Sexta, 28 Setembro 2018 15:24

Equador: arcebispo Gabrielli: "Nada mudou, continuo amando e visitando meu povo"

Escrito por  ANS
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Após 35 anos de trabalho como missionário salesiano no leste do Equador, em 1993, dom Pietro (Pedro) Gabrielli foi nomeado pelo Papa João Paulo II como bispo do Vicariato Apostólico de Méndez. Ao obedecer a esse chamado, ele continuou o trabalho que ele mais amava: caminhar e encontrar pessoas, para compartilhar com elas o infinito amor de Deus.

 

Lembra-se do momento em que foi nomeado bispo?

 

Claro. Eu estava na missão de Yaupi quando me entregaram uma carta do Núncio Apostólico do Equador onde estava escrito que ele queria falar comigo. Viajei para Quito e lá eles me propuseram que me tornasse um bispo. No começo eu não queria aceitar, mas diante da carta assinada pelo Papa João Paulo II, acabei aceitando, depois de 35 anos de trabalho como salesiano.

 

Sua vida pastoral mudou depois desse evento?

 

Nada mudou, continuei a amar e a visitar meu povo. É por isso que conheço a maior parte das comunidades e pude dar forma ao que a Igreja queria que eu fizesse entre o povo: ser pastor das ovelhas.

 

Como decidiu tornar-se um missionário salesiano?

 

O superior do Instituto de Veneza, onde eu estudava mecânica, ofereceu-me a oportunidade de ser padre e missionário salesiano e aceitei sua proposta. Meu pai me deu a permissão dizendo-me que não voltasse para casa. Tornei-me salesiano, missionário e hoje agradeço as oportunidades que tive de me tornar o que sou.

 

E nunca voltou para a casa?

 

Voltei algumas vezes enquanto ainda era missionário, não muitas. Em 35 anos de vida missionária, retornei ao meu país apenas três vezes. Como bispo, voltei para visitas Ad Limina, para ajudar em Comissões Episcopais e para convites de família. Às vezes eu voltava porque, tendo estabelecido amizades em diferentes países, viajava para apoiar alguns projetos ou procurar recursos para algumas obras do Vicariato.

 

Que importância tiveram os povos amazônicos em seu serviço sacerdotal?

 

Chegando nessa terra eu levei vida de missionário. Vivi em instituições, mas sem negligenciar o povo das comunidades. Sempre gostei de morar perto das pessoas, visitá-las sem muitas pretensões, sempre com o desejo de servir. No início do meu serviço, o missionário era o único que podia chegar às comunidades emergentes: participamos de assembleias, demos nossas sugestões e incentivamos a amizade e o desenvolvimento da população.

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