Segunda, 11 Novembro 2013 12:27

Comunicação e evangelização na era digital

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Bispos brasileiros participam de curso de comunicação Entre os dias 4 e 8 de novembro, cerca de 50 bispos participaram do segundo Curso de Comunicação para bispos, realizado na Casa de Encontros ‘Colônia Salesiana’, localizada em Jaboatão do Guararapes, região metropolitana de Recife. Com a temática “Comunicação e evangelização na era digital: uma abordagem teórico-prática”, o curso teve a finalidade de oferecer aos bispos a possibilidade de refletir e debater sobre a comunicação e os desafios da evangelização nos contextos culturais, gerados pelas novas tecnologias.
Mais de 50 bispos estiveram reunidos na Casa de Retiros salesiana, em Jaboatão-Colônia, nos dias 4 a 8 de novembro, participando de um Curso de Comunicação. A iniciativa foi da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, com o apoio do CELAM e do Pontifício Conselho para a Cultura e as Comunicações Sociais. O Curso abordou o tema “Comunicação e Evangelização na era digital”. Um dos conferencistas, o padre jesuíta Antonio Spadaro, é diretor da prestigiada Revista Civiltà Catolica, com 18 livros publicados. Professor da Universidade Gregoriana, Spadaro surpreendeu recentemente com a publicação de uma longa entrevista com o Papa Francisco. Durante o Curso, o jesuíta concedeu entrevista ao Pe. João Carlos para a televisão local.
Começou no domingo, 27 de outubro, a oitava edição do Mutirão de Comunicação (Muticom), promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Signis Brasil e Arquidiocese de Natal, cidade sede do evento. O Muticom segue até o dia 1º de novembro, com cerca de 700 participantes provenientes de diversas partes do país, especialmente profissionais de comunicação, agentes de pastoral, padres, bispos e religiosos, além de estudantes da área de comunicação. Nesta edição, o evento contou com a parceria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), através do Departamento de Comunicação (DECOM), da Superintendência de Comunicação (Comunica) e do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia (PPgEM).
Para celebrar os 200 anos de nascimento de Dom Bosco, a Família Salesiana do Brasil preparou um presente especial: um CD duplo, cantado e inspirado em sua vida e ação. Uma prévia deste presente, preparado com carinho por seus fãs, filhos e seguidores, já estará disponível no próximo dia 16 de agosto, no pré-lançamento do CD.
Em homenagem ao bicentenário de nascimento de Dom Bosco (1815 – 2015), os padres salesianos Gildásio Mendes e Osmar Bezutte coordenam a gravação de um CD duplo, com músicas inspiradas na vida e na obra de Dom Bosco. Intitulado Dom Bosco, Amigo dos Jovens, o CD está sendo produzido e gravado no estúdio Comep-Paulinas, na cidade de São Paulo, SP. O trabalho tem a participação de diversos artistas católicos, entre os quais as cantoras Dalva Tenório, Andréia Zanardi e Karla Fioravante, integrantes do Grupo Cantores de Deus. De acordo com os padres Gildásio e Osmar, os dois juntos já compuseram 26 canções sobre Dom Bosco. No primeiro CD – patrocinado pela Missão Salesiana de Mato Grosso – será feita a releitura de algumas dessas músicas, já conhecidas pela Família Salesiana, como “O Senhor colocou-nos no mundo” e “Casa na colina”. O segundo disco, subsidiado pela Cisbrasil, apresenta 12 composições inéditas, com ritmos variados que vão desde o rap e pop até o sertanejo. Nele estão canções como “Perto ou longe eu penso em vocês”, “Paralelos 15 e 20”, “Águias jovens”, “Sonho dos 9 anos” e “Hino do Bicentenário” (tradução do espanhol). Os arranjos dos dois CDs estão sob a responsabilidade do maestro Karan. O lançamento está previsto para agosto, mês em que é celebrado o aniversário de Dom Bosco, com um evento em Brasília, DF. (Camila Santos e Marcelo Armôa)
Quarta, 17 Julho 2013 18:43

Música, caminho para a evangelização

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Dalva Tenório, do grupo Cantores de Deus, fala ao Boletim Salesianosobre a trajetória do grupo, a evangelização por meio da música e como a educação salesiana influenciou sua vida e sua carreira.   O grupo Cantores de Deus é considerado um dos principais expoentes do segmento católico. Com mais de 15 anos de história, o grupo já soma sete CDs e um DVD, além da realização de vários shows pelo Brasil e no exterior. Em 2009, após várias mudanças desde a sua formação inicial, o grupo assumiu uma nova fase, com as integrantes Dalva Tenório, Karla Fioravante e Andréia Zanardi. Em entrevista ao Boletim Salesiano, Dalva conta um pouco de sua história e do desejo de continuar evangelizando através da música. Fala também de sua participação no CD Dom Bosco, Amigo dos Jovens, projeto especial para a celebração do bicentenário de nascimento de Dom Bosco.
