“Ninguém nasce odiando alguém por sua cor, raça ou religião. Se nós aprendemos a odiar, podemos também aprender a ensinar a amar” (Nelson Mandela).   O resgate que a Campanha da Fraternidade faz revela a riqueza de diferentes saberes que ajudam na formação da identidade dos indivíduos e das sociedades. A CF, durante os seus 50 anos de existência, abordou temas centrais da sociedade brasileira e de abrangência planetária. Por isso, é de extrema relevância que os espaços educacionais mergulhem nos temas propostos por cada CF e contribuam para que o mundo se torne cada vez melhor e a vida se efetive com qualidade para todos. O tema escolhido para 2013, ”Fraternidade e Juventude”, tem tudo a ver com a razão de ser da escola salesiana, que é prestar um serviço de excelência à juventude, centrado na missão de “evangelizar educando e educar evangelizando”. Tendo em vista a importância da prática da fraternidade nos processos educativos, esse texto analisa os desafios da sociedade na atualidade e a importância dos referenciais para a formação da identidade. Formação que, segundo a CF, se efetiva a partir de relações fraternas e que fortalece a esperança das juventudes.  
  O verãoexplode com o desejo de férias e fugir da rotina, o desejo de novas experiências e relações gratificantes. Para muitos jovens, é o momento de diversão e aventura, mas também a tentação de viver os próprios sentimentos sob o signo do consumismo. O coração tem calor e não faltam as oportunidades:você está um pouco fora de casa, longe da supervisão de um adulto; se entretém longamente com seus pares e dispõe de tempo livre que pode ser transformado em um espaço de pequenas e grandes transgressões. Esta bela estação éa prova de fogo na educação afetiva de um adolescente: é o período em que os pais verificam se foram capazes de ensinar a seus filhos que o amor é uma coisa séria e desafiadora e que os afetos não podem ser administrados de um modo tão emocional. Amar alguém não pode ser reduzido a um passatempo divertido; é uma responsabilidade a ser encarada sem superficialidade.  
  Iniciado pela Rede Salesiana de Escolas, o projeto Evangelis, com revistas em formato de mangá, transmite a mensagem do Evangelho de maneira diferente e criativa.   Atenta ao sucesso que o mangá – esse tradicional e divertido gênero de quadrinhos proveniente da cultura japonesa – alcança entre os jovens brasileiros, a Rede Salesiana de Escolas (RSE) iniciou, neste ano, o projeto Evangelis. Trata-se de uma série de revistas em quadrinhos, no formato de mangá, criadas pelo quadrinista Herbert Barbosa para narrar a história de Jesus Cristo de um modo diferente e ilustrativo. “A razão da aprovação do Projeto Mangá Evangelis é que ele apresenta a riqueza do mundo bíblico de uma forma atraente e cativante que, sem dúvida, atingirá os alunos salesianos”, explica Antonio Boeing, assessor de Pastoral da RSE.  
