ao clérigo Carlos Cheung Sam-IOI e entre vários salesianos que comemoravam seus aniversários de profissão e sacerdócio.
  As férias de julho serão inesquecíveis para muitos jovens alunos salesianos. Nesse mês, eles dedicaram alguns dias de sua vida para fazer o bem ao próximo. Em grupos, eles participaram de atividades missionárias e de voluntariado em comunidades carentes, conheceram realidades totalmente diferentes das que encontram em seu cotidiano, viveram na prática os ensinamentos do Evangelho e foram, de fato, discípulos e missionários de Jesus, levando esperança aos que mais precisam. Doando um pouco de si, os jovens receberam muito em troca e com certeza levarão para o resto da vida o aprendizado das atividades missionárias organizadas pelos Salesianos de Dom Bosco (SDB) e pelas Filhas de Maria Auxiliadora (FMA). Essas ações ocorreram em vários estados do país. Aqui, destacamos a Semana Missionária, realizada em São Paulo; a Missão Juvenil Salesiana, em Mato Grosso; e a Animação Missionária Juvenil (AMJ), realizada em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.    
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