A Cidade Dom Bosco, obra social da Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT) em Corumbá, MS, recebeu, entre os dias 22 e 26 de março, o delegado regional da América Cone Sul da Congregação Salesiana, padre Natale Vitali Forti, que está incumbido de visitar as obras salesianas em nome do reitor-mor, padre Pascual Chávez.   Os padres Amércio Resende de Oliveira, diretor da Cidade Dom Bosco; Didimo de Campo Filho, diretor de Pastoral; Pascoal Forin, pároco da Igreja São João Bosco; e o irmão Fábio Julio de Souza, administrador da obra, receberam o padre Natale durante a visita à obra construída pelo padre Ernesto Saskida, falecido no último dia 13 de março.   De passagem pela escola, padre Natale falou aos alunos da satisfação que eles devem ter por estudar na Cidade Dom Bosco, porque em toda a Europa ela é conhecida como “a melhor escola pública da cidade de Corumbá". Ele também falou da necessidade dos jovens despertarem seu espírito missionário: "antes da Europa veio o padre Ernesto e construiu essa bela obra para vocês, agora precisamos de jovens que queiram ser missionários na Europa, precisamos dos jovens do Brasil  nas missões fora do Brasil".   Padre Natale solicitou uma reunião com todos os funcionários da obra, onde conheceu cada um e as suas respectivas funções, bem como o funcionamento de cada iniciativa dentro da obra, salientando a importância de cada trabalho para um bem maior na sociedade. Ele também pediu atenção contínua ao destino dos mais pobres  de acordo com a máxima de Dom Bosco: dar mais àqueles aos quais a vida deu menos.   Padre Natale encerrou o seu discurso dizendo que o mais importante na Cidade Dom Bosco é nunca perder a essência da fundação, dada por Padre Ernesto, (...) "a criança mais carente. Se a característica mais importante da obra se perder, essa não será mais a Cidade Dom Bosco".   Missão Salesiana de Mato Grosso  
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  A Obra Social São João Bosco (OSSJB), em Campinas, SP, realizou na manhã de 21 de março o evento PlantAção. O objetivo foi inaugurar um espaço de lazer e convivência para os moradores da Vila Taubaté, com a plantação de 500 mudas, a fim de diminuir o impacto ambiental causado na construção de moradias populares, quando removeram algumas árvores do local. O evento foi realizado em parceria com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), COHAB (Companhia de Habitação), Prefeitura Municipal de Campinas (PMC) e Fundação Eufraten.   A coordenadora do PAC Viracopos, Lucia Silva, abriu o evento agradecendo a participação de todos os presentes e reforçou o compromisso da preservação desta nova área para que a comunidade possa desfrutar o máximo deste “Bosquinho”, nome dado ao local do plantio.    Lúcia passou a palavra ao diretor da OSSJB, Padre Tetuo Koga, salesiano, que parabenizou a ação: “Esse espaço é como a Obra Social: precisamos semear somente o bem, para que, como vocês, sejam árvores fortes e belas”.   Em seguida, o coordenador da OSSJB – Vila Taubaté, Carlos Eduardo Ribeiro Sacolli, deu sequência ao evento apresentando a Banda Ecosoul, composta pelos educandos da OSSJB – Núcleo Santa Rita.   O professor de música, Fábio Carvalho, explicou que o projeto Ecosoul tem por objetivo substituir instrumentos de percussão por materiais recicláveis. Ele parabenizou os jovens instrumentistas pelo bom comportamento e pela excelência nos ritmos. “Foi a primeira vez que a banda tocou para um público grande. Fiquei surpreso com o resultado. Foi ‘show de bola’”.   A educanda Laís dos Santos, 9 anos, confessa que estava nervosa. “Mas depois que comecei a tocar, foi legal. Gostei no final quando todo mundo aplaudiu”, ressaltou. Vitória de Oliveira, 11 anos, também já superou a vergonha de tocar em público: “Essa primeira vez deu pra perceber que não preciso ficar nervosa, que no final dá tudo certo”.   Após a apresentação, as crianças foram agrupadas por idade e, em forma de rodízio, participaram de três atividades: Ecobrinquedoteca, Trilha Perceptiva e Show com Marionetes.   A Ecobrinquedoteca foi ministrada pela pedagoga e bióloga Tereza Miriam Nunes (Zamira), coordenadora da Ecobrinquedoteca do Parque Ecológico – Campinas/ SP. Ela explicou para os educandos que o lixo produzido em casa pode virar brinquedo. Foi com essa proposta que escolheu quatro adolescentes para serem facilitadoras na sala. Trouxe jogos de dama, toca do rato, corrida de cavalo e lince, entre outros. “Tenho 61 anos e nunca parei de brincar na vida. Este é o meu objetivo”, disse Zamira.   Em outro ambiente, foi realizado o show de marionetes com o boneco Adolfo, conduzido pela assessora do coordenador da habitação Norte, Marelice Fonseca. “É a primeira vez que o Adolfo se apresenta para crianças, cantando música sertaneja. Ele está super feliz”, disse ela.   Na trilha perceptiva, os técnicos ambientais Maria do Carmo Barreto e Pedro Gabriel Teixeira, ambos da COHAB, pediram para que as crianças ficassem descalças e com os olhos vendados, para percorrerem um caminho cheio de folhagens, areia e pedras, simbolizando uma mata. Conforme as crianças caminhavam, os técnicos estimulavam os sentidos: audição, tato e olfato. A educanda Ellen Cristina dos Santos, 9 anos, disse que ficou com um frio na barriga. “Parecia que eu estava em uma floresta. Caía água, sentia alguns cheiros e isso foi me tranquilizando. Foi muito legal, quero ir de novo!”.   O PlantAção encerrou-se às 11 hs com um lanche comunitário, preparado pelos organizadores do evento. Cada participante ganhou um squeeze, uma camiseta e um boné personalizado da ação. 
