Quinta, 01 Fevereiro 2018 16:30

Aberto o processo diocesano de padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo Destaque

Escrito por  Info ANS
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“Merúri Rodolfo! Merúri Simão! Merúri, martírio, missão!”. O verso do poema de dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, não podia ser mais apropriado para descrever o que aconteceu na igreja da aldeia bororo de Merúri, Estado do Mato Grosso, em 31 de janeiro de 2018. Dom Protógenes José Luft, bispo de Barra do Garças, abriu oficialmente o processo diocesano sobre a vida, o martírio e a fama de santidade e dos sinais dos Servos de Deus Rodolfo Lukenbein, sacerdote professo da Sociedade de São Francisco de Sales (Salesianos), e do índio Simão Cristão Koge Kudugodu, chamado Simão Bororo, leigo.

 

Estavam presentes o bispo salesiano de Ji-Paraná, dom Bruno Pedron, representando os bispos salesianos do Brasil; o inspetor de Campo Grande, padre Gildásio Mendes dos Santos; a inspetora das Filhas de Maria Auxiliadora do Mato Grosso, irmã Antonia Brioschi; representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) - organismo ligado à CNBB que deu novo significado ao trabalho da Igreja Católica entre as populações indígenas; da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) - organização do governo brasileiro responsável pela proteção dos povos indígenas e de suas terras; muitos salesianos, membros da Família Salesiana e numerosos indígenas Bororo.

 

A missa teve início às 10 horas locais, diante do monumento erguido no local onde o padre Lukenbein e Simão ofereceram suas vidas no dia 15 de julho de 1976. Seguiu-se a procissão até a igreja onde, depois da comunhão, o padre Paulo Eduardo Jácomo, SDB, vice-postulador da causa, fez a leitura do decreto de abertura do processo diocesano, assinado pelo bispo de Barra do Garças. Depois, os membros do Tribunal assumiram seus encargos e fizeram o juramento, como também os peritos da Comissão Histórica.

 

“Não seria possível apresentar algo melhor a Dom Bosco no dia da sua festa: um filho missionário de Dom Bosco e um indígena destinatário da sua missão, juntos pelo caminho aos altares”, comentou o padre Pierluigi Cameroni, postulador geral das Causas dos Santos da Família Salesiana.

 

O poema de dom Pedro Casaldáliga continua assim: “na Missa e na dança, no sangue e na terra, tecem aliança Rodolfo e Simão! Merúri na vida, Merúri na morte, e o amor mais forte, é a realizada missão”.

 

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