Missões (364)

 

A guerra civil na Síria continua destruindo casas, vidas humanas e agora também a esperança e a fé dos jovens  - e o que relata o padre Munir El Rai, inspetor salesiano para o Oriente Médio, que nas duas últimas semanas esteve na Síria. De acordo com o padre, os jovens estão sem esperança e perguntam “onde está Deus”.

Segunda-feira, 8 de abril - "Apenas cheguei a Damasco, Capital da Síria, partindo do Líbano, onde participara dos exercícios espirituais com 22 coirmãos, uma forte explosão sacudiu o centro da Capital. Mais uma vez o sangue de uma vintena de vítimas se acrescentou ao de tantas outras. O povo continua vivendo na total insegurança, por causa das frequentes explosões – de tiros ou de morteiros. Respira-se o ar de sofrimento, de tristeza, de dor. Vi o pranto de dois meninos que perderam o pai saíra  para o trabalho e que na dor, correram a nós como  parte de sua família.

 

A situação geral de Damasco, cidade cosmopolita, com perto de 5.000 000 habitantes, nunca fora tão dramática e preocupante como em outras cidades, embora os ruídos da guerra se ouvissem todos os dias e quase todas as horas. De fato, a primeira explosão em Damasco ocorreu em dezembro de 2011, e poucas outras seguiram, mas esporadicamente.

 

A partir do mês de julho de 2012, a atmosfera mudou radicalmente, por causa de vários atentados. Desde então as atividades se fizeram somente pela manhã e com certa trepidação, pela insegurança no transporte dos jovens, cujo número diminuiu sensivelmente.

No início de outubro, cerca de 80 rapazes participavam do ano escolar e catequético, no ensino fundamental e médio. Em 21 de outubro, uma grande explosão no centro cidade provocou cerca de 15 mortes, em Bab Touma, zona prevalentemente cristã. As atividades do centro juvenil foram suspensas. Depois disso, as explosões voltaram a ocorrer de novo esporadicamente, em vários bairros da cidade. Os alunos das classes elementares e médias são raramente convocados. E a sua presença diminuiu consideravelmente.

 

Em 2013, a guerra e as explosões continuaram, causando muitas vítimas. Apesar dessa situação, procurou-se fazer alguma coisa. No mês de janeiro voltou a reflorir a vida no centro juvenil, com a presença de cerca de 140 meninos e meninas. Nos meses de fevereiro e março, o clima de guerra não permitiu a realização ordinária das atividades. Isso obrigou-nos a buscar outras formas de contato com os jovens e suas famílias: visita a uma centena de famílias, proposta de pequenas colônias de férias internas por grupos, retiro de dois dias para alguns ginasianos; a celebração da Festa de Dom Bosco, no dia 7 de fevereiro, com a presença de cerca de 80 crianças e jovens; um retiro de três dias para alguns universitários; confissões para uns 30 alunos das classes elementares e médias.

 

Depois da Páscoa, notou-se certa retomada na participação, mas antes de convocar os rapazes, pedem-se informações aos catequistas e colaboradores sobre a situação nos vários bairros. Dependendo das respostas e se as circunstâncias não mudarem, deveremos impostar as nossas atividades pastoral-educativas mediante visitas às famílias dos nossos meninos e jovens, e com frequentes convocações de pequenos grupos para um encontro de três dias de formação humana, espiritual e salesiana".

 

Clique aqui para novos relatos do padre Munir sobre a situação na Síria.

 

InfoANS

O Parlamento do Paraguai, reunido em sessão solene na sala bicameral do Congresso, entregou o diploma de reconhecimento ao padre salesiano José Zanardini, pelo trabalho realizado em prol da educação das populações indígenas da região do Chaco. A honorificência premia o trabalho desenvolvido pelos salesianos do Paraguai, que contribuiu para a promulgação de algumas leis em favor das comunidades indígenas.

 

Os Salesianos chegaram ao Paraguai em 1896 e fundaram sua primeira obra, formada por uma igreja, um oratório e oficinas de artes e ofícios – na capital Assunção, vizinha ao porto sobre o Rio Paraguai. A preocupação missionária os motivou, desde os primeiros anos, a atravessar o rio e seguir rumo ao norte, para fundar missões entre os indígenas. Em 1948 foi criado o Vicariato Apostólico do Chaco, confiado aos salesianos na pessoa de Dom Ángel Muzzolón, bispo salesiano.