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    Mais de 400 jovens de colégios, obras sociais e paróquias salesianas ligadas aos Salesianos de Dom Bosco (SDB) e às Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) da Inspetoria Salesiana de Nossa Senhora Auxiliadora e da Inspetoria Santa Catarina de Sena, do Estado de São Paulo, participaram do Encontro SDB-FMA Pré-Jornada 2013, realizado no dia 23 de março no complexo do Liceu Coração de Jesus, na Capital paulista. O encontro reuniu aqueles que participarão tanto do Encontro Mundial do Movimento Juvenil Salesiano, a ser realizado às vésperas da Jornada Mundial da Juventude, quanto da própria JMJ.   Após serem saudados pelo delegado para a Pastoral Juvenil Salesiana, padre Roque Sibioni, e pela coordenadora da Articulação da Juventude Salesiana das FMA, irmã Teresa Cristina (Ir. Teça), os jovens assistiram à palestra “Vão e testemunhem a alegria da fé”, tema da carta enviada pelo reitor-mor dos Salesianos, padre Pascual Chávez Villanueva, ao jovens da Articulação da Juventude Salesiana. A palestra foi ministrada pelo padre André Torres, salesiano e referencial para a juventude no Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).   O encontro também propiciou um momento de reflexão bíblica, por meio da Lectio Divina conduzida por assessores religiosos e leigos nas salas de aula do Liceu. Padre Edson Donizetti Castilho, presidiu a Santa Missa.     S. Pedro André           
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A missão salesiana de Galabadja, na capital da República Centro-Africana, em Bangui, enviou nesta segunda-feira, 25 de março, informações sobre a situação na cidade, após o golpe de estado dos rebeldes de Seléka.    “Ontem foi um dia difícil em Bangui. Estávamos em plena celebração do Domingo de Ramos quando os rebeldes tomaram o palácio presidencial. Ouviam-se os tiros de metralhadoras e de armas pesadas”, contou o padre Agustín Cuevas, missionário espanhol, diretor da Obra de Galabadja, à Procuradoria Missionária Salesiana, de Madri.   “Durante a noite continuaram os disparos. Hoje pela manhã está tudo muito mais tranquilo, embora ainda se ouçam disparos – prossegue o padre Cuevas. Aqui em Galabadja estamos bem, mas sabemos que a Missão Dom Bosco, em Damala, foi atacada. Não podemos deixar a missão e nem sequer saber como estão os nossos irmãos e jovens, em Damala”, diz alarmado o padre Agustín.   Depois da fuga do presidente Bozizé e o golpe de estado pelos rebeldes de Seléka, reina em Bangui o caos e também saques. A Cruz Vermelha alerta que há um grande número de feridos e que os hospitais estão lotados. A situação está se tornando cada vez mais difícil, “há escassez de alimento, e os preços dos produtos no mercado estão muito altos” – explica o missionário: uma tendência, aliás, iniciada já há meses.   Na obra de Galabadja, os missionários salesianos cuidam das pessoas mais vulneráveis: dirigem um abrigo que acolhe mais de uma centena de crianças e uma escola elementar frequentada por outras 500. Na obra funciona também um dispensário médico, no qual passam mais de 140 pessoas por semana. Em Damala, os salesianos dirigem um Centro Profissional, no qual se formam centenas de jovens que aspiram a um futuro melhor.   InfoANS
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  O tempo da Quaresma e a Campanha da Fraternidade 2013, que este ano tem a juventude como tema, propiciam um momento especial para refletir sobre o significado da Cruz.   O Evangelho de Jesus foi escrito trinta anos após sua morte. Os discípulos anunciam Jesus e atraem mais seguidores em todas as partes do extenso império romano. Começam as perseguições. Assim como Cristo foi perseguido, torturado e crucificado, também muitos de seus discípulos passam pela mesma situação. Paulo (1Cor 1, 17ss) afirma que a cruz de Cristo é escândalo e loucura. Os romanos tinham três tipos de execução que eram considerados os mais aviltantes de todos: agonizar na cruz, ser devorado pelas feras ou ser queimado vivo na fogueira. A crucifixão não era uma simples execução, mas uma lenta tortura. A flagelação faz parte da execução. Ela era um ato público que não era aplicada aos cidadãos romanos. Havia crucifixões em massa. De acordo com a tradição dos judeus, um homem pendurado numa árvore é uma maldição de Deus. Assim, além da dor, acrescenta-se a maldição.   E Jesus, por que foi condenado e morto na cruz? Jesus foi condenado porque se insurgiu contra o templo. Este foi o último ato da vida pública de Jesus. Os romanos o condenaram como um perturbador indesejável. Jesus é morto por ser perigoso. O profeta do Reino de Deus foi morto pelo representante do Império Romano por instigação e iniciativa da aristocracia do templo. Em uma manhã de abril do ano 30, se encontram frente a frente um réu manietado e indefeso chamado Jesus de Nazaré e o representante do mais poderoso sistema imperial que a história conheceu, Pôncio Pilatos. Deus Pai enviou seu Filho ao mundo para que o mundo fosse salvo. Deus nos ama a ponto de entregar seu próprio Filho (Jo 3,16). A grande opção de Deus assumida por Jesus foi a salvação do mundo pelo serviço e não pela dominação. Esperava-se um Messias dominador, e veio um Messias sofredor, servidor. A vida de Jesus foi uma constante tentação entre o serviço e a dominação. O Evangelho da tentação de Jesus relata isto... Os discípulos também são tentados e tentam Jesus. Jesus morreu na cruz porque foi fiel à sua missão de servo e não de Senhor e dominador. A cruz de Jesus é consequência do estilo de vida que escolheu. A resposta foi a ressurreição de Jesus para a glória. Vida como Jesus viveu não pode morrer. A ressurreição de Jesus é a resposta do amor de Deus à entrega total de Jesus. A ressurreição de Jesus vem afirmar que Deus não se coloca do lado dos que crucificam, dos que excluem, mas sim ao lado dos crucificados, dos excluídos.   A cruz de Jesus e as cruzes do mundo No mundo há muitas cruzes que causam sofrimento. Há três tipos de cruzes, três tipos de sofrimento: - A cruz da condição humana: Como criaturas, somos limitados. Isto pode nos causar dor e sofrimento muitas vezes. A morte natural de um ente querido, a ansiedade de uma escolha, a fragilidade das amizades, tudo isso nos causa dor. Não há como se rebelar contra isso. Aceita-se. - A cruz da maldade humana. Há muito sofrimento inútil no mundo, fruto da injustiça. Uma criança que morre na fila do hospital, um adolescente drogado, um jovem sem emprego... tudo isso é uma cruz muito grande. Não se pode aceitar. Rejeita-se. - A cruz da solidariedade humana. Há muita gente que, além do seu sofrimento, procura ajudar os outros a carregar a sua cruz, sobretudo a da maldade humana. Não se conformam com o sofrimento inútil e buscam o sofrimento e a cruz como forma de solidariedade com quem sofre. Assim foi Jesus. Embora não tenha pecado, assumiu as consequências do pecado da humanidade e sofreu para tirar o sofrimento do mundo.   O jovem e a cruz Estas cruzes também estão presentes na vida dos jovens. Não existe vida fácil para ninguém. É gostoso ser jovem. É alegre ser jovem, mas também é um desafio ser jovem. No Brasil, por exemplo, há uma paridade entre meninos e meninas por ocasião do nascimento. No entanto, na adolescência e juventude, o número de rapazes é muito menor que o de meninas. A morte ronda os rapazes. São eles que mais morrem nos acidentes de trânsito, na overdose de drogas, nos homicídios e latrocínios, nos acidentes de trabalho... Estas cruzes são violentas e causam muita dor. A massa juvenil, sobretudo dos jovens cristãos, não pode ficar indiferente a essa situação. Um jovem ferido, injustiçado, desmoralizado, banalizado... é um desafio para os outros jovens. Antigamente se dizia que era preciso evitar as más companhias. Hoje, deve-se dizer que é preciso incentivar as boas companhias. Dom Bosco dizia que não são os bons que devem ter medo dos maus, mas justamente o contrário. Neste aspecto, Jesus é o nosso grande modelo. Assumiu as dores o mundo, não para se conformar com elas, mas justamente para tirá-las do mundo.   A cruz como símbolo As cruzes nos tribunais, nas casas de família, nas salas de aula, nos cemitérios, nas tatuagens, nos peitos das pessoas, é uma lembrança de que Jesus Cristo morreu na cruz para tirar as cruzes, o sofrimento do mundo. Jesus poderia ter salvo o mundo pela prepotência, pelo poderio, pela destruição poderosa do mal. O caminho assumido por ele foi o do serviço. A cruz de Jesus significa rebaixamento, humilhação, enfraquecimento de Deus para quebrar todas as prepotências do mundo. Um jovem prevalecido, prepotente, é um sinal de que o mundo não tem cura. Ao contrário, um jovem humilde sem ser subserviente, um jovem generoso sem se deixar explorar, é um sinal de que o mundo tem esperança, tem ressurreição.   Padre Marcos Sandrini, SDB, é diretor da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre, RS.
