Pascual Chávez Villanueva

Pascual Chávez Villanueva

Pascual Chávez Villanueva SDB, é um sacerdote católico salesiano e Reitor-Mor da Congregação Salesiana desde 3 de abril de 2002, tornando-se o IX sucessor de Dom Bosco no governo da segunda maior comunidade religiosa da Igreja Católica. Chávez é o segundo latino-americano a ocupar o cargo máximo da dita Congregação (o primeiro foi seu antecessor imediato, João E. Vecchi, de nacionalidade argentina). Durante o XXVI Capítulo Geral dos Salesianos realizado em Roma entre fevereiro e abril de 2008 foi eleito para um segundo período de seis anos. Nasceu em San Luis Potosí, México, em 20 de dezembro de 1947 e reside na Casa Geral dos Salesianos de Dom Bosco em Roma. Tem se destacado por suas visitas como Reitor-Mor a todas as inspetorias salesianas do mundo.

Quarta, 02 Abril 2014 13:16

Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano. No último artigo escrito por padre Pascual Chávez como superior dos Salesianos, ele escreve como se fosse o próprio Dom Bosco, retomando a figura de Maria durante toda a sua vida:

 

Há uma belíssima recordação da minha infância, aos nove ou 10 anos. Foi um sonho que deixou um sinal indelével na minha vida. Tinha visto um grupo de jovens atentos à brincadeira; de repente, porém, o passatempo degenerara em uma luta furiosa, com  socos, pontapés, palavrões e, infelizmente, blasfêmias. Eu partira para o ataque. Em seguida, um senhormajestoso interrompeu-me, indicando uma maneira bem diferente de fazer com que melhorassem. E apareceu uma maravilhosa senhora, afetuosa e bela: fez um sinal para que me aproximasse dela. Como eu estivesse confuso com a rápida sequência de cenas, tomou-me pela mão. O gesto de delicada bondade materna conquistou-me para sempre. Com muita simplicidade, posso dizer-te que jamais me separei dessa mão; ou melhor, sempre a tive bem apertada, até o fim.

Quarta, 02 Abril 2014 13:16

Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano. No último artigo escrito por padre Pascual Chávez como superior dos Salesianos, ele escreve como se fosse o próprio Dom Bosco, retomando a figura de Maria durante toda a sua vida:

 

Há uma belíssima recordação da minha infância, aos nove ou 10 anos. Foi um sonho que deixou um sinal indelével na minha vida. Tinha visto um grupo de jovens atentos à brincadeira; de repente, porém, o passatempo degenerara em uma luta furiosa, com  socos, pontapés, palavrões e, infelizmente, blasfêmias. Eu partira para o ataque. Em seguida, um senhormajestoso interrompeu-me, indicando uma maneira bem diferente de fazer com que melhorassem. E apareceu uma maravilhosa senhora, afetuosa e bela: fez um sinal para que me aproximasse dela. Como eu estivesse confuso com a rápida sequência de cenas, tomou-me pela mão. O gesto de delicada bondade materna conquistou-me para sempre. Com muita simplicidade, posso dizer-te que jamais me separei dessa mão; ou melhor, sempre a tive bem apertada, até o fim.

Sábado, 01 Março 2014 13:00

Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano. Neste artigo para o mês de março, ele toma as palavras do Santo dos Jovens e escreve em primeira pessoa, como se fosse o próprio Dom Bosco, ressaltando que a santidade está ao alcance de todos:

Terça, 04 Fevereiro 2014 23:36

Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. Neste terceiro ano em preparação ao bicentenário de nascimento de Dom Bosco, ele toma as palavras do Santo dos Jovens e escreve em primeira pessoa, como se fosse o próprio Dom Bosco:

 

Sempre vivi entre amigos. Recordo-me dos anos de minha infância: “Era muito querido e respeitado pelos da minha idade… De minha parte, fazia o bem a quem podia, e o mal a ninguém. Os companheiros me queriam com eles… Porque, embora pequeno de estatura, possuía força e coragem para incutir medo nos companheiros de idade bem maior”. Era aconselhado por minha mãe, que me sugeria: “Na amizade, a experiência e não o coração deve ensinar-nos”. Essa lição de vida me levaria depois a orientar os meus jovens, recomendando-lhes: “Escolhei sempre os amigos entre os bons mais conhecidos e, entre estes, os melhores e também; entre os melhores, imitai aquele que for bom e evitai os defeitos, porque todos os temos”.

Segunda, 06 Janeiro 2014 16:25

Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. Neste terceiro ano em preparação ao bicentenário de nascimento de Dom Bosco, ele toma as palavras do Santo dos Jovens e escreve em primeira pessoa, como se fosse o próprio Dom Bosco:

Terça, 03 Dezembro 2013 12:29

Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. No artigo de dezembro, ele escreve como se fosse Dom Bosco, em primeira pessoa, e conta:

Quarta, 06 Novembro 2013 15:41

Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. No artigo de novembro, ele escreve como se fosse Dom Bosco, em primeira pessoa, e conta: “Põe-te imediatamente a instruí-los sobre a fealdade do pecado e a preciosidade da virtude”.

 

Falar de Jesus Cristo nestes dias é difícil, mas não impossível. Os jovens parecem distraídos e quase inacessíveis sobre temas religiosos. No meu tempo, assim como hoje, o problema não era tanto falar de Jesus, mas o tom e a abordagem. Alguns dos meus contatos com os jovens não se deram na sacristia ou à sombra do campanário. Começaram nas praças de Turim ou em alguma dos muitos becos de seu centro histórico.

No início do meu apostolado sacerdotal, meu amigo padre Cafasso, que eu escolhera como diretor espiritual, tinha-me dado um conselho de ouro: “Caminha pela cidade, olha ao teu redor”. Eu devia encontrar os jovens no seu ambiente, aonde eles se reuniam. Se os tivesse esperado na igreja, teria perdido um tempo precioso e mil ocasiões.

Quarta, 09 Outubro 2013 13:59

Todos os meses, o reitor-mor escreve aos leitores do Boletim Salesiano um artigo para leitura e reflexão. No artigo de outubro, ele escreve como se fosse Dom Bosco, em primeira pessoa, e conta:

 

Eu caminhava por Turim na companhia do fidelíssimo padre Rua e de outro salesiano, quando  meus olhos fixaram-se em uma cena que me encheu o coração de profunda tristeza. Um garotinho talvez de 12 anos, estava tentando empurrar um carrinho cheio de tijolos pelas pedras irregulares da rua. Era um servente de pedreiro, franzino e pequeno, que, incapaz de mover o peso superior às suas forças, chorava de desespero. Afastei-me dos dois salesianos e corri até o pobre garoto, um dos muitos que, na Turim de então, que se enriquecia de tantos belos palácios, cresciam debaixo de patrões desumanos ao som de tabefes e imprecações. Impressionaram-me aquelas lágrimas que regavam o seu rosto. Aproximei-me, sorri para ele com um leve aceno de amizade e ajudei-o a empurrar aquele peso até o canteiro de obras. Todos se admiraram ao ver um padre chegar àquele local; o garotinho, ao contrário, logo entendera que eu me pusera ao seu lado para um gesto solidário de ajuda concreta.

Gosto de recordar esse fato, um entre muitos, porque o considero como símbolo do meu grande amor pelos jovens. Amor não feito de palavras, amor que falava direto ao coração.