"Na África não há só problemas, há também vida e esperança"

Quarta, 26 Junho 2019 10:32 Escrito por  Agência Info Salesiana
Em seu relatório sobre as atividades de 2018, as Pontifícias Obras Missionárias apontam a presença de quase 11.000 missionários espanhóis ativos em 1.111 territórios de missão em todo o mundo. Entre eles, está o salesiano padre Manuel Jiménez Castro, que vive na África há 23 anos, antes no Togo e, atualmente, na República Democrática do Congo, onde atua como superior da nova Visitadoria "África Congo Congo" (ACC).  

 

De Kinshasa, ele coordena 10 casas salesianas da Congregação, entre a República Democrática do Congo e a República do Congo.
 

Padre Jiménez tem 59 anos. Fiel ao carisma salesiano, ele cuida para que "a educação e a evangelização dos jovens, especialmente dos mais desfavorecidos", seja promovida nas casas pelas quais é responsável. O trabalho diário abrange vários pontos: centros de acolhimento para menores que não têm família, para os órfãos de guerra ou para crianças rejeitadas, às vezes expulsas da família por serem acusadas de feitiçaria.
 

Para todas elas, as casas salesianas desenvolveram um extenso sistema de formação profissional: "Temos oficinas de carpintaria, alvenaria, mecânica automotiva, solda...", diz o padre Manolo.
 

Para o salesiano, o objetivo principal é que todas possam ter um futuro. "Nossa intenção é dar a esses jovens a oportunidade de ter uma educação e uma formação que lhes possibilite uma vida futura autônoma, independente. Outro objetivo é a reintegração: familiar, sempre que possível, ou, quando não existe essa possibilidade, ao menos social”.
 

As casas salesianas ainda contam com escolas primárias e secundárias, que também são frequentadas por crianças e jovens que têm família. Várias casas possuem uma paróquia que visa ajudar a evangelização em apoio à igreja local. "Cada casa faz uma análise da situação do lugar em que se encontra, identifica as necessidades mais urgentes da população local e estabelece os serviços que possam ser mais úteis".
 

Padre Jiménez conhece bem a realidade da República Democrática do Congo e explica que existem outras doenças além do ebola. "O ebola gera morte quase imediata, mas a verdade é que, na África, em geral, e no Congo, em particular, uma das doenças que causou e continua a causar mais mortes é a malária."
 

O religioso salesiano reconhece que se por um lado a África ainda tem muitos problemas para ser enfrentados, de outro há também "uma série de valores que infelizmente são ignorados, pois divulga-se apenas a face dolorosa e miserável dos países africanos”.
 

“Para mim, que sou africano por adoção, tudo isso dói. Na África, não há apenas problemas. Há também vida e esperança. E é isso que nos deixa felizes ao transcorrer nossas vidas a serviço dessas pessoas que valem a nossa dedicação".
 

Fonte: Agência Info Salesiana

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Última modificação em Quarta, 26 Junho 2019 10:38

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"Na África não há só problemas, há também vida e esperança"

Quarta, 26 Junho 2019 10:32 Escrito por  Agência Info Salesiana
Em seu relatório sobre as atividades de 2018, as Pontifícias Obras Missionárias apontam a presença de quase 11.000 missionários espanhóis ativos em 1.111 territórios de missão em todo o mundo. Entre eles, está o salesiano padre Manuel Jiménez Castro, que vive na África há 23 anos, antes no Togo e, atualmente, na República Democrática do Congo, onde atua como superior da nova Visitadoria "África Congo Congo" (ACC).  

 

De Kinshasa, ele coordena 10 casas salesianas da Congregação, entre a República Democrática do Congo e a República do Congo.
 

Padre Jiménez tem 59 anos. Fiel ao carisma salesiano, ele cuida para que "a educação e a evangelização dos jovens, especialmente dos mais desfavorecidos", seja promovida nas casas pelas quais é responsável. O trabalho diário abrange vários pontos: centros de acolhimento para menores que não têm família, para os órfãos de guerra ou para crianças rejeitadas, às vezes expulsas da família por serem acusadas de feitiçaria.
 

Para todas elas, as casas salesianas desenvolveram um extenso sistema de formação profissional: "Temos oficinas de carpintaria, alvenaria, mecânica automotiva, solda...", diz o padre Manolo.
 

Para o salesiano, o objetivo principal é que todas possam ter um futuro. "Nossa intenção é dar a esses jovens a oportunidade de ter uma educação e uma formação que lhes possibilite uma vida futura autônoma, independente. Outro objetivo é a reintegração: familiar, sempre que possível, ou, quando não existe essa possibilidade, ao menos social”.
 

As casas salesianas ainda contam com escolas primárias e secundárias, que também são frequentadas por crianças e jovens que têm família. Várias casas possuem uma paróquia que visa ajudar a evangelização em apoio à igreja local. "Cada casa faz uma análise da situação do lugar em que se encontra, identifica as necessidades mais urgentes da população local e estabelece os serviços que possam ser mais úteis".
 

Padre Jiménez conhece bem a realidade da República Democrática do Congo e explica que existem outras doenças além do ebola. "O ebola gera morte quase imediata, mas a verdade é que, na África, em geral, e no Congo, em particular, uma das doenças que causou e continua a causar mais mortes é a malária."
 

O religioso salesiano reconhece que se por um lado a África ainda tem muitos problemas para ser enfrentados, de outro há também "uma série de valores que infelizmente são ignorados, pois divulga-se apenas a face dolorosa e miserável dos países africanos”.
 

“Para mim, que sou africano por adoção, tudo isso dói. Na África, não há apenas problemas. Há também vida e esperança. E é isso que nos deixa felizes ao transcorrer nossas vidas a serviço dessas pessoas que valem a nossa dedicação".
 

Fonte: Agência Info Salesiana

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