 

No território do Vicariato existem nove etnias diferentes, com línguas e culturas também distintas. Inicialmente as missões começaram a trabalhar segundo os esquemas tradicionais. Mas depois do Concílio Vaticano II e graças à contribuição das ciências antropológicas, o trabalho pastoral e cultural com as populações indígenas se renovou, para adaptar-se às suas novas exigências. Foi um trabalho que, articulado em vários âmbitos, procurou garantir a sobrevivência das populações por longos séculos marginalizadas e humilhadas.

 

Há atualmente no Paraguai cerca de 25.000 alunos nas escolas indígenas e aproximadamente  1500 professores, em sua maioria, indígenas. As cerca de 500 escolas indígenas presentes no território nacional gozam todas de manutenção estatal.

 

Padre José Zanardini

 

Padre José Zanardini nasceu em 1942, em Bréscia, na Itália. Ordenado sacerdote em 28 de maio de 1975, em Chiari, Itália, chegou em 1978 ao Paraguai, onde desenvolveu todo o seu trabalho apostólico. Entre os anos de 1985 a 1991 foi encarregado da Missão Indígena de Puerto M. A., Chaco. Atualmente é professor de antropologia social na Universidade Católica, tendo sido convidado por muitas nações da América, Europa e Ásia, para falar sobre os indígenas, cultura, interculturalidade e revitalização das línguas como instrumento de reforço de identidade. Desde 2008, é assessor permanente do Ministério da Educação e Cultura do país, empenhado em preparar os novos programas das escolas indígenas pelo rumo das suas exigências.

 

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Segunda, 11 Março 2013 18:58

Salesianos inauguram centro para jovens em Camboja

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Após meses de espera, foi inaugurado oficialmente nos dias 5 e 7 de março o “Dom Bosco Vocational Centre” (Centro Profissional Dom Bosco ), em Kep City, no Camboja. As celebrações pela inauguração do centro começaram no dia 05 de março e contaram com a presença de guias religiosos das comunidades locais muçulmanas e budistas, do vigário apostólico de Phnom Penh, Dom Oliviere Schimitthaeusler, além de alunos de várias escolas de toda a província de Kep. O Centro Dom Bosco será destinado para a qualificação profissional dos jovens da região.

 

Os principais benefícios que a obra salesiana oferecerá, tanto aos jovens da província de Kep como aos jovens de outras províncias rurais limítrofes, será a possibilidade deles continuarem em suas províncias de origem, mas com melhores condições de trabalho e de vida. Além disso, o centro salesiano contribuirá para que os jovens tenham a oportunidade de se qualificar para futuramente conseguirem boas ocupações profissionais nas grandes cidades, eliminando desse modo, o risco de acabarem marginalizados como tantos jovens que emigram dos campos para as áreas metropolitanas de Phnom Penh e Sihanoukville.

 

O centro de Kep oferece cursos nas áreas de Comunicação Social, Artes, Tecnologias da Informação, Ecoturismo, atividades de secretaria, Albergaria e Relações Públicas.

 

Histórico

 

O Centro Profissional Dom Bosco, de Kep, veio se transformando ao longo do tempo: no início era uma simples área de campo, onde os salesianos e os alunos faziam os retiros espirituais; posteriormente se transformou em uma pequena oficina de costura e agora integra um vasto leque de atividades e de serviços educativos, cujos primeiros beneficiários são os jovens que não possuem qualificações profissionais.

 

InfoANS

Terça, 05 Fevereiro 2013 15:49

Nasce uma congregação religiosa indígena na Guatemala

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O último dia 31 de janeiro, festa de Dom Bosco, foi uma data  histórica para a missão salesiana, de Carchá, na Guatemala. Os “Missionários de Cristo Bom Pastor”, grupo religioso masculino, obteve o reconhecimento canônico como congregação religiosa diocesana sob a autoridade do bispo local. A nova congregação conta com quatro professos perpétuos, sete professos temporários, quatro noviços e 39 pré-noviços.

 

A celebração teve como ato central uma missa solene campal, presidida pelo bispo local, dom Rodolfo Valenzuela, acompanhado por diversos sacerdotes salesianos e diocesanos. Participaram da celebração 1.600 estudantes dos três centros.