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Teve início no dia 13 de março, na Casa Geral, em Roma, o curso online de Comunicação Social, que envolverá as Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) empenhadas no campo da Comunicação Social. O curso foi inaugurado pela irmã Giuseppina Teruggi, conselheira geral para a Comunicação, que fez uma saudação às participantes, em nome da madre geral do Instituto das FMA, Yvonne Reungoat.   O curso online será realizado em uma sala virtual e será enriquecido semanalmente, com contribuições para a reflexão, o estudo, o aprofundamento e avaliação. Além disso, o curso contará com o acompanhamento das coordenadoras de Comunicação Social, em âmbito inspetorial, para uma relativa animação.   O curso online foi pensado e preparado pela comissão internacional de comunicação, constituída pelo âmbito da Comunicação Social, por algumas FMA peritas, provenientes dos vários continentes e por alguns leigos.   Até agora o curso conta com a participação de 45 FMA e um leigo, provenientes da África 7; América 25; Ásia 4 e Europa 10.   O primeiro módulo do curso traz o tema comunicar: teoria e prática, que prevê como objetivo a aprendizagem e a compreensão da realidade da comunicação e o conhecimento dos elementos básicos que fundamentam a comunicação.   Filhas de Maria Auxiliadora
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Teve início nesta quarta-feira, 20 de março, o XI Encontro Nacional da Rede Salesiana de Escolas (XI ENARSE). Com o tema “Partilhar e inovar para ressignificar a Comunidade Educativa Pastoral”, o XI ENARSE reúne em Brasília, DF, cerca de 200 pessoas, entre diretores, gerentes e assessores nacionais; gestores e animadores dos polos regionais e diretores das mais de 100 instituições de ensino participantes da RSE em todo o Brasil.   A mesa de abertura do ENARSE foi composta pelo presidente da Conferência das Inspetorias dos Salesianos de Dom Bosco no Brasil (Cisbrasil) e da Rede Salesiana Brasil (RSB), padre Nilson Faria dos Santos; pela presidente da Conferência das Inspetorias das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil (CIB) e vice-presidente da RSB, irmã Rosa Idália Pesca; e pelo padre Natale Vitali, delegado do Conselho Geral dos Salesianos de Dom Bosco para a América Cone Sul.   Padre Natale dirigiu algumas palavras aos participantes, em nome do reitor-mor dos Salesianos, padre Pascual Chávez, ressaltando que, ao nos prepararmos para celebrar o bicentenário de Dom Bosco, é necessário que a Família Salesiana assuma três compromissos fundamentais: acreditar na educação salesiana; acreditar no Sistema Educativo de Dom Bosco e acreditar nos jovens. "O educador salesiano deve educar e evangelizar. Ficar próximo aos jovens, fazer com que eles se sintam amados", ressaltou.   Uma das novidades para o encontro deste ano foi a presença de palestrantes internacionais como a do padre Miguel Angel Garcia Morcuende, salesiano, responsável pelo Setor Escola do Dicastério para a Pastoral Juvenil dos Salesianos de Dom Bosco e  Juan Antonio Ojeda Ortiz, lassalista e ex-secretário-geral da Federação das Escolas Católicas da Espanha.   Padre Miguel proferiu a primeira conferência do XI ENARSE, com o tema “Ressignificar a educação salesiana”, centrando sua apresentação no papel da liderança educativa nas escolas salesianas. Em seguida, Juan Antonio abordou o tema “As escolas católicas: ilhas ou elos?”, enfocando as dificuldades para colocar em prática a vontade de efetivar uma rede educacional. Juan Antonio ressaltou ainda que, para um bom trabalho em rede nos ambientes externos, é preciso trabalhar em rede também no ambiente interno à escolas, permitindo que haja colaboração entre os diferentes níveis educativos, áreas disciplinares e agentes educacionais (professores, pais, alunos, monitores, funcionários etc.).   O segundo dia do ENARSE, 21 de março, será dedicado à apresentação dos programas, projetos e recursos oferecidos às unidades da Rede Salesiana de Escolas, bem como ao estudo de como esses itens se desenvolveram no último ano.   Na manhã de 22 de março serão apresentadas as inovações do material didático digital da RSE. Em seguida os participantes farão reuniões por polos regionais, para aprofundar as discussões concernentes ao encontro e discutir suas aplicações práticas.   RSE Informa  
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“Para os que chegam pela primeira vez à sua leitura ou ao conhecimento dessa experiência, pode ser um começo de inspiração para os desafios que cotidianamente se colocam na prática de quem trabalha com adolescentes”. Esta afirmação da coordenadora do NAI (Núcleo de Atendimento Integrado do Salesianos São Carlos), representante da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social e Doutora em Sociologia Política pela Universidade Federal de São Carlos, Regina Helena Granja, refere-se ao livro Olhares Compartilhados: uma história sobre as medidas socioeducativas em meio aberto no município de São Carlos, lançado no ano passado pelos Salesianos São Carlos.   O livro, que possui o apoio da Fundação Telefônica, Prefeitura Municipal de São Carlos e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, foi organizado pela coordenadora do Programa de Medidas Socioeducativas de São Carlos, Glaziela Cristiani Solfa Marques e por Aline Fávaro Dias, bolsista FAPESP ganhadora do Prêmio Crefal pela dissertação de mestrado que originou um dos 14 artigos publicados no livro.   Escritos por uma equipe multidisciplinar, os artigos relatam as experiências vivenciadas por psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, pedagogas, educadores físicos e de artes, abordando assuntos relacionados às perspectivas e reflexões sobre o trabalho socioeducativo, a utilização da chamada tríade de atividades – informática, artes e esportes, articulação com escolas da rede de ensino, acompanhamento de famílias, dentre outros.      Exemplares do livro podem ser adquiridos pelo telefone (16) 2107.3316 ou pelo e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