Sexta, 21 Junho 2013 16:32

Os desafios da educação na era digital

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Vivemos em um tempo de transformações rápidas, momento da história da evolução humana.  Tempo tão veloz que se torna difícil seguir o curso normal das coisas. A corrida da era digital está apenas começando. Novas formas de interagir, comunicar, informar, educar. Estamos diante de uma realidade jamais imaginada, e de um futuro de incertezas e desafios. Um mundo construído com novas informações, de diferentes formas: onde estamos, o que fazemos e do que gostamos. O que devemos fazer com essas informações? Uma alternativa é “viver intensamente” o tempo presente e compreender um futuro em que a tecnologia irá nos direcionar por caminhos jamais imaginados. Por outro lado, um mundo onde é fundamental preparar a geração dos chamados “nativos”, os nascidos na era digital, não apenas para o uso das mídias ou um bom desempenho escolar, mas também para os valores humanos, éticos e para o respeito das diversidades. A escola e o docente precisam valorizar a tecnologia como instrumento de aprendizagem e, ao mesmo tempo, entender que tal tarefa não é simples. É preciso deixar de lado a forma como fomos educados, no processo linear, na família, na Igreja e na sociedade. “Pois o “digital” possibilita outro modo de pensar, outra forma de construir o conhecimento, pautado em uma lógica não mais linear, mas em um conjunto de nós ligados por conexões” (Pierre Levy).
Padre Filiberto González, conselheiro geral para as Comunicações Sociais da Congregação Salesiana, falou ao portal “Vatican Insider” sobre como a importância das redes sociais para a Família Salesiana (FS). Leia a entrevista abaixo:   Como está a Família Salesiana na área das Comunicações Sociais? Penso que sempre estivemos dentro deste mundo e desta atmosfera das Comunicações Sociais. Dom Bosco era um homem de proa nesta área, antes, diria, de muita santa ambição, porque desejava conquistar todas as almas possíveis para Deus. Quando escreveu a circular sobre a “Difusão dos bons livros”, afirmou que se tratava de uma das prioridades apostólicas que Deus lhe havia confiado. Entretanto acho também que neste âmbito nos tenham por vezes faltado a coragem, a criatividade e a visão educativo-pastoral de Dom Bosco.   Por que os salesianos deveriam estar nas "social networks". Tem sentido que eles usem Facebook e Twitter para seu apostolado? A exemplo de Dom Bosco e a pedido das nossas Constituições, existem alguns critérios de fundo que podem aplicar-se aos novos tempos, às novas culturas e aos novos jovens. Tais critérios se podem exprimir com pequenas frases como, por exemplo, onde estão os jovens, ali estão os salesianos; o salesiano é aberto e cordial, pronto a dar o primeiro passo; o salesiano acolhe os valores do mundo e abstém-se de lamuriar acerca do próprio tempo: aceita tudo o que há de bom, especialmente se for do agrado dos jovens. Mas não basta, porque falta a coisa mais importante: quem comunicará o amor de Deus aos milhões de jovens que habitam o novo continente digital e se comunicam entre si em novos espaços e com novas linguagens? Penso que se trate do continente mais juvenil, e por isso, mais salesiano. A salvação dos jovens torna-se o critério mais importante para estar presentes e viver nas "social networks".   