Quarta, 13 Novembro 2013 12:28

No próximo dia 17 de novembro, o grupo de salesianos cooperadores Nossa Senhora Auxiliadora, de Ceilândia, DF, ganhará mais dez integrantes. Durante uma missa festiva, que será celebrada pelo inspetor da Inspetoria São João Bosco (ISJB), padre Nilson Faria, eles farão o compromisso público como salesianos cooperadores. A celebração ocorrerá às 9 horas, na Capela Nossa Senhora Auxiliadora, na sede do Cesam, DF.

 

A Associação dos Salesianos Cooperadores é um dos mais antigos grupos da Família Salesiana. Nasceu quando Dom Bosco sentiu uma necessidade crescente de cooperadores leigos, ligados à missão salesiana. Desde 1841, ele recorria à colaboração de muitas pessoas para levar adiante a sua “obra dos oratórios”. O que ele, de fato, pretendia era fundar uma sociedade cujos membros partilhassem o mesmo projeto. Uns como membros externos (salesianos cooperadores, leigos vivendo no mundo) e outros como membros internos (religiosos consagrados, vivendo em comunidade).
 

Depois de muitas tentativas para realizar o projeto inicial, Dom Bosco fundou dois grupos distintos: os Salesianos Consagrados (1859) e a Associação dos Cooperadores Salesianos (1876), aos quais deu um regulamento específico.
 

O trabalho dos salesianos cooperadores tem como uma de suas principais inspirações a mãe de Dom Bosco, Margarida Occhinea, considerada a primeira cooperadora, trabalhando no Oratório desde 1846 até à morte, em 1856.
 

Inspetoria São João Bosco

Terça, 11 Dezembro 2012 00:34

 

O 4º Congresso Mundial dos Salesianos Cooperadores reuniu cerca de 250 delegados, provenientes de todas as partes do mundo, nos dias 8 a 11 de novembro, em Roma, Itália.

 

Realizado nos dias 8 a 11 de novembro, em Roma, Itália, o 4º Congresso Mundial dos Salesianos Cooperadores representa um marco histórico. Os cerca de 250 delegados, representando as províncias dos SSCC em todas as partes do mundo, discutiram e aprovaram o Projeto de Vida Apostólica (PVA). Concluíram assim um processo que, nos últimos anos, envolveu toda a Associação na análise e reflexão sobre o papel do salesiano cooperador no carisma de Dom Bosco e no interior da Família Salesiana. O congresso também elegeu a nova coordenação mundial da Associação dos Salesianos Cooperadores, que pela primeira vez será exercida por uma mulher: a SC Noemi Bertola.

O congresso refletiu a universalidade da Família Salesiana e teve vários momentos fortes de reflexão e partilha. Entre eles, destacam-se as falas do reitor-mor dos Salesianos, padre Pascual Chávez, que várias vezes incentivou a Congregação a “sair da sacristia” e exaltou a importância dos leigos na difusão do carisma salesiano: “Dom Bosco escolheu a educação baseada no amor como uma maneira de criar uma mudança real e duradoura. Homens e mulheres de diferentes culturas e raças se encontram no carisma de Dom Bosco, que na introdução do Regulamento escreveu: ‘Ser cooperador salesiano é uma maneira prática de se beneficiar da moralidade e da sociedade civil.’ A tarefa, agora, é trazer o significado dessas palavras para os dias de hoje.”

 

Quarta, 10 Outubro 2012 15:57

 

Confesso que quando criança e parte de minha adolescência queira ser “super-herói”. Ficava maravilhado em vê-los nos desenhos e filmes salvando vidas, dando novos rumos e oportunidades às pessoas que se encontravam em apuros e risco, sobretudo quando um deles ousava levantar o braço para dizer “para o alto e avante”. Fiquei frustrado ao saber que não conseguiria ser um deles.  

Porém, depois de certo tempo, percebi que o sonho então esquecido e que poucos conheciam, na verdade, ainda estava sendo alimentado e nutrido em mim. Aos poucos, porém, a vida me fez perceber que existia uma forma bem mais concreta e de ser um “herói”:“Busca almas, nada de dinheiro, honras, nem privilégios. Sejam educados, cuidem dos doentes, dos jovens, dos idosos e dos pobres, evitem o ócio, sejam sóbrios no comer, no beber e descansar; cuidem da saúde; vivam a pobreza; amem-se uns aos outros e propaguem a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora e a Jesus Sacramentado. Além de que se recomende aos jovens a confissão e a eucaristia”. Dom Bosco me indicou o caminho a seguir e, aos poucos, percebi que estar no meio dos jovens, ouvi-los e incentivá-los, colaborar com os Salesianos de Dom Bosco (SDB) e as Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), nossos irmãos, me dava muita satisfação e alegria. Foi assim que me senti incentivado a entrar em um processo de discernimento vocacional para me tornar um Salesiano Cooperador.  