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Faleceu na manhã desta quarta-feira, dia 13 de março, aos 94 anos o padre salesiano Ernesto Saskida. Uma parada cardíaca teria provocado a morte do padre Ernesto que, desde o dia 2 de março, estava internado no Hospital de Caridade de Corumbá, MS, com a saúde já debilitada.     Seu corpo será velado entre esta quarta e quinta-feira, nas dependências da obra social da Missão Salesiana de Mato Grosso. Hoje, às 19h, haverá missa e homenagens e amanhã, dia 14 de março, haverá uma celebração às 15h e, em seguida, o sepultamento no Cemitério Santa Cruz. A Prefeitura Municipal de Corumbá já decretou luto oficial, por três dias.   Padre Ernesto Saksida nasceu na Eslovênia, no dia 15 de outubro de 1919. Ainda garoto, cultivou a vocação salesiana missionária. Chegou ao Brasil com 16 anos, em setembro de 1935. Em Cuiabá, MT, fez o noviciado e estudos filosóficos completando sua formação em São Paulo, SP, com os estudos teológicos e ordenação sacerdotal. Passou a maior parte de sua vida sacerdotal em Corumbá, para onde foi enviado em 1949, três anos após a ordenação.   Em Corumbá, entrou em contato com as famílias pobres da região. Ao conhecer de perto a realidade das localidades, percebeu que havia um enorme contraste socioeconômico entre ricos e pobres. Começou, então, a trabalhar para oferecer opções, em especial às crianças e adolescentes carentes. Em 1961 fundou a Cidade Dom Bosco, complexo que atualmente reúne escola (conveniada com o Governo do Estado), assistência social, reforço educacional, formação profissional, atendimento à saúde, ações de cidadania e religiosidade, ao estilo de Dom Bosco.   Atualmente outras iniciativas e projetos ampliaram o alcance da obra, graças ao envolvimento e engajamento de ex-alunos, tais como: Sino da Caridade, Centro Padre Ernesto de Promoção Humana e Ambiental (CENPER), Projeto Pequeno Herói e Pequeno Herói Pantaneiro, Clube de Amigos do Padre Ernesto.   Padre Ernesto era considerado um exemplo de solidariedade e dedicação aos mais necessitados à frente da Cidade Dom Bosco, em Corumbá, MS – obra social da Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT). Foram 76 anos de vida religiosa salesiana, 67 anos de vida sacerdotal e 78 anos de Brasil.   Missão Salesiana do Mato Grosso
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  A um mês e um dia do anúncio da renúncia ao ministério petrino de Bento XVI, depois de dez Congregações gerais, hoje, 12 de março, abre-se oficialmente o Conclave para a eleição do 266° Pontífice da história da Igreja. Entre os 115 cardeais ingressam na Capela Sistina há também quatro salesianos.   “Os Cardeais da Santa Igreja Romana constituem um Colégio especial ao qual compete assegurar a eleição do Romano Pontífice, de acordo com o direito especial” – reza o cânon 349, do Código de Direito Canônico. Os membros que atualmente compõem o colégio cardinalício são 207, mas 90 desses têm mais de 80 anos e, portanto, não participarão do Conclave.    A grande maioria dos cardeais que votarão na  Capela Sistina provêm do clero diocesano (97). São 18 os que pertencem a Ordens e Congregações religiosas: Escalabriniana, Sulspiciana, Lazarista, Redentorista, dos padres de Schoenstatt, dos Oblatos de Maria Imaculada e da Ordem maronita da B. V. Maria, como também da Companhia de Jesus, por causa da renúncia do arcebispo de Jacarta. Dois cardeais representam os dominicanos. Os Franciscanos estarão presentes com quatro membros (três frades menores e um frade capuchinho).   Quatro púrpuras, por fim, também dos Filhos de Dom Bosco. Trata-se dos cardeais Tarcísio Bertone, 78 anos, secretário de Estado do Vaticano e Camerlengo; Raffaele Farina, 79 anos, arquivista e bibliotecário emérito de Santa Igreja Romana; Angelo Amato, 74 anos, prefeito da Congregação das Causas dos Santos; e Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, 70 anos, arcebispo de Tegucigalpa, Honduras.   O cardeal Bertone fez a primeira profissão salesiana no ano de 1950 e foi ordenado sacerdote no 1960. Docente de Direito Canônico na Pontifícia Universidade Salesiana, foi arcebispo de Vercelli e de Gênova e secretário da Congregação para a Doutrina da Fé quando o cardeal Joseph Ratzinger era seu prefeito. João Paulo II fê-lo cardeal em 2003 e o Papa Bento XVI o nomeou secretário de Estado, em 2006.   O cardeal Farina entrou para o noviciado salesiano em Portici, em 1948, e foi ordenado sacerdote em 1958. Historiador da Igreja, foi docente e reitor magnífico da Pontifícia Universidade Salesiana, de Roma. Desde 1997 serviu na Cúria Romana, primeiro como prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana e depois, desde 2007, como arquivista e bibliotecário da Santa Igreja Romana. No mesmo ano foi criado cardeal por Bento XVI. Em 2012 apresentou a demissão do seu encargo.   O cardeal Amato professou os primeiros votos em 1956 e foi ordenado sacerdote em 1967. Foi professor de Teologia Dogmática e decano da Faculdade de Teologia na Universidade Pontifícia Salesiana e um prolífico escritor. Em 2002 sucedeu ao então Dom Bertone como secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, trabalhando também ele com o então cardeal Ratzinger. Em 2008 foi nomeado prefeito da Congregação das Causas dos Santos. O Papa Bento XVI o nomeou cardeal em 2010.   O cardeal Rodríguez Maradiaga fez-se salesiano em 1961 e foi ordenado sacerdote em 1970. Foi professor de Escola Superior e professor de Teologia. Em 1978 recebeu a consagração episcopal como auxiliar de Tegucigalpa. Foi secretário geral da Conferência Episcopal Latino-Americana (CELAM), junto à qual desempenhou numerosos encargos no decorrer dos anos, assumindo em 1995 também a presidência. Desde 1993 é arcebispo de Tegucigalpa. Foi nomeado cardeal em 2001 por João Paulo II. Desde 2007 é o presidente de ‘Caritas Internationalis’.   InfoANS
