“Vidas de Jovens” é o título do livro lançado neste ano pela Editora Dom Bosco. A obra apresenta as biografias de Domingos Sávio, Miguel Magone e Francisco Besucco, jovens que foram beneficiados pelo trabalho de Dom Bosco e se tornaram exemplos para as gerações seguintes. As histórias foras escritas a próprio punho por Dom Bosco, com quem eles conviveram de perto no Oratório de São Francisco Sales, na Itália.

 

Falecidos ainda antes de alcançarem a vida adulta, Domingos, Miguel e Francisco tiveram uma trajetória marcada pelo respeito aos valores cristãos, pela bondade e pela serenidade diante das graves doenças que os levaram à morte.

 

O livro, além de retratar a vida desses jovens, exemplos de fé e salesianidade, possibilita ao leitor conhecer as características do sistema educativo implantado por Dom Bosco, desde a religiosidade como centro do caminho formativo à eficácia da participação dos jovens na vida da comunidade.

 

O livro pode ser adquirido no site da Editora Dom Bosco: www.edbbrasil.org.br.

 

Sobre os jovens

 

Domingos Sávio - Nascido no dia 2 de abril de 1842, em San Giovanni di Riva, na Itália, entrou aos 12 anos para o Oratório de São Francisco Sales, sonhando torna-se padre. Demonstrou humildade, contentamento e empenho nos estudos e em servir aos colegas, ensinando o catecismo e cuidando dos doentes. Fundou em 1856, junto a colegas do Oratório, a Companhia da Imaculada, para uma ação apostólica de grupo. Doente, faleceu em nove de março de 1857, aos 15 anos. Não se tornou padre, mas alcançou a santidade, sendo proclamado santo em 1954.

 

Miguel Magone – Nasceu em 19 de setembro 1845. Órfão de pai, desde cedo trabalhava para ajudar no sustento da família. Aos 13 anos, um encontro com Dom Bosco mudou a sua vida. Miguel foi para Turim e entrou para o Oratório de São Francisco Sales. Pouco tempo depois, no dia 21 de janeiro de 1859, faleceu, aos 15 anos, vitimado por uma doença pulmonar. Porém, em seu curto tempo de convivência com Dom Bosco, percorreu um caminho de crescimento na fé e encontrou sentido em sua vida.

 

Francisco Besucco – Nascido na fronteira entre a Itália e a França, no dia 1º de março de 1850, ingressou no Oratório de São Francisco Sales em 1863, realizando o que há muito tempo era seu desejo. Destacou-se por sua veemência em agradar a Deus. Faleceu aos 14 anos, no dia 9 de maio de 1864. Apenas oito dias separaram o início da doença da data de sua morte. Ao longo de sua curta vida foi exemplo de virtude e coragem diante da morte.

 

Inspetoria São João Bosco

 

A partir da pergunta: “Qual é, em sua opinião, a maior contribuição da Família Salesiana ao Brasil nestes 130 anos de presença no País?”, jovens e educadores; religiosos e leigos falam sobre como percebem e propagam o carisma salesiano:

 

Boa Nova

“É ter oportunizado chegar aos lugares com a Boa Nova do Evangelho, traduzida em um sistema educacional cujos pilares: razão, religião e amorevolezza (bondade) perpassam toda a vida da criança e do jovem, ajudando-os a abrir-se para Deus, para si e para o outro. Isso implica em pessoas muito mais felizes, seguras e conscientes de seu papel na sociedade. Percebo isso quando ex-alunos deixam claro que, além do aprendizado acadêmico de qualidade, as experiências vividas deixaram marcas profundas em suas vidas. Não consigo imaginar a educação sem a proposta salesiana.”

Ilza Léa Nascimento

Professora do 5º ano no Instituto Maria Imaculada, Barbacena, MG

 

Juventude

“O foco na juventude é, sem sombra de dúvida, o maior legado da Família Salesiana, inspirado nos valores cristãos e marcado pelo paradigma de educar pelo amor. Consiste, pois, em oferecer aos jovens o evangelho da alegria mediante a pedagogia da bondade. A presença da Família Salesiana é a esperança de termos na juventude, porção mais delicada e preciosa da sociedade humana, um futuro onde as pessoas sejam “sempre jovens” exatamente por estar e viver no meio deles.”