    No dia 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral da recém-nascida Nações Unidas adotava, em Paris, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pela primeira vez, na história da humanidade, tinha sido produzido um documento relativo aos seres humanos, sem qualquer distinção; pela primeira vez, se sancionava a existência de direitos dos quais todo ser humano deve poder gozar pela única razão de estar no mundo. Reconhece-se que cada pessoa, mesmo que culpada dos piores delitos, conserva seus direitos e deve ser respeitada.   O documento tem uma importância histórica fundamental: é o primeiro ato internacional que sanciona universalmente os direitos que competem ao ser humano enquanto tal. A Declaração Universal dos Direitos do Homem representa um texto comum aos países no que diz respeito a objetivos e aspirações, é uma visão compartilhada de como o mundo deveria se tornar segundo a comunidade internacional de então, um mundo onde a convivência humana é possível no desejo de paz e de respeito recíproco.   A Declaração afirma interdependentes e indivisíveis todos os direitos humanos, reconhecendo, em seu preâmbulo, a dignidade de todos os membros da família humana como fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.   Desde 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi traduzida em mais de 3000 línguas e dialetos: o Escritório dos Direitos Humanos do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) colaborou para apresentar a tradução da Declaração em língua Yanomami graças às nossas irmãs presentes em território venezuelano.   A Declaração é um dos mais conhecidos e mais vezes citado documento sobre direitos humanos no mundo e foi aplicada muitas vezes para a defesa e a promoção dos direitos dos povos. Seus princípios, inicialmente considerados não vinculantes juridicamente, com o passar do tempo, foram reconhecidos pela comunidade internacional como lei costumeira, para a qual não é necessária nem a firma, nem a ratificação por parte dos Estados, para que suas normas sejam reconhecidas como força de lei em todo o mundo. Os princípios expressos na Declaração continuam ainda hoje a inspirar as legislações nacionais, além das Constituições de muitos Estados de independência recente.   À Declaração se seguiram o Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos Humanos, ambos adotados unanimemente pela Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 16 de dezembro de 1966, passando a vigorar em 1976.   A Declaração é um texto que está na base da vida civil, e mesmo que no texto não se fale da mensagem evangélica, por trás da proposta dos direitos do homem percebe-se o que Jesus viveu, anunciou, testemunhou. Todavia, hoje ainda, a Declaração não encontra a sua plena realização em uma humanidade que continua a aterrorizar a si mesma através de guerras, escravidão, violência, opressão, xenofobia, fome, analfabetismo, tortura, discriminações.   Parece que os direitos humanos estão hoje no centro de uma interminável conflitualidade por causa da falta de sua aplicação em tantas partes do mundo e pela multiplicidade dos sujeitos aos quais se referem. O verdadeiro desafio, para os anos futuros, permanece aquele de trabalhar incessantemente, recorrendo a todos os instrumentos colocados à disposição do direito, e do sistema ONU, para ver respeitados universalmente os direitos humanos e para obrigar os Estados a garantirem as liberdades fundamentais do homem de hoje e de amanhã.   Filhas de Maria Auxiliadora
Saturday, 03 November 2012 12:58

Cidadania passo a passo

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  Márcia Raquel Rolon, ex-aluna salesiana do Centro de Estudos Imaculada Conceição (CENIC), é fundadora e diretora do Moinho Cultural Sul-americano, entidade que promove a inserção social por meio da cultura e da arte.   Quando fundou o Moinho Cultural Sul-americano, em 2004, Márcia Raquel Rolon tinha um objetivo claro: diminuir o risco social para crianças e adolescentes que vivem na fronteira entre Brasil e Bolívia, promovendo a cidadania por meio da arte, da música e da dança. Hoje ela colhe os frutos desse trabalho. A entidade é reconhecida como um dos principais centros de promoção cultural e social da América do Sul, e Márcia foi eleita vice-prefeita de Corumbá, MS, nas últimas eleições realizadas em outubro, com a proposta de levar essa ação em defesa da juventude para o âmbito governamental. Nesta entrevista, a ex-aluna salesiana fala do Moinho Cultural e da influência da pedagogia salesiana em sua vida.  
  As ferramentas digitais são cada vez mais utilizadas na Rede Salesiana de Escolas, tornando as aulas mais envolventes e interessantes, e facilitando a construção do conhecimento.   Os alunos do 6º e do 7º ano do ensino fundamental no Colégio Salesiano Dom Bosco, em Porto Alegre, RS, aprenderam mais sobre as civilizações antigas e suas principais características de uma maneira bem diferente. Divididos em grupos, eles foram convidados pelo professor de História do colégio, Eloenes Silva, a jogar videogames ambientados em períodos da história antiga. Ao acrescentar os jogos às ferramentas de ensino tradicionais, o colégio conseguiu envolver os alunos, aumentar o interesse deles pelo estudo e tornar as aulas mais descontraídas e participativas. A iniciativa do Colégio Dom Bosco é um exemplo de como as escolas da RSE têm utilizado de forma competente e criativa os recursos oferecidos pelas novas tecnologias digitais. No caso do colégio de Porto Alegre, além de transmitir conteúdos referentes à disciplina, a proposta foi também de incentivar a integração entre os alunos e a reflexão crítica sobre a organização das sociedades. Divididos em grupos, os alunos criaram clãs com civilizações escolhidas por eles e, como os jogos são de estratégia em tempo real, tiveram de escolher sua localização geográfica; analisar os recursos econômicos e humanos de sua civilização e definir estratégias políticas e sociais. Conforme explica o professor Eloenes Silva, “além de permitir uma grande interação com os colegas, os jogos auxiliam no ensino-aprendizagem do aluno e são uma forma interativa e lúdica de assimilar o conteúdo dado em sala de aula”.  