 

A nova congregação teve como guia e impulsionador o padre salesiano Antônio De Groot. Nascido na Holanda, mas criado na Austrália, padre De Groot chegou à missão de Carchá no ano de 1975. Ali começou a estimular o crescimento humano e cristão dos jovens, através da educação. No princípio o projeto educativo contava apenas com um pequeno grupo de jovens, mas logo a iniciativa começou a dar frutos e a crescer resultando em três grandes institutos: em Carchá, em Raxruhá e em Chamelco, que hoje acolhem globalmente 1.600 jovens índios, em sua maioria de etnia qeqchí.

 

Para garantir a eficácia e a continuidade do projeto, denominado Centro Dom Bosco,  padre De Groot convidou os jovens desses centros a unir-se num grupo religioso. Em seguida, à medida que o pequeno grupo de membros adquiria consistência numérica e identidade espiritual, começou a serem definidos os Estatutos, as Constituições e os Regulamentos. Desse modo ia se desenvolvendo os “Missionários de Cristo Bom Pastor”, que agora é uma congregação religiosa diocesana de espiritualidade salesiana.

 

A oferta formativa do projeto Centro Dom Bosco se concentra nos estudos escolares de base, com uma especial atenção à formação de habilitações técnicas, úteis no contexto local. O programa oferece um cuidado rigoroso ao trabalho e ao estudo. Os jovens estudantes internos, além disso, desenvolvem atividades pastorais em 42 vilas próximas para encorajar os seus coetâneos a crescerem humana e cristãmente.

 

O Centro Dom Bosco é a versão masculina de outro projeto educativo paralelo pensado para as jovens indígenas, chamado “Talita Kumi”, nascido por inspiração do missionário salesiano indiano, padre Jorge Puthenpura, e animado pela Congregação das Irmãs da Ressurreição.

 

Ambas as obras educativas são parte de um trabalho missionário maior desenvolvido pela comunidade salesiana, composta de nove missionários que trabalham em colaboração com vários grupos da Família Salesiana.

 

InfoANS

No último dia 11 de novembro, data do aniversário da primeira expedição missionária de 1875, o conselheiro para as Missões, padre Václav Klement, lançou, em Roma, um apelo para a 144ª Expedição Missionária Salesiana que sairá da Basílica de Maria Auxiliadora no dia 29 de setembro de 2013. No site www.sdb.org é possível conferir a lista dos locais que necessitam de missionários salesianos, educadores e evangelizadores.

 

O apelo, na verdade, é uma carta enviada aos superiores das inspetorias e visitadorias da Congregação em 11 de Novembro, em memória àquele dia de 1875 que marcou, com a entrega do crucifixo por Dom Bosco ao primeiro grupo de salesianos, o início da aventura missionária da Congregação.

 

O conselheiro para as Missões observa que "a motivação profunda da opção missionária não pode ser outra senão uma profunda fé em Jesus Cristo, que induz a segui-lo de uma forma mais radical, onde quer que o Senhor chame para servi-lo. É também a expressão da paixão de compartilhar a experiência da plenitude da vida em Cristo. Para nós, salesianos, a opção missionária é também uma expressão da alegria e entusiasmo em viver a nossa vocação salesiana. É assim que vos convido a responder generosamente ao chamado do Senhor para proclamar ad gentes - ad exteros – ad vitam: ‘Ide por todo o mundo’ (Mt 28:18-20)".

 

Para ajudar os superiores das circunscrições e os salesianos que desejam ser missionários, a escolher uma opção missionária ad gentes, padre Klement recorda a importância do discernimento correto de uma escolha que é, por sua natureza, uma vocação. Para isso, basta comunicar a disponibilidade por meio de uma carta endereçada ao conselheiro para as Missões ou ao reitor-mor, padre Pascual Chávez, possivelmente antes do próximo dia 31 de janeiro. "Cada candidato deve estar totalmente à disposição do reitor-mor de acordo com as necessidades da congregação. Ele pode, no entanto, expressar preferências ou maior predisposição por um território específico missionário".