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A Cidade Dom Bosco, obra social da Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT) em Corumbá, MS, recebeu, entre os dias 22 e 26 de março, o delegado regional da América Cone Sul da Congregação Salesiana, padre Natale Vitali Forti, que está incumbido de visitar as obras salesianas em nome do reitor-mor, padre Pascual Chávez.   Os padres Amércio Resende de Oliveira, diretor da Cidade Dom Bosco; Didimo de Campo Filho, diretor de Pastoral; Pascoal Forin, pároco da Igreja São João Bosco; e o irmão Fábio Julio de Souza, administrador da obra, receberam o padre Natale durante a visita à obra construída pelo padre Ernesto Saskida, falecido no último dia 13 de março.   De passagem pela escola, padre Natale falou aos alunos da satisfação que eles devem ter por estudar na Cidade Dom Bosco, porque em toda a Europa ela é conhecida como “a melhor escola pública da cidade de Corumbá". Ele também falou da necessidade dos jovens despertarem seu espírito missionário: "antes da Europa veio o padre Ernesto e construiu essa bela obra para vocês, agora precisamos de jovens que queiram ser missionários na Europa, precisamos dos jovens do Brasil  nas missões fora do Brasil".   Padre Natale solicitou uma reunião com todos os funcionários da obra, onde conheceu cada um e as suas respectivas funções, bem como o funcionamento de cada iniciativa dentro da obra, salientando a importância de cada trabalho para um bem maior na sociedade. Ele também pediu atenção contínua ao destino dos mais pobres  de acordo com a máxima de Dom Bosco: dar mais àqueles aos quais a vida deu menos.   Padre Natale encerrou o seu discurso dizendo que o mais importante na Cidade Dom Bosco é nunca perder a essência da fundação, dada por Padre Ernesto, (...) "a criança mais carente. Se a característica mais importante da obra se perder, essa não será mais a Cidade Dom Bosco".   Missão Salesiana de Mato Grosso  
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  A Obra Social São João Bosco (OSSJB), em Campinas, SP, realizou na manhã de 21 de março o evento PlantAção. O objetivo foi inaugurar um espaço de lazer e convivência para os moradores da Vila Taubaté, com a plantação de 500 mudas, a fim de diminuir o impacto ambiental causado na construção de moradias populares, quando removeram algumas árvores do local. O evento foi realizado em parceria com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), COHAB (Companhia de Habitação), Prefeitura Municipal de Campinas (PMC) e Fundação Eufraten.   A coordenadora do PAC Viracopos, Lucia Silva, abriu o evento agradecendo a participação de todos os presentes e reforçou o compromisso da preservação desta nova área para que a comunidade possa desfrutar o máximo deste “Bosquinho”, nome dado ao local do plantio.    Lúcia passou a palavra ao diretor da OSSJB, Padre Tetuo Koga, salesiano, que parabenizou a ação: “Esse espaço é como a Obra Social: precisamos semear somente o bem, para que, como vocês, sejam árvores fortes e belas”.   Em seguida, o coordenador da OSSJB – Vila Taubaté, Carlos Eduardo Ribeiro Sacolli, deu sequência ao evento apresentando a Banda Ecosoul, composta pelos educandos da OSSJB – Núcleo Santa Rita.   O professor de música, Fábio Carvalho, explicou que o projeto Ecosoul tem por objetivo substituir instrumentos de percussão por materiais recicláveis. Ele parabenizou os jovens instrumentistas pelo bom comportamento e pela excelência nos ritmos. “Foi a primeira vez que a banda tocou para um público grande. Fiquei surpreso com o resultado. Foi ‘show de bola’”.   A educanda Laís dos Santos, 9 anos, confessa que estava nervosa. “Mas depois que comecei a tocar, foi legal. Gostei no final quando todo mundo aplaudiu”, ressaltou. Vitória de Oliveira, 11 anos, também já superou a vergonha de tocar em público: “Essa primeira vez deu pra perceber que não preciso ficar nervosa, que no final dá tudo certo”.   Após a apresentação, as crianças foram agrupadas por idade e, em forma de rodízio, participaram de três atividades: Ecobrinquedoteca, Trilha Perceptiva e Show com Marionetes.   A Ecobrinquedoteca foi ministrada pela pedagoga e bióloga Tereza Miriam Nunes (Zamira), coordenadora da Ecobrinquedoteca do Parque Ecológico – Campinas/ SP. Ela explicou para os educandos que o lixo produzido em casa pode virar brinquedo. Foi com essa proposta que escolheu quatro adolescentes para serem facilitadoras na sala. Trouxe jogos de dama, toca do rato, corrida de cavalo e lince, entre outros. “Tenho 61 anos e nunca parei de brincar na vida. Este é o meu objetivo”, disse Zamira.   Em outro ambiente, foi realizado o show de marionetes com o boneco Adolfo, conduzido pela assessora do coordenador da habitação Norte, Marelice Fonseca. “É a primeira vez que o Adolfo se apresenta para crianças, cantando música sertaneja. Ele está super feliz”, disse ela.   Na trilha perceptiva, os técnicos ambientais Maria do Carmo Barreto e Pedro Gabriel Teixeira, ambos da COHAB, pediram para que as crianças ficassem descalças e com os olhos vendados, para percorrerem um caminho cheio de folhagens, areia e pedras, simbolizando uma mata. Conforme as crianças caminhavam, os técnicos estimulavam os sentidos: audição, tato e olfato. A educanda Ellen Cristina dos Santos, 9 anos, disse que ficou com um frio na barriga. “Parecia que eu estava em uma floresta. Caía água, sentia alguns cheiros e isso foi me tranquilizando. Foi muito legal, quero ir de novo!”.   O PlantAção encerrou-se às 11 hs com um lanche comunitário, preparado pelos organizadores do evento. Cada participante ganhou um squeeze, uma camiseta e um boné personalizado da ação. 