Podem as "social networks" tornar-se para muitos salesianos um novo tipo de oratório em que encontrar-se com os jovens? Estou convencido disso. Trata-se do oratório físico e do oratório virtual, ambos reais: juntos! Em ambos os oratórios há e vivem jovens que buscam alguma coisa: conhecer, partilhar, dialogar, exprimir-se, fazer amigos... Falta quem os acompanhe com abertura e autenticidade de vida, sem preconceitos, e valorizando sempre a nova cultura. O bom do oratório é que, sendo um espaço aberto que se radica na qualidade dos relacionamentos e das propostas, faz todo o mundo crescer. Tais redes sociais são um espaço adaptado para criar clima de família, de amizade, de educação mútua, de busca a Deus. Neste novo tipo de oratório encontram espaço valores e atividades em que os jovens são os protagonistas, os criadores acompanhados, como Dom Bosco queria e fazia em Valdocco.   InfoANS
  O conselheiro geral para as Comunicações Sociais da Congregação Salesiana, padre Filiberto Gonzáles Plasencia, esteve no Brasil nos dias 16 de fevereiro a 8 de março para uma visita de animação e incentivo às seis inspetorias SDB do país.   Acompanhar o desenvolvimento das comunicações sociais nas presenças salesianas e incentivar a continuidade do trabalho realizado na área foram os objetivos da visita realizada pelo conselheiro geral para as Comunicações Sociais da Congregação Salesiana, padre Filiberto Gonzáles Plasencia, ao Brasil. Ele esteve no país entre os dias 16 de fevereiro e 8 de março para visitar as seis inspetorias dos Salesianos de Dom Bosco (SDB) e a sede da Conferência dos Salesianos de Dom Bosco do Brasil (Cisbrasil). Em sua passagem pelo Brasil, o conselheiro acompanhou de perto o que tem sido realizado na área de comunicação social em cada uma das inspetorias e também auxiliou no conhecimento e aplicação do novo Sistema Salesiano de Comunicação Social (SSCS). “É essencial continuar a colaborar com os inspetores e os delegados de Comunicação Social no conhecimento e aplicação do novo SSCS. Trata-se de um processo partilhado entre salesianos e leigos que, na medida em que for aplicado, mudará o modo de ver a comunicação social e o seu papel na missão salesiana”, afirmou o conselheiro. Em entrevista ao Boletim Salesiano, padre Filiberto falou de suas impressões sobre a comunicação social no Brasil e apontou os desafios colocados para o próximo período.  
  Em 1933, quando era celebrado o cinquentenário da chegada dos primeiros salesianos ao Brasil, o Boletim Salesiano, em janeiro-fevereiro (ano XXX, n. 1), fez uma edição especial dedicada ao tema. Entre os artigos, publicou na íntegra uma carta de dom Pedro Maria de Lacerda, bispo do Rio de Janeiro, datada de 1883, “pedindo auxílio para a fundação da Obra Salesiana no Brasil”.   Dom Pedro Maria de Lacerda, então bispo do Rio de Janeiro, foi o grande incentivador para a vinda dos salesianos ao Brasil. Seu contato com os salesianos, como conta o próprio bispo, foi em 1875, quando a primeira expedição missionária, dirigindo-se para a Argentina, fez uma breve passagem pelo Brasil: “Corria o mês de Dezembro do ano de 1875, quando na vespera da Festa da Imaculada Conceição [...] nos foi dito em o Palacio Episcopal da Conceição, que na sala de entrada se achavam Padres extrangeiros, que nos queriam vêr e saudar. Eram os primeiros Salesianos, que pela vez primeira pisavam terras da America, vindos da pátria de Colombo e Americo Vespucio [...] Muito ainda folgamos ao pensar, que somos o primeiro Bispo de toda a America que viu, acolheu, festejou e abençoou os filhos espirituais do respeitavel e sábio Padre D. Bosco, famoso na Italia, celebrado na America do Sul e no mundo”. Após este primeiro encontro, vieram outros: na passagem pelo Rio de Janeiro, em 1876, da segunda expedição enviada por Dom Bosco às Américas; na visita feita pelo salesiano padre Luís Lasagna (Dom Lasagna), que coordenava os trabalhos salesianos no continente e foi, depois, o iniciador da obra