“Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”: este é o tema do 47º Dia Mundial para a Paz, que será celebrado em 1º de janeiro de 2014, o primeiro do Papa Francisco.

Terça, 25 Junho 2013 14:36

Nota da CNBB: "Ouvir o clamor que vem das ruas"

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Os bispos manifestam "solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens". A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou a Nota em entrevista coletiva e o documento foi aprovado na reunião do Conselho Permanente concluída na sexta-feira, 21 de junho.

 

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota sobre a redução da maioridade penal, na quinta-feira, 16 de maio, durante coletiva de imprensa, que apresentou o balanço da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (CONESP). A CNBB “reafirma que a redução da maioridade não é a solução para o fim da violência”. Assim, a “Igreja no Brasil continua acreditando na capacidade de regeneração do adolescente quando favorecido em seus direitos básicos e pelas oportunidades de formação integral nos valores que dignificam o ser humano”.
 
“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9)
 

Nota da CNBB sobre a redução da maioridade penal

 
O debate sobre a redução da maioridade penal, colocado em evidência mais uma vez pela comoção provocada por crimes bárbaros cometidos por adolescentes, conclama-nos a uma profunda reflexão sobre nossa responsabilidade no combate à violência, na promoção da cultura da vida e da paz e no cuidado e proteção das novas gerações de nosso país.
 
A delinquência juvenil é, antes de tudo, um aviso de que o Estado, a Sociedade e a Família não têm cumprido adequadamente seu dever de assegurar, com absoluta prioridade, os direitos da criança e do adolescente, conforme estabelece o artigo 227 da Constituição Federal. Criminalizar o adolescente com penalidades no âmbito carcerário seria maquiar a verdadeira causa do problema, desviando a atenção com respostas simplórias, inconsequentes e desastrosas para a sociedade.
 
A campanha sistemática de vários meios de comunicação a favor da redução da maioridade penal violenta a imagem dos adolescentes esquecendo-se de que eles são também vítimas da realidade injusta em que vivem. Eles não são os principais responsáveis pelo aumento da violência que nos assusta a todos, especialmente pelos crimes de homicídio. De acordo com a ONG Conectas Direitos Humanos, a maioria dos adolescentes internados na Fundação Casa, em São Paulo, foi detida por roubo (44,1%) e tráfico de drogas (41,8%). Já o crime de latrocínio atinge 0,9% e o de homicídio, 0,6%. É, portanto, imoral querer induzir a sociedade a olhar para o adolescente como se fosse o principal responsável pela onda de violência no país.
 
Terça, 14 Maio 2013 14:02

Papa recebe Anuário Pontifício 2013

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A Igreja Católica cresce no mundo, sobretudo na África e Ásia, enquanto a Europa continua registrando sinais negativos: esse é o dado que se constata no Anuário Pontifício 2013, apresentado ao Papa na manhã desta segunda-feira, 13 de maio, pelo cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e pelo substituto dos Assuntos Gerais, dom Angelo Becciu.

 

A redação do novo Anuário foi feita sob os cuidados do encarregado do Setor Central de Estatística da Igreja. Nesse contexto foi também apresentado o Annuarium Statisticum Ecclesiae 2011. O Papa Francisco agradeceu pelo volume a ele presenteado mostrando interesse pelos dados ilustrados e expressando gratidão a todos aqueles que colaboraram na nova edição dos dois anuários.

 

Observa-se que no Anuário Pontifício 2013 se encontra duas vezes o nome Bento XVI: a primeira na série dos Sumo Pontífices, a segunda na página dedicada à Diocese de Roma, Sé do Vigário de Cristo, na qual é definido Sumo Pontífice emérito.

 

População católica

Os católicos no mundo são 1 bilhão e 214 milhões (os dados referem-se a 2011); em 2010 eram 1 bilhão e 196 milhões. Portanto, houve um aumento relativo de 1,5%, e como esse crescimento resulta pouco superior ao da população mundial (1,23%), a presença dos católicos no mundo resulta substancialmente invariável (17,5%).

 

A análise territorial das variações no biênio mostra um aumento de 4,3% de católicos na África, que teve um crescimento populacional de 2,3%. Também no continente asiático foi registrado um aumento de católicos superior ao da população (2,0% contra 1,2%). Na América e na Europa verifica-se um gradual crescimento dos católicos e da população (0,3%).

 

Em 2011 o total dos católicos batizados é distribuído por continente da seguinte forma: 16% na África; 48,8% na América; 10,9% na Ásia; 23,5% na Europa e 0,8% na Oceania.

 

O número de bispos no mundo passou – de 2010 a 2011 – de 5.104 para 5.132, com um aumento de 0,55%. O incremento disse respeito, particularmente, à Oceania (+4,6%) e à África (+1,0%), enquanto a Ásia e a Europa se colocam pouco acima da média mundial. A América não registrou variações. Diante de tais dinâmicas diferenciadas, todavia, a distribuição dos bispos por continente permaneceu substancialmente estável no último biênio 2010 - 2011, com América e Europa que, sozinhas, continuam representando quase 70% do total.

 

Sacerdotes

A presença dos sacerdotes – diocesanos e religiosos – no mundo aumentou no tempo, passando na última década dos 405.067 (31 de dezembro de 2001) para 413.418 (31 de dezembro de 2011), registrando um incremento de 2,1%.

