Sexta, 02 Março 2018 18:12

Venezuela: o Salesiano mais idoso da Congregação completa 107 anos

Escrito por  ANS
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Sábado passado, 24 de fevereiro, padre José Berno festejou 107 anos de vida, 89 como missionário na Venezuela, 86 de Profissão salesiana perpétua e 80 de sacerdócio.

 

Em 1911, em Riese (hoje ‘Riese Pio X’, em honra do seu mais ilustre concidadão), nascia Giuseppe Berno. Foi Mãe Antonia que lhe escolheu o nome: “Se chamará ‘Bépi’ (hipocorístico de ‘Giuseppe’; ‘Zé’ ou ‘Zezé’ em português, NdT), como o Papa (Giuseppe Sarto, Pio X, na época Papa reinante, NdR), porque desejo que este meu filho seja sacerdote como ele”. E realmente o pequeno ‘Bepi’ um dia ficou padre e salesiano, tendo celebrado há poucos dias, como Salesiano mais idoso da Congregação, o seu 107° aniversário de vida.

 

A história salesiana do padre Berno inicia em Legnano; depois continua em Trento, com os primeiros anos de formação e de preparação, até o noviciado. Fez a primeira Profissão religiosa em Este, no dia 1° de setembro de 1929, e, naquele mesmo ano, com apenas 18 anos, pediu para ser missionário na Venezuela, país que se tornaria a sua segunda pátria.

 

Fez os votos perpétuos em 11 de setembro de 1932, foi ordenado diácono em 1937 e, em 1938, no dia 30 de outubro, festa de Cristo, Rei do Universo, foi ordenado sacerdote, em LaVega-Caracas, por dom Luigi Centoz, na época núncio apostólico no País. Em 1961, já com 50 anos, foi convidado pelo então vigário apostólico da Amazônia e Alto Orinoco, dom Segundo García, a trabalhar como missionário naquelas terras. Aceitou logo e incondicionalmente.

 

Passou os primeiros sete anos em Puerto Ayacucho, sede episcopal e capital da Amazônia Venezuelana. Depois, junto com o padre Cocco e o padre Bonvecchio, penetrou na selva amazônica venezuelana, passando ali, ininterruptamente, 20 anos! Teve de percorrer a selva hostil, os rios em cheia, os milhares de canais naturais pela floresta... ‘Fez-se tudo para todos, no dizer de São Paulo apóstolo, para poder lucrar alguém para a proposta do Evangelho’.

 

Famoso também por suas Cartas Geográficas do Alto Orinoco, pelo estudo das línguas autóctones, pela interpretação dos sinais e dos sons daquelas culturas, voltou em 1987, aos 76 anos, a Puerto Ayacucho. De 1990 a 2009 foi ali vice-pároco, até que, no limiar dos 100 anos, foi transferido a Caracas.

 

A vida do “padre Zé” é um testemunho de fidelidade e generosa dedicação ao serviço de Deus. E ao serviço do homem!

 

Fonte: ANS

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