No encerramento da primeira sessão estiva do Conselho Geral, realizada nesta segunda-feira, 03 de junho, em Roma, Itália, o reitor-mor dos salesianos, padre Pascual Chávez, anunciou o tema da Estreia para 2014: “apropriemo-nos da experiência espiritual de Dom Bosco, para caminhar na santidade segundo a nossa vocação específica”. Depois de conhecer a história e a pedagogia do Santo dos Jovens, o triênio de preparação ao Bicentenário de Nascimento de Dom Bosco se completa com o tema Espiritualidade.

 

Padre Pascual Chávez apresentou a citação ao lema da Estreia com um breve texto, no qual ele esclarece que a espiritualidade salesiana como a cristã, “se concentra na caridade. Trata-se neste caso da “caridade pastoral”, ou seja, daquela caridade que nos impele a buscar  “a glória de Deus e a salvação das almas”: “Caritas Christi urget nos” – e, depois, – “A “caridade salesiana” é caridade pastoral, porque busca a salvação das almas; e é caridade educativa, porque encontra na educação o recurso que permite ajudar os jovens a desenvolver todas as suas potencialidades de bem. Deste modo, podem os jovens crescer quais honestos cidadãos, bons cristãos, futuros habitantes do céu”.

 

“Não basta conhecer os aspectos da vida de Dom Bosco, das suas atividades e também do seu método educativo” – escreve o reitor-mor; e convida a conhecer e a descobrir “a sua profunda vida interior, aquela que se poderia chamar de sua “familiaridade” com Deus”.

 

São três os conteúdos específicos que a Estreia 2014 irá aprofundar e que esta breve apresentação antecipa: a experiência espiritual de Dom Bosco, a caridade pastoral qual centro e síntese da espiritualidade salesiana e, enfim, a espiritualidade salesiana válida e eficaz para todas as vocações.

 

O texto integral da apresentação do tema da Estreia 2014 está disponível no site sdb.org e na seção ‘serviço’ da Agência Info Salesiana.

 

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Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesianoum artigo para leitura e reflexão. No segundo ano de preparação para o bicentenário de Dom Bosco, a proposta é debruçar-se sobre a pedagogia do Santo dos Jovens, a partir de reflexões escritas em primeira pessoa. Veja o artigo de junho.

 

Nasci pobre, contudo pelas minhas mãos passaram somas incríveis, às quais jamais apeguei o coração. Para mim, ser pobre queria dizer ser livre, daquela liberdade verdadeira que o Senhor nos ensinara com o exemplo e as palavras. Livres, não bloqueados! Pobre, como eu era, conheci e frequentei muitos ricos. Tinha uma ideia fixa que nem sempre foi compreendida, antes me suscitou um vespeiro de críticas cansativas e asfixiantes. Dizia e repito: “Não são os ricos que nos fazem a caridade, mas somos nós que a fazemos a eles, dando-lhes a oportunidade de fazer um pouco de bem”. Mais claro do que isso... Eu estava convencido de que “aos senhores, nunca há alguém que ouse dizer a verdade”.

 

 

Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. No segundo ano de preparação para o bicentenário de Dom Bosco, a proposta é debruçar-se sobre a pedagogia do Santo dos Jovens, a partir de reflexões escritas em primeira pessoa. Veja o artigo de maio.

 

Graças também à presença materna de minha mãe na antiga casa Pinardi (onde teve início a obra salesiana), havia um estilo simples de relações humanas, feito de calor paciente, compreensão e correção, em perfeito estilo de família. Com tantos em casa, a disciplina era necessária para que tudo não acabasse em confusão incontrolável. Disciplina reduzida ao mínimo, mas “acordos claros e amizade longa” como ela, em sua inata sabedoria popular, condensava as suas conclusões.

 

 

Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. No segundo ano de preparação para o bicentenário de Dom Bosco, a proposta é debruçar-se sobre a pedagogia do Santo dos Jovens. Veja o artigo referente ao mês de abril.

 

Eu era um garotinho vivo e atento que, com permissão de minha mãe, ia às várias festas campestres nas quais se apresentavam saltimbancos e ilusionistas. Punha-me sempre na primeira fileira, atento aos movimentos com que procuravam distrair os espectadores. Aos poucos, eu conseguia descobrir os seus truques; voltando para casa, repetia-os por horas a fio. Com frequência, porém, os movimentos não produziam o efeito desejado. Não foi fácil caminhar sobre aquela bendita corda suspensa entre duas árvores! Quantas quedas, quantos joelhos esfolados! E, muitas vezes, vinha-me a vontade de deixar tudo prá lá... Depois, recomeçava suado, cansado e, às vezes, também angustiado. Depois, aos poucos, conseguia equilibrar-me; sentia as plantas dos pés descalços aderirem à corda; tornava-me uma só coisa com os movimentos dos pés e, então, divertia-me contente repetindo e inventando outros movimentos. Eis porque, quando falava aos meus meninos, dizia-lhes: “Façamos as coisas fáceis, mas façamo-las com perseverança”. Eis aí a minha pedagogia essencial, fruto de muitas vitórias e de tantas outras derrotas, com a obstinação que era minha característica mais marcante.

 

O reitor-mor dos salesianos, padre Pascual Chávez, enviou à Congregação Salesiana uma nova carta circular intitulada: “Vocação e formação: dom e dever”. O documento pretende ilustrar a beleza e as exigências da vocação e formação salesiana, e ao mesmo tempo a atual situação de inconsistência vocacional. A carta se divide em duas partes fundamentais.

Consistência e fidelidade vocacionais

 

O reitor-mor  realça a necessidade de ajudar os jovens irmãos a alcançar a consistência vocacional e ajudar aqueles que já fizeram opções definitivas a viverem a fidelidade vocacional. A fraqueza vocacional evidencia-se especialmente das estatísticas que o reitor-mor deseja tornar conhecidas por toda a Congregação para conscientizá-la dos problemas e ajudá-la assim a assumir responsabilidades.

 

Evidenciam-se dois aspectos complementares, causas fundamentais de uma inexistente consistência e fidelidade vocacionais:

 

• uma concepção errada de vocação;  por vezes, se identifica com um projeto pessoal motivado pelas exigências de autorrealização. Ao começar a caminhada da vida consagrada salesiana há, com frequência, motivações não-válidas ou débeis, por vezes também inconscientes; se não se cuida das motivações, será inevitável encaminhar-se para a fragilidade vocacional ou para a infidelidade;

• a cultura em que se vive, que oferece oportunidades e também apresenta riscos. É sobretudo a visão antropológica que constitui a um só tempo um recurso e um desafio à caminhada vocacional. Trata-se da exigência de autenticidade, do sentido de liberdade, de historicidade, de contínua busca de experiências, de apreço pelas relações e pela afetividade, de dificuldades para a renúncia e para a fidelidade, em um contexto de pós-modernidade e multiculturalidade. Estes aspectos antropológicos, embora desafiadores, são imprescindíveis para uma vida consagrada que deseje ser plenamente humana e por isso acreditável.

 

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