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    Mais de 400 jovens de colégios, obras sociais e paróquias salesianas ligadas aos Salesianos de Dom Bosco (SDB) e às Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) da Inspetoria Salesiana de Nossa Senhora Auxiliadora e da Inspetoria Santa Catarina de Sena, do Estado de São Paulo, participaram do Encontro SDB-FMA Pré-Jornada 2013, realizado no dia 23 de março no complexo do Liceu Coração de Jesus, na Capital paulista. O encontro reuniu aqueles que participarão tanto do Encontro Mundial do Movimento Juvenil Salesiano, a ser realizado às vésperas da Jornada Mundial da Juventude, quanto da própria JMJ.   Após serem saudados pelo delegado para a Pastoral Juvenil Salesiana, padre Roque Sibioni, e pela coordenadora da Articulação da Juventude Salesiana das FMA, irmã Teresa Cristina (Ir. Teça), os jovens assistiram à palestra “Vão e testemunhem a alegria da fé”, tema da carta enviada pelo reitor-mor dos Salesianos, padre Pascual Chávez Villanueva, ao jovens da Articulação da Juventude Salesiana. A palestra foi ministrada pelo padre André Torres, salesiano e referencial para a juventude no Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).   O encontro também propiciou um momento de reflexão bíblica, por meio da Lectio Divina conduzida por assessores religiosos e leigos nas salas de aula do Liceu. Padre Edson Donizetti Castilho, presidiu a Santa Missa.     S. Pedro André           
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A missão salesiana de Galabadja, na capital da República Centro-Africana, em Bangui, enviou nesta segunda-feira, 25 de março, informações sobre a situação na cidade, após o golpe de estado dos rebeldes de Seléka.    “Ontem foi um dia difícil em Bangui. Estávamos em plena celebração do Domingo de Ramos quando os rebeldes tomaram o palácio presidencial. Ouviam-se os tiros de metralhadoras e de armas pesadas”, contou o padre Agustín Cuevas, missionário espanhol, diretor da Obra de Galabadja, à Procuradoria Missionária Salesiana, de Madri.   “Durante a noite continuaram os disparos. Hoje pela manhã está tudo muito mais tranquilo, embora ainda se ouçam disparos – prossegue o padre Cuevas. Aqui em Galabadja estamos bem, mas sabemos que a Missão Dom Bosco, em Damala, foi atacada. Não podemos deixar a missão e nem sequer saber como estão os nossos irmãos e jovens, em Damala”, diz alarmado o padre Agustín.   Depois da fuga do presidente Bozizé e o golpe de estado pelos rebeldes de Seléka, reina em Bangui o caos e também saques. A Cruz Vermelha alerta que há um grande número de feridos e que os hospitais estão lotados. A situação está se tornando cada vez mais difícil, “há escassez de alimento, e os preços dos produtos no mercado estão muito altos” – explica o missionário: uma tendência, aliás, iniciada já há meses.   Na obra de Galabadja, os missionários salesianos cuidam das pessoas mais vulneráveis: dirigem um abrigo que acolhe mais de uma centena de crianças e uma escola elementar frequentada por outras 500. Na obra funciona também um dispensário médico, no qual passam mais de 140 pessoas por semana. Em Damala, os salesianos dirigem um Centro Profissional, no qual se formam centenas de jovens que aspiram a um futuro melhor.   InfoANS
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  O tempo da Quaresma e a Campanha da Fraternidade 2013, que este ano tem a juventude como tema, propiciam um momento especial para refletir sobre o significado da Cruz.   O Evangelho de Jesus foi escrito trinta anos após sua morte. Os discípulos anunciam Jesus e atraem mais seguidores em todas as partes do extenso império romano. Começam as perseguições. Assim como Cristo foi perseguido, torturado e crucificado, também muitos de seus discípulos passam pela mesma situação. Paulo (1Cor 1, 17ss) afirma que a cruz de Cristo é escândalo e loucura. Os romanos tinham três tipos de execução que eram considerados os mais aviltantes de todos: agonizar na cruz, ser devorado pelas feras ou ser queimado vivo na fogueira. A crucifixão não era uma simples execução, mas uma lenta tortura. A flagelação faz parte da execução. Ela era um ato público que não era aplicada aos cidadãos romanos. Havia crucifixões em massa. De acordo com a tradição dos judeus, um homem pendurado numa árvore é uma maldição de Deus. Assim, além da dor, acrescenta-se a maldição.   E Jesus, por que foi condenado e morto na cruz? Jesus foi condenado porque se insurgiu contra o templo. Este foi o último ato da vida pública de Jesus. Os romanos o condenaram como um perturbador indesejável. Jesus é morto por ser perigoso. O profeta do Reino de Deus foi morto pelo representante do Império Romano por instigação e iniciativa da aristocracia do templo. Em uma manhã de abril do ano 30, se encontram frente a frente um réu manietado e indefeso chamado Jesus de Nazaré e o representante do mais poderoso sistema imperial que a história conheceu, Pôncio Pilatos. Deus Pai enviou seu Filho ao mundo para que o mundo fosse salvo. Deus nos ama a ponto de entregar seu próprio Filho (Jo 3,16). A grande opção de Deus assumida por Jesus foi a salvação do mundo pelo serviço e não pela dominação. Esperava-se um Messias dominador, e veio um Messias sofredor, servidor. A vida de Jesus foi uma constante tentação entre o serviço e a dominação. O Evangelho da tentação de Jesus relata isto... Os discípulos também são tentados e tentam Jesus. Jesus morreu na cruz porque foi fiel à sua missão de servo e não de Senhor e dominador. A cruz de Jesus é consequência do estilo de vida que escolheu. A resposta foi a ressurreição de Jesus para a glória. Vida como Jesus viveu não pode morrer. A ressurreição de Jesus é a resposta do amor de Deus à entrega total de Jesus. A ressurreição de Jesus vem afirmar que Deus não se coloca do lado dos que crucificam, dos que excluem, mas sim ao lado dos crucificados, dos excluídos.   A cruz de Jesus e as cruzes do mundo No mundo há muitas cruzes que causam sofrimento. Há três tipos de cruzes, três tipos de sofrimento: - A cruz da condição humana: Como criaturas, somos limitados. Isto pode nos causar dor e sofrimento muitas vezes. A morte natural de um ente querido, a ansiedade de uma escolha, a fragilidade das amizades, tudo isso nos causa dor. Não há como se rebelar contra isso. Aceita-se. - A cruz da maldade humana. Há muito sofrimento inútil no mundo, fruto da injustiça. Uma criança que morre na fila do hospital, um adolescente drogado, um jovem sem emprego... tudo isso é uma cruz muito grande. Não se pode aceitar. Rejeita-se. - A cruz da solidariedade humana. Há muita gente que, além do seu sofrimento, procura ajudar os outros a carregar a sua cruz, sobretudo a da maldade humana. Não se conformam com o sofrimento inútil e buscam o sofrimento e a cruz como forma de solidariedade com quem sofre. Assim foi Jesus. Embora não tenha pecado, assumiu as consequências do pecado da humanidade e sofreu para tirar o sofrimento do mundo.   O jovem e a cruz Estas cruzes também estão presentes na vida dos jovens. Não existe vida fácil para ninguém. É gostoso ser jovem. É alegre ser jovem, mas também é um desafio ser jovem. No Brasil, por exemplo, há uma paridade entre meninos e meninas por ocasião do nascimento. No entanto, na adolescência e juventude, o número de rapazes é muito menor que o de meninas. A morte ronda os rapazes. São eles que mais morrem nos acidentes de trânsito, na overdose de drogas, nos homicídios e latrocínios, nos acidentes de trabalho... Estas cruzes são violentas e causam muita dor. A massa juvenil, sobretudo dos jovens cristãos, não pode ficar indiferente a essa situação. Um jovem ferido, injustiçado, desmoralizado, banalizado... é um desafio para os outros jovens. Antigamente se dizia que era preciso evitar as más companhias. Hoje, deve-se dizer que é preciso incentivar as boas companhias. Dom Bosco dizia que não são os bons que devem ter medo dos maus, mas justamente o contrário. Neste aspecto, Jesus é o nosso grande modelo. Assumiu as dores o mundo, não para se conformar com elas, mas justamente para tirá-las do mundo.   A cruz como símbolo As cruzes nos tribunais, nas casas de família, nas salas de aula, nos cemitérios, nas tatuagens, nos peitos das pessoas, é uma lembrança de que Jesus Cristo morreu na cruz para tirar as cruzes, o sofrimento do mundo. Jesus poderia ter salvo o mundo pela prepotência, pelo poderio, pela destruição poderosa do mal. O caminho assumido por ele foi o do serviço. A cruz de Jesus significa rebaixamento, humilhação, enfraquecimento de Deus para quebrar todas as prepotências do mundo. Um jovem prevalecido, prepotente, é um sinal de que o mundo não tem cura. Ao contrário, um jovem humilde sem ser subserviente, um jovem generoso sem se deixar explorar, é um sinal de que o mundo tem esperança, tem ressurreição.   Padre Marcos Sandrini, SDB, é diretor da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre, RS.