também no Brasil; e em uma entrevista de dom Lacerda com o próprio Dom Bosco, em 1877, em Roma, na Itália. Em todas essas ocasiões, bem como por meio de cartas e apelos, dom Lacerda insistiu para que Dom Bosco enviasse missionários também ao Brasil e iniciasse aqui sua obra. Conta dom Lacerda: “Foi pois aí nesse Palacio Apostólico do Vaticano, e junto do sagrado tumulo de S. Pedro, que nós pedimos ao mesmo D. Bosco que enviasse para o Rio de Janeiro alguns de seus Salesianos, e tivemos a doce consolação e ventura de ouvir de sua própria boca, palavras de boas e bem fundadas esperanças”. Convidado a conhecer a obra salesiana em Turim, dom Lacerda afirma: “Vimos em Turim maravilhas quasi incríveis, mas realíssimas!... E estas maravilhas se reproduzem dentro em pouco onde quer que êstes homens se estabeleçam, e a prova em nossa America temos nas republicas Argentina e Oriental e na mesma Patagonia. E o que não é menor maravilha, os Salesianos dentro em poucos dias travam amizade com todos pela alegria, que parece o caracter dominante no geral destes bons homens, muito populares, desinteressados, humildes, obedientes, zelosos e amigos da mocidade e do florescimento dos ofícios, artes e letras”. O bispo completa, com esperança que em breve seria retribuída positivamente por Dom Bosco: “Feliz, pois, de nossa Diocese se eles se puderem nela estabelecer e prosperar...”.   Fonte dos originais: Arquivo da Inspetoria Salesiana Nossa Senhora Auxiliadora - SP
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Comunicação e evangelização na era digital

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Bispos brasileiros participam de curso de comunicação Entre os dias 4 e 8 de novembro, cerca de 50 bispos participaram do segundo Curso de Comunicação para bispos, realizado na Casa de Encontros ‘Colônia Salesiana’, localizada em Jaboatão do Guararapes, região metropolitana de Recife. Com a temática “Comunicação e evangelização na era digital: uma abordagem teórico-prática”, o curso teve a finalidade de oferecer aos bispos a possibilidade de refletir e debater sobre a comunicação e os desafios da evangelização nos contextos culturais, gerados pelas novas tecnologias.
Mais de 50 bispos estiveram reunidos na Casa de Retiros salesiana, em Jaboatão-Colônia, nos dias 4 a 8 de novembro, participando de um Curso de Comunicação. A iniciativa foi da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, com o apoio do CELAM e do Pontifício Conselho para a Cultura e as Comunicações Sociais. O Curso abordou o tema “Comunicação e Evangelização na era digital”. Um dos conferencistas, o padre jesuíta Antonio Spadaro, é diretor da prestigiada Revista Civiltà Catolica, com 18 livros publicados. Professor da Universidade Gregoriana, Spadaro surpreendeu recentemente com a publicação de uma longa entrevista com o Papa Francisco. Durante o Curso, o jesuíta concedeu entrevista ao Pe. João Carlos para a televisão local.
Começou no domingo, 27 de outubro, a oitava edição do Mutirão de Comunicação (Muticom), promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Signis Brasil e Arquidiocese de Natal, cidade sede do evento. O Muticom segue até o dia 1º de novembro, com cerca de 700 participantes provenientes de diversas partes do país, especialmente profissionais de comunicação, agentes de pastoral, padres, bispos e religiosos, além de estudantes da área de comunicação. Nesta edição, o evento contou com a parceria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), através do Departamento de Comunicação (DECOM), da Superintendência de Comunicação (Comunica) e do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia (PPgEM).