 

No site sdb.org há também uma lista de vários lugares que precisam de novos missionários, um mapa com as solicitações de todos os continentes, incluindo a Europa e com os quais, desde 2009, a Congregação Salesiana se comprometeu por meio do Projeto Europa, após um processo de análise e estudo. A lista contém também outras informações importantes como, por exemplo, quais são as línguas necessárias, descrições e características do trabalho e do ambiente em que se encontra e as qualidades exigidas aos missionários.

 

Inspetoria Salesiana de São Paulo e InfoANS

Sábado, 03 Novembro 2012 15:12

Síria: os salesianos no olho do furacão

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Padre Munir El Rai, inspetor salesiano no Oriente Médio, relatou, em setembro, a situação da Síria. Um testemunho de como os salesianos vivem, junto aos jovens a eles confiados, nessa terra assolada pela violência.

 

A situação da Síria está piorando, Alepo, Damasco e arredores são atacados e bombardeados. A falta de combustível, eletricidade, água, pão, gás, gasolina e automóveis, bem como a paralização dos mercados e o desemprego, aumentamainsegurança e o caos. As comunicações eletrônicas tornaram-se difíceis. A situação econômica geral piora a olhos vistos, o que motiva o fechamento de fábricas e outras atividades e o crescimento do desemprego.

Mais de 30.000 pessoas foram mortas, os feridos são cerca de 200.000, com milhares de famílias entre os desabrigados e refugiados. A violência foi desencadeada, com homicídios, sequestros, atos de vandalismo, saques, incêndios nos edifícios governamentais e instalações públicas. A violência devastou e reduziu em pedaços o tecido demográfico e a antiga convivência.

Desde meados de março de 2011, a Síria – que se destaca no mundo pela sua riqueza histórica, sua cultura e o sadio e exemplar pluralismo – está vivendo um caos sem precedentes. Nesse momento não conseguimos ver a luz no fim do túnel. Estamos muito tristes, preocupados e desanimados pelo que está ocorrendo no decorrer desse último ano e meio. Mas mantemos a esperança de que uma solução pacífica será encontrada.

 

Quarta, 10 Outubro 2012 16:02

As gloriosas Catacumbas de São Calisto

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O fascínio da “terra dos mártires” atrai peregrinos até os dias atuais, que continuam visitando esse local, vindos de todo o mundo. Grande parte dos peregrinos, algumas centenas de milhares a cada ano, é de jovens.

 

Em 1930, o papa Pio XI convidou os salesianos para cuidar, em nome da Santa Sé, apenas das Catacumbas de São Calisto, as "Catacumbas por excelência, o primeiro cemitério oficial da Comunidade de Roma, o glorioso sepulcrode mais de 16 papas do século III" (GiovanniBattista de Rossi).

Hoje, depois de 80 anos de serviço contínuo dos salesianos, as Catacumbas de São Calisto são atendidas por uma comunidade constituída por salesianos oriundos de uma dezena de nações diferentes.

 

A  69ª edição da Romaria da Família Salesiana, celebração tradicional do mês de outubro, excepcionalmente este ano, realizou-se no último domingo de setembro, dia 30, e reuniu cerca de 2.000 pessoas.

 

Desde 1943,  os participantes da romaria se reúnem em Jaboatão, município da Região Metropolitana do Recife , onde os salesianos têm uma linda Basílica dedicada à Nossa Senhora Auxiliadora.  Os romeiros, em grande maioria, são pertencentes aos diversos grupos da Família Salesiana de toda região Nordeste . A concentração se dá  na Capela de Nossa Senhora Aparecida, de onde a romaria parte  rumo à Basílica, em um percurso de 3,5 quilômetros.

 

O tema geral desta edição foi: “Maria, mãe e educadora da Família Salesiana, nos acompanha na missão de evangelizar como discípulos e missionários do Pai”, mas também a palavra de Deus foi valorizada e lembrada, visto que era o encerramento do mês da Bíblia. Pe. Raimundo Ricardo Sobrinho, delegado inspetorial para a Família Salesiana e um dos  organizadores da romaria, ressaltou seu caráter acolhedor e fraterno: “é um dia de alegria, de oração, de expressões de fé e dia em que muito se intensificam os laços da amizade: oração, cantos, celebração da palavra, encenações, músicas, almoço na fraternidade. Não se trata de um grupo fechado... a festa é de todos: Todos são acolhidos na alegria da família. Maria muito se alegra e, decerto, lhe concede especial ajuda e muitas bênçãos neste dia de festa".

