Responder às necessidades dos “jovens pobres e abandonados” em tensão salvífica GLOBAL, com descortino e visão aberta para todo o universo juvenil

“Lembro apenas, e é o primeiro fato da minha vida que guardo na memória, que todos saíam do quarto do falecido e eu queria ficar lá a todo o custo.

‘Vem, João, vem comigo’ - insistia minha aflita mãe.

‘Se papai não vem, eu também não vou’ - retorqui.

‘Pobre filho - continuou mamãe’ -, vem comigo, já não tens pai.

Ditas essas palavras, prorrompeu em soluços, tomou-me pela mão e levou-me para fora, ao passo que eu chorava porque a via chorar”.

 

No coração do Antigo Testamento, há um chamado. O chamado de Deus a Moisés, no dia da sarça ardente. O Senhor disse: “Eu vi a opressão de meu povo no Egito, ouvi o grito de aflição diante dos opressores e conheci seus sofrimentos. Desci para libertá-lo das mãos do Egito e fazê-lo sair desse país para uma terra boa e espaçosa...” (Êxodo 3,7-8).

“Vi... ouvi... conheci... desci para libertá-lo”. São os quatro verbos da paternidade perfeita. Deus não abandona os seus filhos. Dom Bosco foi chamado para encarnar a paternidade de Deus em nosso tempo.

 

 Do trabalho individual à construção de uma comunidade-família; do carisma pessoal ao carisma compartilhado.

O primeiro gesto “oficial” de Jesus foi assim:

 

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