 

Todavia, tal evolução não foi homogênea nas diferentes áreas geográficas. A dinâmica do número dos presbíteros na África e na Ásia resulta bastante confortadora, com + 39,5% e + 32,0% respectivamente (e com um incremento de mais de três mil unidades, para os dois continentes, somente em 2011); enquanto na América se mantém estacionária em torno de uma média de 120 mil unidades. Contracorrente em relação à média mundial, a Europa registrou no mesmo período (2001 – 2011) uma diminuição de mais de 9% de presbíteros.

 

Diáconos

Por sua vez, os diáconos permanentes estão em forte expansão tanto em âmbito mundial quanto em cada continente, passando, ao todo, de mais de 29.000 em 2001 para 41.000 em 2011, com uma variação superior a 40%. Europa e América registram tanto a consistência numérica mais significativa, quanto a tendência de crescimento maior.

 

De fato, os diáconos europeus, pouco mais de nove mil em 2001, eram quase 14 mil em 2011, com um incremento de mais de 43%. Na América, de 19.100, em 2001, passaram para mais de 26.000 em 2011. Estes dois continentes representam sozinhos, 97,4% da consistência global, com o restante 2,6% subdividido entre África, Ásia e Oceania.

 

Religiosos

O grupo dos religiosos professos não sacerdotes consolidou-se no mesmo período, posicionando-se em pouco mais de 55 mil unidades, em 2011. Na África e na Ásia observam-se variações de +18,5% e de +44,9%, respectivamente. Em 2011, estes dois continentes representavam, ao todo, uma cota de mais de 36% do total (eram menos de 28% em 2001).

 

Inversamente, o grupo constituído por Europa (com variação de -18%), América (-3,6%) e Oceania (-21,9%) registrou redução de quase 8 pontos percentuais entre 2001 e 2011.

 

No que tange às religiosas professas observa-se uma dinâmica fortemente decrescente, com uma contração de 10% no período de 2001 a 2011. Efetivamente, o número total de religiosas professas passou de mais de 800 mil unidades em 2001 para pouco mais de 700 mil, dez anos depois. A queda concerne a três continentes (Europa, América e Oceania), com variações também relevantes (-22% na Europa, -21% na Oceania e -17% na América).

 

Na África e Ásia, ao invés, o incremento foi decididamente constante, superior a 28% no primeiro continente, e superior a 18% no segundo. Consequentemente, a fração das religiosas professas na África e Ásia no total mundial passou de 24,4% para 33%, em detrimento da Europa e da América, cuja incidência se reduziu, no conjunto, de 74% para 66%.

 

Seminaristas

Os candidatos ao sacerdócio no mundo – diocesanos e religiosos – passaram de 112.244 em 2001 para 120.616 em 2011, com um incremento de 7,5%. O crescimento foi muito diferente nos vários continentes. De fato, enquanto a África (+30,9%) e Ásia (+29,4%) mostraram dinâmicas evolutivas consistentes, a Europa e América registram uma contração de 21,7% e de 1,9%, respectivamente.

 

Consequentemente, observa-se um redimensionamento da contribuição do continente europeu para o crescimento potencial da renovação do quadro de sacerdotes, com uma cota que passa de 23,1% para 16,8%, frente a uma expansão dos continentes africano e asiático.

 

Circunscrições eclesiásticas

Durante 2012 e até a eleição do Papa Francisco foram criadas 11 Sedes Episcopais, 2 Ordinariatos Pessoais, 1 Vicariato Apostólico e 1 Prefeitura Apostólica; 1 Prelazia Territorial foi elevada a Diocese e 2 Exarcados Apostólicos foram elevadas a Eparquias.

 

CNBB

Segunda, 06 Maio 2013 19:56

A acolhida ao Papa Francisco

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(...) acolhamos o Papa Francisco, como o faria Dom Bosco, e, enquanto o confiamos ao cuidado e à guia materna de Maria Auxiliadora, lhe asseguremos o nosso afeto, a nossa obediência e a nossa mais sincera e decidida colaboração, neste tempo de nova evangelização (Padre Pascual Chávez Villanueva, em mensagem aos salesianos e a toda a Família Salesiana).

 

A Igreja Católica conheceu no dia 13 de março o seu 266º Papa: o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio. Jesuíta, com 76 anos de idade, o novo Sumo Pontífice é o primeiro Papa latino-americano e também o primeiro jesuíta da história da Igreja. Escolhido para suceder Bento 16, o cardeal argentino adotou o nome de Francisco em homenagem a São Francisco de Assis, um santo conhecido pela sua humildade e dedicação aos pobres.

Logo após ser anunciado como o novo líder da Igreja, Jorge Mario Bergoglio apareceu na varanda central da Basílica de São Pedro, onde uma multidão de fiéis o aguardava para a sua primeira benção. No entanto, o Papa, em um gesto autêntico de humildade, pediu aos fiéis que primeiro o abençoassem no início de seu pontificado. “Antes de dar a sua primeira bênção como Pontífice, ele nos pediu que o abençoássemos. Em profundo silêncio, cada qual o fez do mais fundo do seu coração, deixando-se guiar pelo Espírito (...)”, relatou o reitor-mor dos salesianos, padre Pascual Chávez Villanueva, em sua mensagem à Família Salesiana.

 

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