  Em seu quarto ano de realização, a Avaliação Institucional da Rede Salesiana de Escolas (RSE) firma-se como instrumento fundamental para melhorar os processos de gestão nas instituições de ensino participantes.   Nos dias 28 e 29 de agosto, mais uma etapa da 4ª Jornada de Avaliação Institucional da Rede Salesiana de Escolas (RSE) chegou ao fim. Em 92 escolas da Rede, alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio se mobilizaram para o processo, além de educadores, gestores e familiares. O programa de avaliação deste ano teve testes de Leitura, Matemática e Produção Textual, realizados por mais de 16.500 alunos da Rede, e um questionário de atitudes e valores para alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, que foi respondido por cerca de 45.700 estudantes.  
Wednesday, 10 October 2012 12:30

Participação política vai muito além do voto

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  Em época de eleições, a reflexão política ganha destaque nas escolas. Na educação salesiana, entretanto, o incentivo à participação do jovem na política vai muito além de exercer o direito ao voto: trata-se de ter uma postura crítica, propositiva e atuante na sociedade.     No último dia 7 de outubro, cerca de 140 milhões de brasileiros, em 5.568 municípios, participaram do primeiro turno das eleições municipais. Os eleitores tiveram a tarefa de escolher os prefeitos e vereadores que vão representá-los pelos próximos quatro anos, e que deveriam exercer suas funções de administradores públicos e legisladores de forma ética, justa e em nome do bem comum. Embora o voto seja obrigatório apenas a partir dos 18 anos, quase três milhões de eleitores (2% do total) têm 16 ou 17 anos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Só no mês de maio de 2012, cerca de 12 mil jovens nessa faixa etária procuraram os cartórios eleitorais no Estado de São Paulo para requerer o título de eleitor. Esses jovens, que foram às urnas pela primeira vez, mesmo sem ter a obrigação disso, representam um novo time de cidadãos que já entendeu a importância do seu papel no contexto político do país. O interesse dos jovens em fazer parte das eleições revela que é fundamental incentivá-los, desde cedo, a participar de ações que os coloquem como protagonistas na discussão política. O caminho pode ser desde a organização de debates políticos com a participação efetiva dos jovens, até a eleição de representantes de classe e lideranças escolares – uma atividade política que pode ser exercida inclusive por alunos do Ensino Fundamental.  
