Quarta, 12 Junho 2019 18:21

São 158 milhões de crianças escravas no mundo

Escrito por  Agência iNfo Salesiana - ANS
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Eles não podem ir à escola, mal têm tempo de comer e não descansam nos finais de semana. Eles não sabem o que é brincar com outras crianças. Esta é a vida de 158 milhões de menores em todo o mundo, que em vez de ir à escola ou ao parque de diversões são vítimas de trabalho infantil e realizam atividades de adultos. Sem considerar que, em quase metade dos casos (73 milhões) elas estão envolvidas em atividades nocivas à saúde. O Papa Francisco, recordando o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil (12 de junho), escreve: "As crianças devem poder brincar, estudar e crescer num ambiente pacífico. Ai daqueles que sufocam nelas o alegre impulso da esperança!”.

 

Carregar mercadorias nas estações, vendê-las nas ruas, trabalhar nos campos, nas fábricas, nas minas ou como empregados...: estas são algumas das ocupações que os menores realizam no mundo e que os privam de ir à escola e curtir a infância. Nunca deveríamos ter de perguntar a uma criança: "O que você está fazendo: estudando ou trabalhando?"

 

As atividades agrícolas são as que mais utilizam o trabalho infantil (71%); seguidas pelo setor de serviços (17%) e industrial (12%), particularmente a indústria da mineração.

 

Salesianos de todo o mundo agem para resgatar essas crianças do trabalho infantil de maneira que possam recuperar a infância, ir à escola, brincar com os amigos, aprender algo que sirva à vida; possam se sentir amadas e consideradas; para que possam conhecer a Deus e sentir-se queridas por um Pai amoroso, como é justo para crianças desta idade.

 

As crianças representam sempre mão-de-obra barata, trabalhadores facilmente substituíveis, que não reclamam nem reivindicam seus direitos, simplesmente porque não os conhecem. Elas são tratadas como adultos: mas cansam-se e adoecem facilmente. São obrigadas a carregar pesos, trabalham a terra assumindo posturas que geram malformações e doenças crônicas e, em todos os casos, desenvolvem baixa autoestima, desconfiança das pessoas e até mesmo depressão.

 

Os salesianos e todas as instituições que seguem as ideias de Dom Bosco jamais se cansarão de pedir respeito pelos direitos das crianças e de tomar as medidas adequadas para que elas sejam protegidas e se sintam seguras. A educação é, e continua a ser, a chave para que as crianças não sejam exploradas, possam transformar suas vidas e sejam agentes de mudança e desenvolvimento, além de protagonistas do seu próprio futuro.

Fonte: Agência iNfo Salesiana - ANS

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