O primeiro toque divino veio durante algumas conversas com a salesiana cooperadora Lena Kátia, que na época era minha catequista na turma de Crisma. Recordo que tinha uma necessidade pessoal: ter uma proposta concreta, gratificante de futuro que não me trouxesse frustração. Lembro da reposta que Lena elaborou quando perguntei o que era ser salesiano cooperador: “O chamado a ser salesiano cooperador: uma aposta e uma atitude positiva perante a parcela da sociedade que recrimina, julga e subestima a juventude”. Essas palavras marcaram e marcam minha vida desde então.

O período de formação tem me ajudado a perceber que a opção e a escolha de ser salesiano cooperador é bastante desafiador, em um mundo onde existem outras opções que envolvem e cativam,. Afinal, seguir, proclamar e provocar vocações em jovens que têm “sonhos” e ambições, tais como ter o melhor carro e salário, a esposa mais bonita e prestígio, não é tarefa fácil. Pensar sobre isso me faz lembrar a passagem bíblica do jovem rico (Mc 10, 17-31). Porém, sinto-me chamado a ajudá-los a perceber que sigo por um belo caminho que, apesar de possuir desafios, é também muito gratificante.

Responder a essa vocação, bem delineada, pautada e traçada por Dom Bosco, é uma missão desafiadora, mas a cada dia que passa meu desejo é continuar rumo à “primeira promessa”, processo no qual estou há dois anos. No momento estou em formação, estudando o Plano de Vida Apostólica – PVA e sou considerado um aspirante a salesiano cooperador, como somos chamados.

Hoje sei que jamais poderei ser um “super-herói” com capa e máscara, tal como vislumbrava na infância, pois Deus me convida a ser herói de outra forma. Esta minha vocação é real e nela me empenho dia a dia. Por isso, parafraseando o apóstolo Paulo que diz “ai de mim, se eu não evangelizar” (1 Cor. 9:16), eu digo: Ai de mim se não salvar vidas e almas. Ai de mim se não propuser aos jovens  novos rumos e oportunizar aos que se encontram em apuros um encontro pessoal com Jesus Cristo. Ai de mim se não levantar as mãos ao céu e não proclamar profeticamente no meio dos jovens: para o alto nós vamos, o nosso lugar é o céu!

 

Henrique Carreira é aspirante a Salesiano Cooperador em Belém, PA

 

Segunda, 17 Setembro 2012 20:00

 

Ir. Valéria Timoteo, da Inspetoria Santa Catarina de Sena, de São Paulo - SP, está há dois anos e meio em missão no Norte do Haiti. Em viagem recente ao Brasil, Ir. Valeria preocupou-se em visitar o máximo de presenças salesianas, em São Paulo, para divulgar a situação vivenciada no Haiti, que ainda sofre as consequências do violento terremoto de 2010 e pedir ajuda. 
 
Segundo Ir. Valéria, o trabalho de reconstrução do país é ainda lento e necessita de todo o empenho daqueles que possam doar um pouco de si para que aquele povo venha a ter uma vida digna. Uma das propostas apresentadas pela irmã, no papel de Delegada dos Salesianos Cooperadores, é a construção de um Centro Juvenil para alfabetização e recreação. 
A  entrevista da Ir. Valéria que se segue foi concedida ao salesiano cooperador Carlos Minozzi, da Paróquia Sta. Terezinha, na Zona Norte de São Paulo. Em seu relato, a irmã salesiana pede ajuda para esse projeto, que é um pátio salesiano para a comunidade onde a escola está instalada, a cerca 400 km de Porto Príncipe, Capital do Haiti.

 

Ir. Valéria, conte-nos por que a senhora foi para o Haiti.

“Quando aconteceu o terremoto, em 2010, eu pedi à madre geral e ela, ao conversar com as outras irmãs responsáveis, viram que eu poderia ir como voluntária. Em pouco mais de um mês parti para o Haiti e lá estou até hoje, há dois anos e meio”.  

