Quarta, 07 Fevereiro 2018 18:30

“A causa de beatificação não é um caminho árido de procedimentos, mas uma peregrinação de fé na busca, na meditação e na imitação do heroísmo virtuoso dos santos”. Assim explica a sua missão especial o padre Pierluigi Cameroni, postulador geral para as Causas dos Santos da Família Salesiana. Há poucos dias, a Postulação publicou o dossiê sobre a situação da Santidade Salesiana em dezembro de 2017, que contém dados muito interessantes sobre o testemunho de muitos homens e mulheres que seguiram Dom Bosco no caminho da santidade e apresenta também um convite a toda a Família Salesiana para fazer caminhar as causas em curso.

 

Sexta, 07 Julho 2017 16:17

No dia 7 de julho a Igreja lembra a Beata Maria Romero Meneses, Filha de Maria Auxiliadora, nascida em Granada, Nicarágua, em 1902 e que viveu em São José de Costa Rica até 1977. “Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles” (Lc 24,15). Como os discípulos de Emaús, a Beata Maria Romero soube reconhecer a presença viva do Senhor na Igreja e, vencendo medos e dificuldades, foi testemunha entusiasmada e corajosa diante do mundo.

 

Quinta, 07 Maio 2015 16:47

O Venerável Padre Rodolfo Komórek, polonês que viveu no Brasil, dedicou-se de maneira exemplar aos pobres e aos doentes.

Terça, 08 Julho 2014 14:13

O calendário litúrgico da Igreja Católica contempla o culto dos santos e santas nas celebrações do mistério pascal. Não vamos adentrar sua história e doutrina para não nos delongarmos. Porém, algumas coisas podem nos ajudar a compreender o seu sentido e celebrar os santos ativa, consciente e frutuosamente.

Quinta, 17 Outubro 2013 17:59

Como já foi anunciado, o Santo Padre Francisco autorizou a Congregação das Causas dos Santos a promulgar o Decreto relativo às virtudes heroicas do Servo de Deus (SdeD) Atílio Luciano Giordani, leigo e pai de família, Cooperador da Sociedade Salesiana de São João Bosco. Com este ato o Sumo Pontífice reconhece ao Servo de Deus (SdeD) o título de Venerável (Ven.).

Sábado, 27 Abril 2013 01:07

 

Projeto tem por intuito divulgar nas redes sociais os exemplos de vida dedicada à juventude presentes na Família Salesiana e cumprir, na prática, a orientação de que “A santidade é o dom mais precioso que podemos oferecer aos jovens”(artigo 25 das Constituições da Sociedade de São Francisco de Sales)

 

Quando São João Bosco fundou a Família Salesiana, abriu o caminho para que outros seguissem seu exemplo e se dedicassem integralmente à educação e à evangelização da juventude. Dom Bosco foi reconhecido como santo pela Igreja Católica na Páscoa de 1934. Desde então, a Família Salesiana já conta com 163 membros declarados como santos ou com o processo de reconhecimento de sua santidade em andamento. São homens e mulheres; religiosos, religiosas, leigos e leigas; jovens, educadores e missionários cujas histórias de vida falam muito aos dias de hoje, e por isso precisam ser conhecidas e partilhadas.

O caminho percorrido por Dom Bosco e por outros membros da Família Salesiana serviu de inspiração para a criação do projeto “Santidade Salesiana”, uma iniciativa que tem por objetivo divulgar nas redes sociais as histórias e exemplos de vida de salesianos e salesianas que já foram reconhecidos como santos ou estão a caminho da glorificação. Lançado em 31 de agosto de 2012 - dia do nascimento de Dom Bosco -, o projeto foi criado pelos noviços Felipe Xavier e Rodrigo Menezes, da Inspetoria do Nordeste do Brasil, e Magno Fonzar, da Inspetoria de São Paulo.

 

Quarta, 12 Dezembro 2012 11:12

No dia 11 de cada mês é dedicado à oração e divulgação da Causa de Beatificação do Venerável P. Rodolfo Komórek, sacerdote salesiano que ficou conhecido como “padre santo” e tem mais de 12 mil graças atribuídas à sua intercessão.

