Sexta, 17 Novembro 2017 13:24

Daniel e sua inteligência

Escrito por  ANS – Sunyani
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Quando os Salesianos chegaram em Gana, na África, há 25 anos, começaram a trabalhar com os adolescentes e jovens pobres e carentes e o seu único sonho era o mesmo de Dom Bosco: educar e dedicar-se aos menores, vítimas do tráfico. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que haja mais de 1,2 milhão de crianças vítimas deste flagelo. Os Salesianos de Gana trabalham também com estes jovens, procurando prevenir o fenômeno e acompanhando os menores envolvidos. Daniel é um daqueles que, sem a ajuda dos Salesianos, poderia tornar-se uma vítima do tráfico.
 
Daniel é uma criança especial. Apesar de seus 10 anos, destaca-se entre seus coetâneos. Nunca está parado e raramente presta atenção na aula, mas é o mais rápido em responder corretamente às perguntas. Entende e fala inglês como nenhum outro. Se vivesse no assim chamado “primeiro mundo”, dir-se-ia que sofre de Déficit de Atenção e Hiperatividade e seria acompanhado. Na África, essa doença não existe. Em Gana, esse menino tem um “espírito livre” que deve ser acolhido com paciência e sem pressão, para encontrar a solução que lhe dê a motivação adequada.
 
Sua mãe tem retardo mental e desde adolescente sofreu numerosos abusos, de um dos quais nasceu Daniel. O garoto cresceu na rua e todo o bairro de Odumase o conhece e chama de “Bowobra”.
 
Chegou à obra salesiana e ali foi cuidado e educado pelos religiosos e seus colaboradores. Tudo caminhava bem, até que, há três meses, fugiu do centro salesiano e desapareceu por duas semanas... voltou, mas continua um garoto difícil.
 
Atualmente, a casa salesiana “Don Bosco Boys Home” de Sunyani, a cerca de 300 km da Capital, Accra, acolhe 63 menores, vindos da rua, vítimas do tráfico, de abusos ou abandonados pelas famílias. O centro salesiano foi criado em 1996 para ajudar os “puxadores de carrinhos”, crianças que, para sobreviverem, carregam as compras das mulheres e dos visitantes nos mercados de Sunyani.
 
 
Segundo o P. Ubaldino Andrade, diretor da obra, nos mais de 20 anos de atividades no centro passaram mais de 400 garotos e “muitos conseguiram realizar o sonho de ser professores, policiais, mecânicos, carpinteiros... Alguns até mesmo trabalham na Alemanha e nos Estados Unidos, graças às bolsas de estudo que lhes foram concedidas para frequentarem a universidade”.
Lido 90 vezes Modificado em Sexta, 17 Novembro 2017 14:18

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