Terça, 15 Agosto 2017 17:01

Projeto Europa: um missionário africano na França

Escrito por  InfoANS
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Padre Christian Tshala Wika, originário de Lubumbashi, República Democrática do Congo, na África é, atualmente, diretor da obra salesiana de Argenteuil, não distante de Paris, a capital da França. Eis o seu testemunho.

 

Depois da formação na 144ª Expedição, indo de Roma a Turim (2013), cheguei ao mar da missão com as reais dificuldades de achar o meu lugar e o sentido da minha presença. Foi um período para testar a minha vocação salesiana. O terceiro encontro de missionários do Projeto Europa, em Munique (2016) foi o primeiro de que eu participei depois da primeira formação em Roma. Impressionou-me duplamente.

 

Em primeiro lugar, dei-me conta de que estou realmente participando de um Projeto que supera os ‘meus’ projetos e as ‘minhas’ aspirações pessoais: um projeto que emana do Espírito Santo e que já produziu muitos frutos através dos outros  coirmãos que estão respondendo com entusiasmo.

 

Além disso, em Munique, sublinhou-se o fato de que – relativamente às Inspetorias que recebem – o projeto Europa não é um Projeto a mais, ou paralelo, mas uma renovação do carisma salesiano "com" os irmãos aos quais nos agregamos: um projeto a ser construído junto com eles. Isso acertou a ideia errada que tinha: de achar que eu não teria com que contribuir na França.

 

Creio que a nossa Inspetoria da FRB teve a felicidade de dispor de um inspetor tão favorável ao Projeto Europa: aberto, que anima, aconselha, visando a  realização do Projeto. Isso significou um impacto positivo em nossa inserção como missionários vindos de fora. Sentimo-nos esperados, acolhidos,  acompanhados. Para voltar ao meu caso pessoal: quando cheguei, fui enviado à comunidade em que o novo provincial havia sido diretor e pároco. Ele foi substituído pelo ex-vigário inspetorial, que se tornou o novo pároco e diretor da nossa equipe. Dia após dia foi me preparando, orientando, para só assumir as  responsabilidades do trabalho dois anos mais tarde.

 

O fato de eu ser africano, vindo do exterior, e de o ex-vigário provincial, que fora diretor da minha comunidades e pároco, entregar-me o bastão, tornando-se, por todo um ano, o meu vigário, antes de mudar de comunidade..., esse fato foi, para mim, um grande testemunho de força e conversão, além de um potentíssimo testemunho perante a comunidade paroquial e colaboradores leigos, os quais podiam, através desse sinal, admirar o amor fraterno e a confiança que depositaram em mim.

Fonte: Info ANS

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