Beatriz Lopes Prudente

Professora de Língua Portuguesa no Instituto Maria Auxiliadora, Goiânia, GO

 

 

 

O Papa Francisco concedeu que o rito de beatificação do servo de Deus, Estêvão Sándor, irmão leigo da Sociedade de São Francisco de Sales (Salesianos), seja feita na cidade de Budapeste, Hungria, no dia 19 de outubro deste ano. Nascido em Szolnok , Hungria, no dia 26 de outubro de 1914, Estêvão foi morto em ódio à Fé em Budapeste, no dia 8 de junho de 1953.

 

“Demos graças a Deus por este dom especial à Igreja e à Família Salesiana, neste Ano da Fé e em nossa caminhada rumo ao Bicentenário de Nascimento de Dom Bosco. Tal evento é especialmente motivo de alegria para a Congregação Salesiana, da Hungria, que neste ano celebra seu centenário de presença salesiana”, disse o padre Pierluigi Cameroni, postulador Geral da Família Salesiana, quando recebeu a notícia. “Acolhamos esta notícia também como um presente da Auxiliadora no início da sua Novena: Estêvão Sándor foi, de fato, um grande devoto de Maria, Mãe de Deus, cujo amor difundiu entre os jovens com grande fervor e entusiasmo”.

 

O mártir Estêvão Sándor, salesiano irmão, ofereceu sua vida pela salvação da juventude húngara e para defender os direitos da Santa Igreja.

 

InfoANS

 

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O Colégio Santa Rosa de Niterói, primeira casa salesiana do Brasil, comemora neste ano de 2013, em 14 de julho, seus 130 anos de presença salesiana no país. Será uma comemoração especial, pois o colégio acolherá jovens de todo o mundo que participarão da Jornada Mundial da Juventude (JMJ 2013).

 

Aos 14 de julho de 1883, aportava na baía de Guanabara o primeiro grupo de Salesianos, vindo ao Brasil a pedido do bispo do Rio de Janeiro, dom Pedro Maria de Lacerda que foi o pai, o sustentáculo, o grande benfeitor da obra.

Eram sete entre os sacerdotes e irmãos leigos, guiados por Dom Lasagna, o heróico desbravador da obra salesiana no Brasil e que, em 1895, sucumbiu no desastre da Central do Brasil, entre Juiz de Fora e Mariano Procópio, MG.

 

 

Padre Wolfgang Gruen, SDB, faz parte da chamada “segunda geração” de salesianos. Doutor honoris causa em Ciências Teológicas e Bíblicas pela Università Pontificia Salesiana (UPS) de Roma e professor aposentado da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), padre Gruen, ao conceder essa entrevista ao Boletim Salesiano, não se limitou a reproduzir a história aprendida em livros. Na contagem do tempo e no resgate da história, seu relato traz como apêndice uma filigrana da riqueza salesiana, e que diz respeito à distância temporal entre nós e o Santo dos Jovens.

“Há uma primeira geração de salesianos, que é a dos que conviveram com Dom Bosco. Aos 86 anos, eu sou sobrevivente da segunda geração, dos que conviveram com salesianos da primeira, ouviram suas experiências com o santo. Os demais são da terceira geração. Meu primeiro inspetor, quando eu ainda era menino, aluno do Salesian College de Londres, Battersea, foi o padre Eneias Tozzi, ex-aluno de Dom Bosco. Contou-me como se tornou aluno do Santo; mais tarde, no meu noviciado, em 1943, encontrei essa história nas Memórias Biográficas de Dom Bosco. Como aluno do Santa Rosa de Niterói, confessava-me religiosamente toda semana com o padre Frederico Gioia, também ex-aluno de Dom Bosco”, rememora padre Gruen.

Segue a íntegra da entrevista concedida por padre Wolfgang Gruen ao Boletim Salesiano, a partir da questão: “Na sua visão e experiência, qual foi a importância da chegada dos salesianos no Brasil e, também, qual foi a grande contribuição dos salesianos para o país?”.

 

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