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Teve início no dia 13 de março, na Casa Geral, em Roma, o curso online de Comunicação Social, que envolverá as Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) empenhadas no campo da Comunicação Social. O curso foi inaugurado pela irmã Giuseppina Teruggi, conselheira geral para a Comunicação, que fez uma saudação às participantes, em nome da madre geral do Instituto das FMA, Yvonne Reungoat.   O curso online será realizado em uma sala virtual e será enriquecido semanalmente, com contribuições para a reflexão, o estudo, o aprofundamento e avaliação. Além disso, o curso contará com o acompanhamento das coordenadoras de Comunicação Social, em âmbito inspetorial, para uma relativa animação.   O curso online foi pensado e preparado pela comissão internacional de comunicação, constituída pelo âmbito da Comunicação Social, por algumas FMA peritas, provenientes dos vários continentes e por alguns leigos.   Até agora o curso conta com a participação de 45 FMA e um leigo, provenientes da África 7; América 25; Ásia 4 e Europa 10.   O primeiro módulo do curso traz o tema comunicar: teoria e prática, que prevê como objetivo a aprendizagem e a compreensão da realidade da comunicação e o conhecimento dos elementos básicos que fundamentam a comunicação.   Filhas de Maria Auxiliadora
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Teve início nesta quarta-feira, 20 de março, o XI Encontro Nacional da Rede Salesiana de Escolas (XI ENARSE). Com o tema “Partilhar e inovar para ressignificar a Comunidade Educativa Pastoral”, o XI ENARSE reúne em Brasília, DF, cerca de 200 pessoas, entre diretores, gerentes e assessores nacionais; gestores e animadores dos polos regionais e diretores das mais de 100 instituições de ensino participantes da RSE em todo o Brasil.   A mesa de abertura do ENARSE foi composta pelo presidente da Conferência das Inspetorias dos Salesianos de Dom Bosco no Brasil (Cisbrasil) e da Rede Salesiana Brasil (RSB), padre Nilson Faria dos Santos; pela presidente da Conferência das Inspetorias das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil (CIB) e vice-presidente da RSB, irmã Rosa Idália Pesca; e pelo padre Natale Vitali, delegado do Conselho Geral dos Salesianos de Dom Bosco para a América Cone Sul.   Padre Natale dirigiu algumas palavras aos participantes, em nome do reitor-mor dos Salesianos, padre Pascual Chávez, ressaltando que, ao nos prepararmos para celebrar o bicentenário de Dom Bosco, é necessário que a Família Salesiana assuma três compromissos fundamentais: acreditar na educação salesiana; acreditar no Sistema Educativo de Dom Bosco e acreditar nos jovens. "O educador salesiano deve educar e evangelizar. Ficar próximo aos jovens, fazer com que eles se sintam amados", ressaltou.   Uma das novidades para o encontro deste ano foi a presença de palestrantes internacionais como a do padre Miguel Angel Garcia Morcuende, salesiano, responsável pelo Setor Escola do Dicastério para a Pastoral Juvenil dos Salesianos de Dom Bosco e  Juan Antonio Ojeda Ortiz, lassalista e ex-secretário-geral da Federação das Escolas Católicas da Espanha.   Padre Miguel proferiu a primeira conferência do XI ENARSE, com o tema “Ressignificar a educação salesiana”, centrando sua apresentação no papel da liderança educativa nas escolas salesianas. Em seguida, Juan Antonio abordou o tema “As escolas católicas: ilhas ou elos?”, enfocando as dificuldades para colocar em prática a vontade de efetivar uma rede educacional. Juan Antonio ressaltou ainda que, para um bom trabalho em rede nos ambientes externos, é preciso trabalhar em rede também no ambiente interno à escolas, permitindo que haja colaboração entre os diferentes níveis educativos, áreas disciplinares e agentes educacionais (professores, pais, alunos, monitores, funcionários etc.).   O segundo dia do ENARSE, 21 de março, será dedicado à apresentação dos programas, projetos e recursos oferecidos às unidades da Rede Salesiana de Escolas, bem como ao estudo de como esses itens se desenvolveram no último ano.   Na manhã de 22 de março serão apresentadas as inovações do material didático digital da RSE. Em seguida os participantes farão reuniões por polos regionais, para aprofundar as discussões concernentes ao encontro e discutir suas aplicações práticas.   RSE Informa  
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“Para os que chegam pela primeira vez à sua leitura ou ao conhecimento dessa experiência, pode ser um começo de inspiração para os desafios que cotidianamente se colocam na prática de quem trabalha com adolescentes”. Esta afirmação da coordenadora do NAI (Núcleo de Atendimento Integrado do Salesianos São Carlos), representante da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social e Doutora em Sociologia Política pela Universidade Federal de São Carlos, Regina Helena Granja, refere-se ao livro Olhares Compartilhados: uma história sobre as medidas socioeducativas em meio aberto no município de São Carlos, lançado no ano passado pelos Salesianos São Carlos.   O livro, que possui o apoio da Fundação Telefônica, Prefeitura Municipal de São Carlos e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, foi organizado pela coordenadora do Programa de Medidas Socioeducativas de São Carlos, Glaziela Cristiani Solfa Marques e por Aline Fávaro Dias, bolsista FAPESP ganhadora do Prêmio Crefal pela dissertação de mestrado que originou um dos 14 artigos publicados no livro.   Escritos por uma equipe multidisciplinar, os artigos relatam as experiências vivenciadas por psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, pedagogas, educadores físicos e de artes, abordando assuntos relacionados às perspectivas e reflexões sobre o trabalho socioeducativo, a utilização da chamada tríade de atividades – informática, artes e esportes, articulação com escolas da rede de ensino, acompanhamento de famílias, dentre outros.      Exemplares do livro podem ser adquiridos pelo telefone (16) 2107.3316 ou pelo e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