Para celebrar os 200 anos de nascimento de Dom Bosco, a Família Salesiana do Brasil preparou um presente especial: um CD duplo, cantado e inspirado em sua vida e ação. Uma prévia deste presente, preparado com carinho por seus fãs, filhos e seguidores, já estará disponível no próximo dia 16 de agosto, no pré-lançamento do CD.
Em homenagem ao bicentenário de nascimento de Dom Bosco (1815 – 2015), os padres salesianos Gildásio Mendes e Osmar Bezutte coordenam a gravação de um CD duplo, com músicas inspiradas na vida e na obra de Dom Bosco. Intitulado Dom Bosco, Amigo dos Jovens, o CD está sendo produzido e gravado no estúdio Comep-Paulinas, na cidade de São Paulo, SP. O trabalho tem a participação de diversos artistas católicos, entre os quais as cantoras Dalva Tenório, Andréia Zanardi e Karla Fioravante, integrantes do Grupo Cantores de Deus. De acordo com os padres Gildásio e Osmar, os dois juntos já compuseram 26 canções sobre Dom Bosco. No primeiro CD – patrocinado pela Missão Salesiana de Mato Grosso – será feita a releitura de algumas dessas músicas, já conhecidas pela Família Salesiana, como “O Senhor colocou-nos no mundo” e “Casa na colina”. O segundo disco, subsidiado pela Cisbrasil, apresenta 12 composições inéditas, com ritmos variados que vão desde o rap e pop até o sertanejo. Nele estão canções como “Perto ou longe eu penso em vocês”, “Paralelos 15 e 20”, “Águias jovens”, “Sonho dos 9 anos” e “Hino do Bicentenário” (tradução do espanhol). Os arranjos dos dois CDs estão sob a responsabilidade do maestro Karan. O lançamento está previsto para agosto, mês em que é celebrado o aniversário de Dom Bosco, com um evento em Brasília, DF. (Camila Santos e Marcelo Armôa)
Quarta, 17 Julho 2013 18:43

Música, caminho para a evangelização

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Dalva Tenório, do grupo Cantores de Deus, fala ao Boletim Salesianosobre a trajetória do grupo, a evangelização por meio da música e como a educação salesiana influenciou sua vida e sua carreira.   O grupo Cantores de Deus é considerado um dos principais expoentes do segmento católico. Com mais de 15 anos de história, o grupo já soma sete CDs e um DVD, além da realização de vários shows pelo Brasil e no exterior. Em 2009, após várias mudanças desde a sua formação inicial, o grupo assumiu uma nova fase, com as integrantes Dalva Tenório, Karla Fioravante e Andréia Zanardi. Em entrevista ao Boletim Salesiano, Dalva conta um pouco de sua história e do desejo de continuar evangelizando através da música. Fala também de sua participação no CD Dom Bosco, Amigo dos Jovens, projeto especial para a celebração do bicentenário de nascimento de Dom Bosco.
Sexta, 21 Junho 2013 16:32

Os desafios da educação na era digital

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Vivemos em um tempo de transformações rápidas, momento da história da evolução humana.  Tempo tão veloz que se torna difícil seguir o curso normal das coisas. A corrida da era digital está apenas começando. Novas formas de interagir, comunicar, informar, educar. Estamos diante de uma realidade jamais imaginada, e de um futuro de incertezas e desafios. Um mundo construído com novas informações, de diferentes formas: onde estamos, o que fazemos e do que gostamos. O que devemos fazer com essas informações? Uma alternativa é “viver intensamente” o tempo presente e compreender um futuro em que a tecnologia irá nos direcionar por caminhos jamais imaginados. Por outro lado, um mundo onde é fundamental preparar a geração dos chamados “nativos”, os nascidos na era digital, não apenas para o uso das mídias ou um bom desempenho escolar, mas também para os valores humanos, éticos e para o respeito das diversidades. A escola e o docente precisam valorizar a tecnologia como instrumento de aprendizagem e, ao mesmo tempo, entender que tal tarefa não é simples. É preciso deixar de lado a forma como fomos educados, no processo linear, na família, na Igreja e na sociedade. “Pois o “digital” possibilita outro modo de pensar, outra forma de construir o conhecimento, pautado em uma lógica não mais linear, mas em um conjunto de nós ligados por conexões” (Pierre Levy).