 

 No período da tarde, como faz tradicionalmente, o  salesiano cantor e compositor Pe. João fez um lindo show. O atual pároco local e cantor, Frei Damião Silva, também fez uma apresentação musical. Logo após as apresentações, ocorreu a celebração eucarística campal, presidida por Dom Edvaldo Amaral *,  encerrando este dia de fé e alegria da Família salesiana do NE do Brasil

 

Um dos diferenciais este ano foi a utilização, desde a preparação até o evento, da rede social Facebook, onde foi criada uma Fan Page. Quem quiser acessá-la e  ver fotos, videos, mensagens e informações sobre a Família Salesiana, poderá fazê-lo por meio do link:  http://www.facebook.com/romariasalesiana

 

Terça, 02 Outubro 2012 17:49

Envio missionário

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Renovou-se no Colle Don Bosco, Itália, o envio missionário que, nos últimos anos, reúne os jovens empenhados no voluntariado e os missionários de partida, religiosos e leigos, Salesianos e Filhas de Maria Auxiliadora (FMA). Durante a celebração, o  reitor-mor, padre Pascual Chávez Villanueva, falou  sobre as finalidades educativas de Dom Bosco, a realidade atual dos jovens e as atitudes do missionário.

Padre Pascual Chávez lembrou que, para Dom Bosco, a alegria, a música e o lazer eram meios de se chegar aos jovens e propor-lhes que “fossem felizes no tempo e na eternidade”. Uma felicidade que hoje os jovens não buscam mais, ou que confundem com uma autorrealização imediata. O reitor-mor ressaltou também que os jovens atualmente vivem em uma condição mista de indiferença e impotência e enfatizou que, muitas vezes, as relações virtuais esvaziam as amizades reais. 

Padre Pascual Chávez indicou aos missionários algumas atitudes para serem as "sementes de Verdade" presentes nas outras realidades, como o diálogo: “Acima de tudo, quem anuncia o Evangelho deve saber descobrir os pontos de contato com os outros para neles enxertar, diria quase naturalmente, a mensagem da salvação. Só assim a fé não se tornará nunca ‘polêmica’ e marginalizadora, e sim agregadora e caridosa, e por isso sempre aberta ao diálogo intercultural e inter-religioso". 

Após a homilia realizou-se a entrega do Crucifixo missionário a 45 Salesianos de Dom Bosco, 15 Filhas de Maria Auxiliadora e 11 leigos italianos e poloneses. Um gesto que recordou como, em 11 de novembro de 1875, Dom Bosco confiou a mesma missão aos primeiros salesianos de saída para a Patagônia argentina: serem sinais e portadores do amor de Deus aos jovens.

InfoANS

O Centro Educacional Maria Auxiliadora, em Brasília,DF, está promovendo o CEMA Voluntário com alunos dos ensinos fundamental II e médio. Pelo projeto, os jovens visitam instituições de caridade como creches, asilos e abrigos. Os objetivos são despertar a consciência dos educandos e educadores para a importância da prática do voluntariado, criando uma cultura solidária, e colaborar com alguma instituição de forma a possibilitar novas perspectivas para a entidade atendida.

“A prática da solidariedade tem sido um desafio em nossa sociedade, marcada pelo individualismo. Como educadores e alunos salesianos, queremos despertar o verdadeiro valor solidário que ultrapasse campanhas e que implante realmente uma cultura solidária em nossa comunidade educativa”, explica a coordenadora pedagógica do colégio, Edileuza de Medeiros.

A última visita, realizada em um lar de idosos, motivou ainda mais os estudantes para a solidariedade. O aluno Eduardo Oliveira, do 6º ano, comentou a visita: “Nós pudemos refletir sobre a vida dos nossos avós, bisavós e até tataravós. Temos que aproveitar esses momentos, pois é por causa deles que estamos aqui.”. “A visita nos deu a chance de nos tornarmos pessoas mais carinhosas. Os idosos são pessoas muito legais. Fiquei muito feliz quando o Sr. Manoel sorriu para nós e quando cantamos para eles”, completou a aluna Mariana Campos.

RSE Informa

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