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Faleceu na manhã desta quarta-feira, dia 13 de março, aos 94 anos o padre salesiano Ernesto Saskida. Uma parada cardíaca teria provocado a morte do padre Ernesto que, desde o dia 2 de março, estava internado no Hospital de Caridade de Corumbá, MS, com a saúde já debilitada.     Seu corpo será velado entre esta quarta e quinta-feira, nas dependências da obra social da Missão Salesiana de Mato Grosso. Hoje, às 19h, haverá missa e homenagens e amanhã, dia 14 de março, haverá uma celebração às 15h e, em seguida, o sepultamento no Cemitério Santa Cruz. A Prefeitura Municipal de Corumbá já decretou luto oficial, por três dias.   Padre Ernesto Saksida nasceu na Eslovênia, no dia 15 de outubro de 1919. Ainda garoto, cultivou a vocação salesiana missionária. Chegou ao Brasil com 16 anos, em setembro de 1935. Em Cuiabá, MT, fez o noviciado e estudos filosóficos completando sua formação em São Paulo, SP, com os estudos teológicos e ordenação sacerdotal. Passou a maior parte de sua vida sacerdotal em Corumbá, para onde foi enviado em 1949, três anos após a ordenação.   Em Corumbá, entrou em contato com as famílias pobres da região. Ao conhecer de perto a realidade das localidades, percebeu que havia um enorme contraste socioeconômico entre ricos e pobres. Começou, então, a trabalhar para oferecer opções, em especial às crianças e adolescentes carentes. Em 1961 fundou a Cidade Dom Bosco, complexo que atualmente reúne escola (conveniada com o Governo do Estado), assistência social, reforço educacional, formação profissional, atendimento à saúde, ações de cidadania e religiosidade, ao estilo de Dom Bosco.   Atualmente outras iniciativas e projetos ampliaram o alcance da obra, graças ao envolvimento e engajamento de ex-alunos, tais como: Sino da Caridade, Centro Padre Ernesto de Promoção Humana e Ambiental (CENPER), Projeto Pequeno Herói e Pequeno Herói Pantaneiro, Clube de Amigos do Padre Ernesto.   Padre Ernesto era considerado um exemplo de solidariedade e dedicação aos mais necessitados à frente da Cidade Dom Bosco, em Corumbá, MS – obra social da Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT). Foram 76 anos de vida religiosa salesiana, 67 anos de vida sacerdotal e 78 anos de Brasil.   Missão Salesiana do Mato Grosso
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  A um mês e um dia do anúncio da renúncia ao ministério petrino de Bento XVI, depois de dez Congregações gerais, hoje, 12 de março, abre-se oficialmente o Conclave para a eleição do 266° Pontífice da história da Igreja. Entre os 115 cardeais ingressam na Capela Sistina há também quatro salesianos.   “Os Cardeais da Santa Igreja Romana constituem um Colégio especial ao qual compete assegurar a eleição do Romano Pontífice, de acordo com o direito especial” – reza o cânon 349, do Código de Direito Canônico. Os membros que atualmente compõem o colégio cardinalício são 207, mas 90 desses têm mais de 80 anos e, portanto, não participarão do Conclave.    A grande maioria dos cardeais que votarão na  Capela Sistina provêm do clero diocesano (97). São 18 os que pertencem a Ordens e Congregações religiosas: Escalabriniana, Sulspiciana, Lazarista, Redentorista, dos padres de Schoenstatt, dos Oblatos de Maria Imaculada e da Ordem maronita da B. V. Maria, como também da Companhia de Jesus, por causa da renúncia do arcebispo de Jacarta. Dois cardeais representam os dominicanos. Os Franciscanos estarão presentes com quatro membros (três frades menores e um frade capuchinho).   Quatro púrpuras, por fim, também dos Filhos de Dom Bosco. Trata-se dos cardeais Tarcísio Bertone, 78 anos, secretário de Estado do Vaticano e Camerlengo; Raffaele Farina, 79 anos, arquivista e bibliotecário emérito de Santa Igreja Romana; Angelo Amato, 74 anos, prefeito da Congregação das Causas dos Santos; e Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, 70 anos, arcebispo de Tegucigalpa, Honduras.   O cardeal Bertone fez a primeira profissão salesiana no ano de 1950 e foi ordenado sacerdote no 1960. Docente de Direito Canônico na Pontifícia Universidade Salesiana, foi arcebispo de Vercelli e de Gênova e secretário da Congregação para a Doutrina da Fé quando o cardeal Joseph Ratzinger era seu prefeito. João Paulo II fê-lo cardeal em 2003 e o Papa Bento XVI o nomeou secretário de Estado, em 2006.   O cardeal Farina entrou para o noviciado salesiano em Portici, em 1948, e foi ordenado sacerdote em 1958. Historiador da Igreja, foi docente e reitor magnífico da Pontifícia Universidade Salesiana, de Roma. Desde 1997 serviu na Cúria Romana, primeiro como prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana e depois, desde 2007, como arquivista e bibliotecário da Santa Igreja Romana. No mesmo ano foi criado cardeal por Bento XVI. Em 2012 apresentou a demissão do seu encargo.   O cardeal Amato professou os primeiros votos em 1956 e foi ordenado sacerdote em 1967. Foi professor de Teologia Dogmática e decano da Faculdade de Teologia na Universidade Pontifícia Salesiana e um prolífico escritor. Em 2002 sucedeu ao então Dom Bertone como secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, trabalhando também ele com o então cardeal Ratzinger. Em 2008 foi nomeado prefeito da Congregação das Causas dos Santos. O Papa Bento XVI o nomeou cardeal em 2010.   O cardeal Rodríguez Maradiaga fez-se salesiano em 1961 e foi ordenado sacerdote em 1970. Foi professor de Escola Superior e professor de Teologia. Em 1978 recebeu a consagração episcopal como auxiliar de Tegucigalpa. Foi secretário geral da Conferência Episcopal Latino-Americana (CELAM), junto à qual desempenhou numerosos encargos no decorrer dos anos, assumindo em 1995 também a presidência. Desde 1993 é arcebispo de Tegucigalpa. Foi nomeado cardeal em 2001 por João Paulo II. Desde 2007 é o presidente de ‘Caritas Internationalis’.   InfoANS
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