Padre Filiberto González, conselheiro geral para as Comunicações Sociais da Congregação Salesiana, falou ao portal “Vatican Insider” sobre como a importância das redes sociais para a Família Salesiana (FS). Leia a entrevista abaixo:   Como está a Família Salesiana na área das Comunicações Sociais? Penso que sempre estivemos dentro deste mundo e desta atmosfera das Comunicações Sociais. Dom Bosco era um homem de proa nesta área, antes, diria, de muita santa ambição, porque desejava conquistar todas as almas possíveis para Deus. Quando escreveu a circular sobre a “Difusão dos bons livros”, afirmou que se tratava de uma das prioridades apostólicas que Deus lhe havia confiado. Entretanto acho também que neste âmbito nos tenham por vezes faltado a coragem, a criatividade e a visão educativo-pastoral de Dom Bosco.   Por que os salesianos deveriam estar nas "social networks". Tem sentido que eles usem Facebook e Twitter para seu apostolado? A exemplo de Dom Bosco e a pedido das nossas Constituições, existem alguns critérios de fundo que podem aplicar-se aos novos tempos, às novas culturas e aos novos jovens. Tais critérios se podem exprimir com pequenas frases como, por exemplo, onde estão os jovens, ali estão os salesianos; o salesiano é aberto e cordial, pronto a dar o primeiro passo; o salesiano acolhe os valores do mundo e abstém-se de lamuriar acerca do próprio tempo: aceita tudo o que há de bom, especialmente se for do agrado dos jovens. Mas não basta, porque falta a coisa mais importante: quem comunicará o amor de Deus aos milhões de jovens que habitam o novo continente digital e se comunicam entre si em novos espaços e com novas linguagens? Penso que se trate do continente mais juvenil, e por isso, mais salesiano. A salvação dos jovens torna-se o critério mais importante para estar presentes e viver nas "social networks".   Podem as "social networks" tornar-se para muitos salesianos um novo tipo de oratório em que encontrar-se com os jovens? Estou convencido disso. Trata-se do oratório físico e do oratório virtual, ambos reais: juntos! Em ambos os oratórios há e vivem jovens que buscam alguma coisa: conhecer, partilhar, dialogar, exprimir-se, fazer amigos... Falta quem os acompanhe com abertura e autenticidade de vida, sem preconceitos, e valorizando sempre a nova cultura. O bom do oratório é que, sendo um espaço aberto que se radica na qualidade dos relacionamentos e das propostas, faz todo o mundo crescer. Tais redes sociais são um espaço adaptado para criar clima de família, de amizade, de educação mútua, de busca a Deus. Neste novo tipo de oratório encontram espaço valores e atividades em que os jovens são os protagonistas, os criadores acompanhados, como Dom Bosco queria e fazia em Valdocco.   InfoANS
  O conselheiro geral para as Comunicações Sociais da Congregação Salesiana, padre Filiberto Gonzáles Plasencia, esteve no Brasil nos dias 16 de fevereiro a 8 de março para uma visita de animação e incentivo às seis inspetorias SDB do país.   Acompanhar o desenvolvimento das comunicações sociais nas presenças salesianas e incentivar a continuidade do trabalho realizado na área foram os objetivos da visita realizada pelo conselheiro geral para as Comunicações Sociais da Congregação Salesiana, padre Filiberto Gonzáles Plasencia, ao Brasil. Ele esteve no país entre os dias 16 de fevereiro e 8 de março para visitar as seis inspetorias dos Salesianos de Dom Bosco (SDB) e a sede da Conferência dos Salesianos de Dom Bosco do Brasil (Cisbrasil). Em sua passagem pelo Brasil, o conselheiro acompanhou de perto o que tem sido realizado na área de comunicação social em cada uma das inspetorias e também auxiliou no conhecimento e aplicação do novo Sistema Salesiano de Comunicação Social (SSCS). “É essencial continuar a colaborar com os inspetores e os delegados de Comunicação Social no conhecimento e aplicação do novo SSCS. Trata-se de um processo partilhado entre salesianos e leigos que, na medida em que for aplicado, mudará o modo de ver a comunicação social e o seu papel na missão salesiana”, afirmou o conselheiro. Em entrevista ao Boletim Salesiano, padre Filiberto falou de suas impressões sobre a comunicação social no Brasil e apontou os desafios colocados para o próximo período.  