O lip dub da Rede Salesiana de Escolas (RSE) chegou ao fim após mobilizar várias escolas, alunos e educadores em todo o Brasil. Embalados pelo hino da RSE, os estudantes gravaram clipes musicais animados, mostrando os espaços dos colégios e atividades comuns na rotina escolar, como o esporte, o teatro e a dança. De forma sincronizada, os jovens apresentaram coreografias animadas e se uniram para formar figuras que simbolizavam a paz, o amor e o respeito à pedagogia salesiana.   Escolas da RSE participam da criação de Lip dubs   O lip dub da RSE, a maior ação do gênero realizada no Brasil, teve a participação intensa de 43 escolas em 16 estados brasileiros. Entre os dias 15 de agosto e 26 de setembro, a página dos vídeos (www.rse.org.br/minha-escola) teve cerca de 36 mil visualizações. A ação movimentou também as redes sociais, onde muitos usuários partilharam e comentaram as produções. “Foi muito gratificante ver diretores, alunos, educadores, todos unidos mostrando a integração e a alegria dos ambientes das escolas. O entusiasmo com que a proposta foi recebida nos colégios da RSE valeu os esforços da equipe. O resultado foi muito positivo. As escolas participantes têm agora também um ponto de partida para futuras ações de comunicação, um rico material para ser usado em campanhas de matrícula e eventos educacionais. Estamos muito satisfeitos”, afirma o assessor Célio Ballona Júnior, responsável pela Equipe de Comunicação da RSE.   No geral, a ação também foi muito bem avaliada pelas escolas participantes. É o caso do Colégio Salesiano Região Oceânica de Niterói,RJ, uma das unidades que gravaram o vídeo recentemente. “Alunos e educadores vivenciaram ‘o entusiasmo de ser aluno salesiano’. O nível de comprometimento de todos os participantes revelou o clima alegre de familiaridade e confiabilidade que existe entre educandos e educadores. Foi um momento marcante na vida do colégio!”, afirmou Sérgio Baruffi, diretor executivo do Região Oceânica. A impressão positiva é partilhada pela supervisora de pastoral, Natália Nóbrega, que ajudou a coordenar a ação promocional no colégio: “Nós da pastoral, desde que recebemos a proposta da RSE de montar o lip dub, tínhamos a certeza de que seria um momento especial em nossa escola. Já tínhamos essa confiança, mas naquele dia ficou evidente que somos um time, somos uma família!”, destacou.   Os vídeos estão disponíveis no site www.rse.org.br/minha-escola.       RSE Informa  
Lideranças, gestores e animadores dos seis polos da Rede Salesiana de Escolas (RSE) estiveram reunidos no Centro de Convenções Israel Pinheiro, em Brasília – DF, entre os dias 27 e 29 de setembro, para o IX ENCPOLOS. Os participantes avaliaram a execução do planejamento de 2012 e, com entusiasmo, projetaram as ações para 2013.   Embalados pelos novos desafios, os 30 participantes do evento reafirmaram sua crença na missão educativa salesiana e no projeto educativo pastoral que concretiza essa missão. “O tom deste encontro foi a determinação estratégica de avançar. Nesse sentido, os novos projetos aprovados visam apoiar a qualificação educativa/pastoral da ação educacional nas comunidades salesianas”, afirmou o Padre Nivaldo Luiz Pessinatti, que, em conjunto com a Irmã Ivanette Duncan de Miranda, compõe a Diretoria Executiva da RSE.   Avaliação e projetos A tarde de 27 de setembro e a manhã do dia 28 foram dedicadas à partilha do que foi realizado nos polos em 2011 e 2012, com ênfase nos desafios encontrados e nos acertos conquistados em cada região do País. Para isso, os seis polos da Rede (com sedes em Manaus, Recife, Campo Grande, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre) apresentaram relatórios previamente preparados. A segunda parte do encontro foi dedicada à apresentação dos planos de ação dos polos para 2013 e à sua discussão conjunta.   A organização e a importância do encontro foram elogiadas pelos participantes, como a gestora do Polo BH, Rita Jellinek: “A iniciativa do ENCPOLOS é extremamente elucidativa e coerente com as propostas de rede. A organização proposta é estratégica do ponto de vista da partilha das ações que vimos empreendendo e da discussão dos projetos em andamento. Gerenciar animando e animar gerenciando é a nossa tônica e dentro deste preceito, compartilhar opiniões, olhares e definições com todos os gestores, animadores, secretárias e diretoria executiva da RSE é um alinhamento fundamental para nossa jornada”, afirmou.   Tiveram destaque nas discussões a implementação do projeto de formação continuada e o aproveitamento pleno dos relatórios de avaliação institucional e de gestão educacional, que foram revisitados à luz da construção do Material Didático Digital – MDD. “Para realizar essa tarefa, os participantes re-projetaram os principais serviços oferecidos às escolas salesianas do Brasil, na perspectiva de realizar um projeto educativo pastoral significativo”, ressaltou Pe. Pessinatti. O planejamento incluiu entre os tópicos o plano de formação, a avaliação institucional, a comunicação e a gestão educacional. Ao final do Encontro, os polos tiveram espaço ainda para reuniões em separado, nas quais foram definidos os encaminhamentos específicos e o calendário de reuniões internas.  