Após mais de uma década fechado, o quarto em que o sacerdote viveu seus últimos dias, será reaberto à visitação. O padre teve grande atuação na Paróquia Sagrada Família, localizada no Sanatório Vicentina Aranha, em São José dos Campos.

No ambiente que fica em um pavilhão que outrora era utilizado para o isolamento de pacientes terminais, os devotos e visitantes encontrarão objetos pessoais como sua cama, um confessionário feito por ele, uma estola, um terço, fotos, radiografias de seu pulmão – P. Komórek morreu de tuberculose – além de relíquias dos ossos das pernas e pés do padre.

Em preparação para a reabertura do quarto do P. Komórek,  um tríduo  foi realizado neste sábado, 8 de dezembro, com terço e missa na Capela Nossa Senhora de Fátima, na cidade de Jacareí, com a programação se repetindo no dia seguinte. No dia 10 de dezembro a preparação prosseguiu com a reza do terço na Capela Relicário P. Rodolfo Komórek, em São José dos Campos, e o encerramento ocorreu no dia 11 de dezembro, com terço e missa na Capela Sagrado Coração de Jesus do Parque Vicentina Aranha, e a reabertura do quarto do P. Komórek em seguida.

 

Serviço

O Parque Vicentina Aranha fica na Rua Engenheiro Prudente Meirelles de Moraes, 302, Vila Adyana, São José dos Campos – SP. O horário de visitação do quarto de P. Rodolfo Komorék é de segunda-feira a domingo das 8h às 18h. Para outras informações o telefone é o (12) 3911-7090. 

História

Rodolfo Komorek nasceu em Bielsko, na Silésia polonesa, então austríaca, no dia 11 de agosto de 1890. Foi o terceiro de sete filhos de João e Inês Goch, pais verdadeiramente cristãos.

Aos 19 anos entrou no seminário, e ali era comparado a São Luís. Aos 24 anos foi ordenado sacerdote na diocese de Breslavia. Durante a primeira guerra mundial trabalhou como capelão militar no hospital e, a seu pedido, também na frente de batalha. Exerceu por três anos o ofício de pároco em Frystak, onde testemunhou a pobreza, a oração e o zelo apostólico. O seu confessionário estava sempre cheio. P. Rodolfo foi amado e respeitado por todos, sobretudo pelas crianças.

Com 32 anos pediu para entrar na Congregação Salesiana e, em 1922, iniciou o noviciado. Aspirava ser missionário. Por isso, em outubro de 1924 foi destinado a São Feliciano, no Brasil, para cuidar da pastoral dos poloneses imigrantes e sem assistência religiosa. Distinguiu-se como evangelizador e confessor de exceção. Chamavam-no "o padre santo". Foi exemplar na vivência do voto de pobreza tão amado por Dom Bosco. Vivia em união com Deus na presença do Senhor. Diziam dele: "Nunca se viu  um homem rezar tanto". E ainda: "A sua genuflexão valia por uma pregação e a sua compostura quando estava ajoelhado no chão persuadia-nos do seu extraordinário espírito de piedade e de mortificação".

Passou por várias paróquias e comunidades salesianas. Foi enviado como confessor ao estudantado salesiano de Lavrinhas, onde se distinguiu pela santidade. Dava 28 aulas por semana. A casa de saúde de São José dos Campos foi a última etapa dos seus 25 anos de missão. Vivia contente, nos últimos oito anos de vida, por consumir-se lentamente e oferecer a Deus, até o fim, o respiro de seus pulmões doentes de tuberculose. Assistia aos demais doentes exercendo durante o dia todo o ministério sacerdotal. Dormia sobre três tábuas.