  Em 1933, quando era celebrado o cinquentenário da chegada dos primeiros salesianos ao Brasil, o Boletim Salesiano, em janeiro-fevereiro (ano XXX, n. 1), fez uma edição especial dedicada ao tema. Entre os artigos, publicou na íntegra uma carta de dom Pedro Maria de Lacerda, bispo do Rio de Janeiro, datada de 1883, “pedindo auxílio para a fundação da Obra Salesiana no Brasil”.   Dom Pedro Maria de Lacerda, então bispo do Rio de Janeiro, foi o grande incentivador para a vinda dos salesianos ao Brasil. Seu contato com os salesianos, como conta o próprio bispo, foi em 1875, quando a primeira expedição missionária, dirigindo-se para a Argentina, fez uma breve passagem pelo Brasil: “Corria o mês de Dezembro do ano de 1875, quando na vespera da Festa da Imaculada Conceição [...] nos foi dito em o Palacio Episcopal da Conceição, que na sala de entrada se achavam Padres extrangeiros, que nos queriam vêr e saudar. Eram os primeiros Salesianos, que pela vez primeira pisavam terras da America, vindos da pátria de Colombo e Americo Vespucio [...] Muito ainda folgamos ao pensar, que somos o primeiro Bispo de toda a America que viu, acolheu, festejou e abençoou os filhos espirituais do respeitavel e sábio Padre D. Bosco, famoso na Italia, celebrado na America do Sul e no mundo”. Após este primeiro encontro, vieram outros: na passagem pelo Rio de Janeiro, em 1876, da segunda expedição enviada por Dom Bosco às Américas; na visita feita pelo salesiano padre Luís Lasagna (Dom Lasagna), que coordenava os trabalhos salesianos no continente e foi, depois, o iniciador da obra também no Brasil; e em uma entrevista de dom Lacerda com o próprio Dom Bosco, em 1877, em Roma, na Itália. Em todas essas ocasiões, bem como por meio de cartas e apelos, dom Lacerda insistiu para que Dom Bosco enviasse missionários também ao Brasil e iniciasse aqui sua obra. Conta dom Lacerda: “Foi pois aí nesse Palacio Apostólico do Vaticano, e junto do sagrado tumulo de S. Pedro, que nós pedimos ao mesmo D. Bosco que enviasse para o Rio de Janeiro alguns de seus Salesianos, e tivemos a doce consolação e ventura de ouvir de sua própria boca, palavras de boas e bem fundadas esperanças”. Convidado a conhecer a obra salesiana em Turim, dom Lacerda afirma: “Vimos em Turim maravilhas quasi incríveis, mas realíssimas!... E estas maravilhas se reproduzem dentro em pouco onde quer que êstes homens se estabeleçam, e a prova em nossa America temos nas republicas Argentina e Oriental e na mesma Patagonia. E o que não é menor maravilha, os Salesianos dentro em poucos dias travam amizade com todos pela alegria, que parece o caracter dominante no geral destes bons homens, muito populares, desinteressados, humildes, obedientes, zelosos e amigos da mocidade e do florescimento dos ofícios, artes e letras”. O bispo completa, com esperança que em breve seria retribuída positivamente por Dom Bosco: “Feliz, pois, de nossa Diocese se eles se puderem nela estabelecer e prosperar...”.   Fonte dos originais: Arquivo da Inspetoria Salesiana Nossa Senhora Auxiliadora - SP
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