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  “Ninguém nasce odiando alguém por sua cor, raça ou religião. Se nós aprendemos a odiar, podemos também aprender a ensinar a amar” (Nelson Mandela).   O resgate que a Campanha da Fraternidade faz revela a riqueza de diferentes saberes que ajudam na formação da identidade dos indivíduos e das sociedades. A CF, durante os seus 50 anos de existência, abordou temas centrais da sociedade brasileira e de abrangência planetária. Por isso, é de extrema relevância que os espaços educacionais mergulhem nos temas propostos por cada CF e contribuam para que o mundo se torne cada vez melhor e a vida se efetive com qualidade para todos. O tema escolhido para 2013, ”Fraternidade e Juventude”, tem tudo a ver com a razão de ser da escola salesiana, que é prestar um serviço de excelência à juventude, centrado na missão de “evangelizar educando e educar evangelizando”. Tendo em vista a importância da prática da fraternidade nos processos educativos, esse texto analisa os desafios da sociedade na atualidade e a importância dos referenciais para a formação da identidade. Formação que, segundo a CF, se efetiva a partir de relações fraternas e que fortalece a esperança das juventudes.  
  O verãoexplode com o desejo de férias e fugir da rotina, o desejo de novas experiências e relações gratificantes. Para muitos jovens, é o momento de diversão e aventura, mas também a tentação de viver os próprios sentimentos sob o signo do consumismo. O coração tem calor e não faltam as oportunidades:você está um pouco fora de casa, longe da supervisão de um adulto; se entretém longamente com seus pares e dispõe de tempo livre que pode ser transformado em um espaço de pequenas e grandes transgressões. Esta bela estação éa prova de fogo na educação afetiva de um adolescente: é o período em que os pais verificam se foram capazes de ensinar a seus filhos que o amor é uma coisa séria e desafiadora e que os afetos não podem ser administrados de um modo tão emocional. Amar alguém não pode ser reduzido a um passatempo divertido; é uma responsabilidade a ser encarada sem superficialidade.  
  Iniciado pela Rede Salesiana de Escolas, o projeto Evangelis, com revistas em formato de mangá, transmite a mensagem do Evangelho de maneira diferente e criativa.   Atenta ao sucesso que o mangá – esse tradicional e divertido gênero de quadrinhos proveniente da cultura japonesa – alcança entre os jovens brasileiros, a Rede Salesiana de Escolas (RSE) iniciou, neste ano, o projeto Evangelis. Trata-se de uma série de revistas em quadrinhos, no formato de mangá, criadas pelo quadrinista Herbert Barbosa para narrar a história de Jesus Cristo de um modo diferente e ilustrativo. “A razão da aprovação do Projeto Mangá Evangelis é que ele apresenta a riqueza do mundo bíblico de uma forma atraente e cativante que, sem dúvida, atingirá os alunos salesianos”, explica Antonio Boeing, assessor de Pastoral da RSE.  