Depois desse tempo, como está a população do Haiti?

“Muitas coisas começaram a mudar, principalmente com o novo presidente da república, Michel Martelly , uma pessoa jovem, 51 anos, ex-cantor de rock, e se vê que tem uma postura diferente. Estamos acreditando nele porque um artista sempre tem um coração mais sensível. Ele já conseguiu fazer algumas coisas, por exemplo, recuperar o aeroporto, que estava todo danificado. A reforma já terminou, está moderno e bem aparelhado, pois ele  é a ‘porta de entrada do país’...as estradas estão sendo recapeadas, hospitais reconstruídos, enfim. Ele também já começou a trabalhar a melhora do ensino público, com recursos provenientes da telefonia e outros impostos. Uma parte desse dinheiro é diretamente aplicada à escola pública. As escolas privadas foram requisitadas para receber os alunos que não têm vaga nas escolas públicas, já que o país não dispõe de escolas suficientes. Além dos alunos que frequentam a nossa escola, que são cerca de 800, nós ganhamos  mais 300, que não teriam nenhuma chance de poder estudar. Nem a metade das famílias com  crianças matriculadas em nossas escolas consegue pagar pelo ensino, por causa da situação do país como um todo”.

Tem chegado ajuda internacional lá? 

“Eu posso falar da ajuda que recebemos da congregação. As escolas estão sendo reconstruídas, as coisas estão acontecendo. De outras partes a gente não sabe, mas ouvimos muitas histórias, muita coisa que não chegou..., que se perdeu no caminho”

Hoje qual é o maior problema daquele povo?

“O cólera, creio, tenha sido um impacto muito grande, pois vimos pessoas morrerem sem saberem que doença tinham. Para podermos entender aquela realidade, logo após o terremoto, na temporada das chuvas, de maio a novembro, é tempo dos tufões e furacões. Coma ausência de esgotos e saneamento básico, o vírus do cólera se alastrou rapidamente e as pessoas foram contaminadas pela água que beberam. Uma doença misteriosa para eles, que não conheciam os sintomas do cólera ! Foi muito triste.”

E como é o projeto dos salesianos na região onde a senhora trabalha?

“Pretendemos construir um ambiente salesiano, com salas de alfabetização e outras para jogos e convivência para as crianças e jovens. É um projeto dos cooperadores salesianos, que já conseguiram adquirir um terreno e buscam agora meios de construir o Centro Juvenil, mas as dificuldades são imensas. A mais recente tempestade tropical, por exemplo, interrompeu a comunicação de telefonia local”. 

Esta escola está muito distante de Porto Príncipe, a Capital do Haiti? 

“De avião, estamos a 25 minutos, mas por estrada, o caminho é feito em até oito horas.

Padre Camilo, da Paróquia Sta. Teresinha, se prontificou a fazer uma intermediação para uma coleta de doações para esse trabalho, não?

“Sim, quem quiser fazer doações em dinheiro, pode usar a conta bancária da paróquia, que depois transfere para a conta da Wester Union, a transferência de dinheiro mundial, para a obra onde trabalhamos”

 

Se não for ajuda em dinheiro, o que mais poderíamos fazer? 

 

“O voluntariado é aberto, todo aquele que sentir o desejo de fazer alguma coisa será bem-vindo. Precisamos de técnicos agrícolas, orquidófilos, apicultores, pessoas habilitadas para tarefas básicas, para melhorar as técnicas... quem possa trabalhar com as crianças, ensinar capoeira, coisas da salesianidade sempre são importantes nesse momento.”

 

Para ajudar a erguer essa obra financeiramente, a conta que a Paróquia Sta. Terezinha disponibiliza para doações é - Bradesco (237) ag. 2017 – conta 280-1 Mitra Arquidiocesana de São Paulo - Paróquia Sta. Teresinha – CNPJ 63.089.825/0219-07

 
 
Quinta, 16 Agosto 2012 00:04

 

Sob o tema “Caminhar à luz do Projeto de Vida Apostólica (PVA)” e com o lema “Testemunhar para educar e evangelizar”, cerca de 300 Salesianos Cooperadores (SSCC) de todas as seis províncias da Região Brasil acorreram ao Colégio Dom Bosco, em Campo Grande, MS, durante os dias 12 a 15 de julho, para participar do X Congresso Nacional dos Salesianos Cooperadores.