Passou os últimos dias em contínua oração. Queria que os remédios, já inúteis, fossem dados aos pobres que não conseguiam comprá-los. Não quis aceitar nem oxigênio nem água. Morreu aos 59 anos, no dia 11 de dezembro de 1949. Está sepultado em São José dos Campos, onde a sua profunda piedade – sobretudo o amor pela Eucaristia –, o seu serviço incansável ao próximo e o seu espírito de contínua penitência formaram e continuam a formar gerações de crentes (sdb.org).

Quarta, 05 Dezembro 2012 18:00

 

 

Terceiro sucessor de Dom Bosco e fundador do Instituto das Voluntárias de Dom Bosco.

 

Felipe Rinaldi nasceu em Lu Monferrato, na província de Alessandria, Itália, no dia 28 de maio de 1856, era o oitavo de nove filhos. Ainda criança, conheceu Dom Bosco em sua própria terra quando o Santo passeava ali com seus meninos.

 

Aos 10 anos, o pai mandou-o para o colégio de Mirabello, mas Felipe não quis ficar e, poucos meses depois, o deixou. Dom Bosco lhe escreveu e procurou convencê-lo a voltar, mas Felipe foi irredutível. Em 1874, Dom Bosco foi a Lu, tentou persuadi-lo a ir com ele para Turim, mas sem sucesso. Três anos mais tarde, finalmente, conseguiria convencê-lo e, aos 21 anos, Felipe começou em Sampierdarena o caminho para as vocações adultas.

 

Em 1880, depois do noviciado, emitiu os votos perpétuos nas mãos do próprio Dom Bosco. Graças à santa insistência do Fundador, em dezembro de 1882, Felipe respondeu ao chamado do Senhor e foi ordenado sacerdote. Depois de pouco tempo, Dom Bosco o nomeou diretor de Mathi, um colégio para vocações adultas, que mais tarde seria transferido para Turim.

 

A poucos dias da morte de Dom Bosco, padre Rinaldi quis confessar-se com ele. Antes de absolvê-lo, já quase sem forças, Dom Bosco lhe disse somente uma palavra: “Meditação”.

 

Em 1889, padre Miguel Rua o nomeou diretor de Barcelona: “Deverás resolver assuntos bastante delicados”, lhe disse. Em três anos, com a oração, a mansidão, uma presença paterna e animadora entre os jovens e na comunidade salesiana, levantou aquela obra. Foi nomeado inspetor da Espanha e de Portugal. Em nove anos, graças também à ajuda econômica da venerável Dorotéis Chopitea, padre Rinaldi fundou 16 casas.

 

Padre Rua, depois de uma visita, ficou impressionado e, em seguida, o nomeou prefeito geral da Congregação. Em seu novo encargo, padre Rinaldi continuou a trabalhar com zelo, sem jamais renunciar a seu ministério sacerdotal. Cumpriu sua missão de governo com prudência, caridade e inteligência.

 

Depois da morte do padre Rua, padre  Paulo Albera, segundo sucessor de Dom Bosco, o confirmou prefeito geral e nomeou seu vigário. Em 1921, foi eleito terceiro sucessor de Dom Bosco. Deu enorme importância às missões: fundou institutos missionários, revistas e associações. Durante seu reitorado partiram para todo o mundo mais de 1.800 salesianos. Fez muitas viagens pela Itália e pela Europa.

 

Instituiu a Associação dos Ex-alunos e fundou o Instituto Secular das Voluntárias de Dom Bosco. Obteve de Pio XI a indulgencia do trabalho santificado. Mestre de vida espiritual, reanimou a vida interior dos salesianos, mostrando profunda intimidade com Deus e ilimitada confiança em Maria Auxiliadora. O grande salesiano, padre Francesia, disse: “Ao padre Rinaldi, só faltava a voz de Dom Bosco”. Morreu no dia 5 de dezembro de 1931, enquanto lia a vida do padre Rua.

 

João Paulo II declarou-o venerável em 3 de janeiro de 1987 e beatificou-o em 29 de abril de 1990

 

Extraído do livro: Santos na Família Salesiana, de Enrico Dal Covolo e Giorgio Mocci.

 

Inspetoria Salesiana do Amazonas