    No dia 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral da recém-nascida Nações Unidas adotava, em Paris, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pela primeira vez, na história da humanidade, tinha sido produzido um documento relativo aos seres humanos, sem qualquer distinção; pela primeira vez, se sancionava a existência de direitos dos quais todo ser humano deve poder gozar pela única razão de estar no mundo. Reconhece-se que cada pessoa, mesmo que culpada dos piores delitos, conserva seus direitos e deve ser respeitada.   O documento tem uma importância histórica fundamental: é o primeiro ato internacional que sanciona universalmente os direitos que competem ao ser humano enquanto tal. A Declaração Universal dos Direitos do Homem representa um texto comum aos países no que diz respeito a objetivos e aspirações, é uma visão compartilhada de como o mundo deveria se tornar segundo a comunidade internacional de então, um mundo onde a convivência humana é possível no desejo de paz e de respeito recíproco.   A Declaração afirma interdependentes e indivisíveis todos os direitos humanos, reconhecendo, em seu preâmbulo, a dignidade de todos os membros da família humana como fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.   Desde 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi traduzida em mais de 3000 línguas e dialetos: o Escritório dos Direitos Humanos do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) colaborou para apresentar a tradução da Declaração em língua Yanomami graças às nossas irmãs presentes em território venezuelano.   A Declaração é um dos mais conhecidos e mais vezes citado documento sobre direitos humanos no mundo e foi aplicada muitas vezes para a defesa e a promoção dos direitos dos povos. Seus princípios, inicialmente considerados não vinculantes juridicamente, com o passar do tempo, foram reconhecidos pela comunidade internacional como lei costumeira, para a qual não é necessária nem a firma, nem a ratificação por parte dos Estados, para que suas normas sejam reconhecidas como força de lei em todo o mundo. Os princípios expressos na Declaração continuam ainda hoje a inspirar as legislações nacionais, além das Constituições de muitos Estados de independência recente.   À Declaração se seguiram o Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos Humanos, ambos adotados unanimemente pela Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 16 de dezembro de 1966, passando a vigorar em 1976.   A Declaração é um texto que está na base da vida civil, e mesmo que no texto não se fale da mensagem evangélica, por trás da proposta dos direitos do homem percebe-se o que Jesus viveu, anunciou, testemunhou. Todavia, hoje ainda, a Declaração não encontra a sua plena realização em uma humanidade que continua a aterrorizar a si mesma através de guerras, escravidão, violência, opressão, xenofobia, fome, analfabetismo, tortura, discriminações.   Parece que os direitos humanos estão hoje no centro de uma interminável conflitualidade por causa da falta de sua aplicação em tantas partes do mundo e pela multiplicidade dos sujeitos aos quais se referem. O verdadeiro desafio, para os anos futuros, permanece aquele de trabalhar incessantemente, recorrendo a todos os instrumentos colocados à disposição do direito, e do sistema ONU, para ver respeitados universalmente os direitos humanos e para obrigar os Estados a garantirem as liberdades fundamentais do homem de hoje e de amanhã.   Filhas de Maria Auxiliadora
Saturday, 03 November 2012 12:58

Cidadania passo a passo

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  Márcia Raquel Rolon, ex-aluna salesiana do Centro de Estudos Imaculada Conceição (CENIC), é fundadora e diretora do Moinho Cultural Sul-americano, entidade que promove a inserção social por meio da cultura e da arte.   Quando fundou o Moinho Cultural Sul-americano, em 2004, Márcia Raquel Rolon tinha um objetivo claro: diminuir o risco social para crianças e adolescentes que vivem na fronteira entre Brasil e Bolívia, promovendo a cidadania por meio da arte, da música e da dança. Hoje ela colhe os frutos desse trabalho. A entidade é reconhecida como um dos principais centros de promoção cultural e social da América do Sul, e Márcia foi eleita vice-prefeita de Corumbá, MS, nas últimas eleições realizadas em outubro, com a proposta de levar essa ação em defesa da juventude para o âmbito governamental. Nesta entrevista, a ex-aluna salesiana fala do Moinho Cultural e da influência da pedagogia salesiana em sua vida.  
  As ferramentas digitais são cada vez mais utilizadas na Rede Salesiana de Escolas, tornando as aulas mais envolventes e interessantes, e facilitando a construção do conhecimento.   Os alunos do 6º e do 7º ano do ensino fundamental no Colégio Salesiano Dom Bosco, em Porto Alegre, RS, aprenderam mais sobre as civilizações antigas e suas principais características de uma maneira bem diferente. Divididos em grupos, eles foram convidados pelo professor de História do colégio, Eloenes Silva, a jogar videogames ambientados em períodos da história antiga. Ao acrescentar os jogos às ferramentas de ensino tradicionais, o colégio conseguiu envolver os alunos, aumentar o interesse deles pelo estudo e tornar as aulas mais descontraídas e participativas. A iniciativa do Colégio Dom Bosco é um exemplo de como as escolas da RSE têm utilizado de forma competente e criativa os recursos oferecidos pelas novas tecnologias digitais. No caso do colégio de Porto Alegre, além de transmitir conteúdos referentes à disciplina, a proposta foi também de incentivar a integração entre os alunos e a reflexão crítica sobre a organização das sociedades. Divididos em grupos, os alunos criaram clãs com civilizações escolhidas por eles e, como os jogos são de estratégia em tempo real, tiveram de escolher sua localização geográfica; analisar os recursos econômicos e humanos de sua civilização e definir estratégias políticas e sociais. Conforme explica o professor Eloenes Silva, “além de permitir uma grande interação com os colegas, os jogos auxiliam no ensino-aprendizagem do aluno e são uma forma interativa e lúdica de assimilar o conteúdo dado em sala de aula”.  
  Em seu quarto ano de realização, a Avaliação Institucional da Rede Salesiana de Escolas (RSE) firma-se como instrumento fundamental para melhorar os processos de gestão nas instituições de ensino participantes.   Nos dias 28 e 29 de agosto, mais uma etapa da 4ª Jornada de Avaliação Institucional da Rede Salesiana de Escolas (RSE) chegou ao fim. Em 92 escolas da Rede, alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio se mobilizaram para o processo, além de educadores, gestores e familiares. O programa de avaliação deste ano teve testes de Leitura, Matemática e Produção Textual, realizados por mais de 16.500 alunos da Rede, e um questionário de atitudes e valores para alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, que foi respondido por cerca de 45.700 estudantes.  
Wednesday, 10 October 2012 12:30

Participação política vai muito além do voto

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  Em época de eleições, a reflexão política ganha destaque nas escolas. Na educação salesiana, entretanto, o incentivo à participação do jovem na política vai muito além de exercer o direito ao voto: trata-se de ter uma postura crítica, propositiva e atuante na sociedade.     No último dia 7 de outubro, cerca de 140 milhões de brasileiros, em 5.568 municípios, participaram do primeiro turno das eleições municipais. Os eleitores tiveram a tarefa de escolher os prefeitos e vereadores que vão representá-los pelos próximos quatro anos, e que deveriam exercer suas funções de administradores públicos e legisladores de forma ética, justa e em nome do bem comum. Embora o voto seja obrigatório apenas a partir dos 18 anos, quase três milhões de eleitores (2% do total) têm 16 ou 17 anos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Só no mês de maio de 2012, cerca de 12 mil jovens nessa faixa etária procuraram os cartórios eleitorais no Estado de São Paulo para requerer o título de eleitor. Esses jovens, que foram às urnas pela primeira vez, mesmo sem ter a obrigação disso, representam um novo time de cidadãos que já entendeu a importância do seu papel no contexto político do país. O interesse dos jovens em fazer parte das eleições revela que é fundamental incentivá-los, desde cedo, a participar de ações que os coloquem como protagonistas na discussão política. O caminho pode ser desde a organização de debates políticos com a participação efetiva dos jovens, até a eleição de representantes de classe e lideranças escolares – uma atividade política que pode ser exercida inclusive por alunos do Ensino Fundamental.  
O lip dub da Rede Salesiana de Escolas (RSE) chegou ao fim após mobilizar várias escolas, alunos e educadores em todo o Brasil. Embalados pelo hino da RSE, os estudantes gravaram clipes musicais animados, mostrando os espaços dos colégios e atividades comuns na rotina escolar, como o esporte, o teatro e a dança. De forma sincronizada, os jovens apresentaram coreografias animadas e se uniram para formar figuras que simbolizavam a paz, o amor e o respeito à pedagogia salesiana.   Escolas da RSE participam da criação de Lip dubs   O lip dub da RSE, a maior ação do gênero realizada no Brasil, teve a participação intensa de 43 escolas em 16 estados brasileiros. Entre os dias 15 de agosto e 26 de setembro, a página dos vídeos (www.rse.org.br/minha-escola) teve cerca de 36 mil visualizações. A ação movimentou também as redes sociais, onde muitos usuários partilharam e comentaram as produções. “Foi muito gratificante ver diretores, alunos, educadores, todos unidos mostrando a integração e a alegria dos ambientes das escolas. O entusiasmo com que a proposta foi recebida nos colégios da RSE valeu os esforços da equipe. O resultado foi muito positivo. As escolas participantes têm agora também um ponto de partida para futuras ações de comunicação, um rico material para ser usado em campanhas de matrícula e eventos educacionais. Estamos muito satisfeitos”, afirma o assessor Célio Ballona Júnior, responsável pela Equipe de Comunicação da RSE.   No geral, a ação também foi muito bem avaliada pelas escolas participantes. É o caso do Colégio Salesiano Região Oceânica de Niterói,RJ, uma das unidades que gravaram o vídeo recentemente. “Alunos e educadores vivenciaram ‘o entusiasmo de ser aluno salesiano’. O nível de comprometimento de todos os participantes revelou o clima alegre de familiaridade e confiabilidade que existe entre educandos e educadores. Foi um momento marcante na vida do colégio!”, afirmou Sérgio Baruffi, diretor executivo do Região Oceânica. A impressão positiva é partilhada pela supervisora de pastoral, Natália Nóbrega, que ajudou a coordenar a ação promocional no colégio: “Nós da pastoral, desde que recebemos a proposta da RSE de montar o lip dub, tínhamos a certeza de que seria um momento especial em nossa escola. Já tínhamos essa confiança, mas naquele dia ficou evidente que somos um time, somos uma família!”, destacou.   Os vídeos estão disponíveis no site www.rse.org.br/minha-escola.       RSE Informa  
Lideranças, gestores e animadores dos seis polos da Rede Salesiana de Escolas (RSE) estiveram reunidos no Centro de Convenções Israel Pinheiro, em Brasília – DF, entre os dias 27 e 29 de setembro, para o IX ENCPOLOS. Os participantes avaliaram a execução do planejamento de 2012 e, com entusiasmo, projetaram as ações para 2013.   Embalados pelos novos desafios, os 30 participantes do evento reafirmaram sua crença na missão educativa salesiana e no projeto educativo pastoral que concretiza essa missão. “O tom deste encontro foi a determinação estratégica de avançar. Nesse sentido, os novos projetos aprovados visam apoiar a qualificação educativa/pastoral da ação educacional nas comunidades salesianas”, afirmou o Padre Nivaldo Luiz Pessinatti, que, em conjunto com a Irmã Ivanette Duncan de Miranda, compõe a Diretoria Executiva da RSE.   Avaliação e projetos A tarde de 27 de setembro e a manhã do dia 28 foram dedicadas à partilha do que foi realizado nos polos em 2011 e 2012, com ênfase nos desafios encontrados e nos acertos conquistados em cada região do País. Para isso, os seis polos da Rede (com sedes em Manaus, Recife, Campo Grande, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre) apresentaram relatórios previamente preparados. A segunda parte do encontro foi dedicada à apresentação dos planos de ação dos polos para 2013 e à sua discussão conjunta.   A organização e a importância do encontro foram elogiadas pelos participantes, como a gestora do Polo BH, Rita Jellinek: “A iniciativa do ENCPOLOS é extremamente elucidativa e coerente com as propostas de rede. A organização proposta é estratégica do ponto de vista da partilha das ações que vimos empreendendo e da discussão dos projetos em andamento. Gerenciar animando e animar gerenciando é a nossa tônica e dentro deste preceito, compartilhar opiniões, olhares e definições com todos os gestores, animadores, secretárias e diretoria executiva da RSE é um alinhamento fundamental para nossa jornada”, afirmou.   Tiveram destaque nas discussões a implementação do projeto de formação continuada e o aproveitamento pleno dos relatórios de avaliação institucional e de gestão educacional, que foram revisitados à luz da construção do Material Didático Digital – MDD. “Para realizar essa tarefa, os participantes re-projetaram os principais serviços oferecidos às escolas salesianas do Brasil, na perspectiva de realizar um projeto educativo pastoral significativo”, ressaltou Pe. Pessinatti. O planejamento incluiu entre os tópicos o plano de formação, a avaliação institucional, a comunicação e a gestão educacional. Ao final do Encontro, os polos tiveram espaço ainda para reuniões em separado, nas quais foram definidos os encaminhamentos específicos e o calendário de reuniões internas.  
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