Pe. João Mendonça

Pe. João Mendonça

Pe. João Mendonça, SDB, nasceu em Manaus, AM, em 1961. É Salesiano de Dom Bosco desde 1982. Mestre em Educação com especialização em metodologia para a formação religiosa e presbiteral pela Pontificia Universidade de Roma. Pós graduado em Comunicação pelo SEPAC – PUC/SP e Educação Sexual pela Unisal/SP. Durante 4 anos foi coordenador da pastoral da inspetoria São Domingos Sávio/Manaus, delegado inspetorial para a Família Salesiana, vice-diretor da comunidade Santo Tomás, Pio XI – Lapa, Diretor do pós-noviciado de Manaus e atualmente é pároco.

Terça, 06 Maio 2014 00:08

“Acredito que seja importante pensar a perspectiva missionária da vida como vocação a partir destas provocações deixadas pelo papa na exortação Alegria do Evangelho porque elas traçam um projeto pessoal de vida ousado”.

Quinta, 06 Março 2014 20:14

Toda mudança causa inseguranças, medos, contestações. Hoje, com o processo de iniciação, não poderia ser diferente. Há pessoas e comunidades que não aceitam ou rejeitam o processo sem conhecê-lo profundamente. Isso significa que é preciso criar uma cultura da iniciação cristã, que requer, portanto, mentalidade, sensibilidade e práxis.

Segunda, 25 Novembro 2013 00:32

Na preparação do bicentenário do nascimento de Dom Bosco, temos para este ano o caminho da espiritualidade. É a partir da moção de Deus que podemos perceber a espiritualidade de uma pessoa. Claro, espiritualidade tem apenas uma: espiritualidade cristã, contudo, ela se diversifica nas riquezas dos carismas, cujo agente é o Espírito Santo.

Segunda, 16 Setembro 2013 19:13

A vocação à vida religiosa e ao presbiterado não é uma escolha pessoal. Contudo, há sempre a liberdade da resposta, embora Deus não desista daquele que ele chama.

Pelo título do artigo o leitor já entendeu que vocação não se escolhe, se responde. Diferentemente da profissão, que atrai uma pessoa pelo gosto do próprio trabalho ou pela remuneração, que exige, portanto, uma qualificação específica, a vocação à vida religiosa e ao presbiterado não é uma escolha pessoal. A vocação é chamado de Deus - convocação: “Vinde e Vede” (Jo 1,39), ou como aconteceu com Mateus, quando Jesus o viu e disse: “Segue-me” (Mt 9,9).

 

Sexta, 16 Agosto 2013 17:22

Quem vai a Castelnuovo Dom Bosco, Norte da Itália, fica surpreso com a presença de tantos santos e santas daquela região. Ali, a fé cresceu em meio aos vinhedos e ao trabalho rural. Camponeses simples, pobres, analfabetos, porém com grandes laços familiares e tradição religiosa católica. Na redondeza vemos as torres das capelas que marcam as fronteiras das pequenas cidades: Butigliera, Mondônio, Capriglio, Asti, Chieri, Castelnuovo, etc... todas elas fecundadas pela presença de santos como José Alamano, Dom Bosco, Domingos Sávio, José Cafasso, Madalena Morano e tantos outros.

Dom Bosco nasceu em uma pequena casa, em 16 de agosto de 1815. O pai Francisco e a Mãe Margarida, eram pessoas dedicadas aos filhos e ao trabalho. Como bons camponeses e fervorosos católicos viveram a harmonia de um lar santificado. Aos 29 anos Margarida perde o marido. João Bosco tinha apenas dois anos, o irmão José quatro e o filho de Francisco, fruto do primeiro casamento, Antonio, tinha nove. A  vovó Zucca, com 69 anos, morava com eles. Ela era doente e dependente de uma cadeira de rodas e da atenção de todos. O pequeno João não recordará nunca o rosto do pai. Talvez por isso ele tenha buscado ser um rosto paterno para os jovens.

Quarta, 17 Julho 2013 22:09

A cultura do consumo arranca da pessoa, sobretudo dos jovens, a capacidade de sonhar e vencer obstáculos. A vida perde sentido a longo prazo e as conquistas são sempre para hoje. Na dimensão vocacional isto se torna um desafio enorme e prejudica o verdadeiro sentido da vida como doação aos outros.

Estamos em uma época de poucos projetos de vida. Daí a dificuldade em pensar na vida como vocação – serviço. A cultura do consumo arranca da pessoa, sobretudo dos jovens, a capacidade de sonhar e vencer obstáculos. O medo de avançar, arriscar e até reorganizar a vida motivada pelo desejo de servir causa certo mal-estar na vida de muitos porque o sucesso está na mira de qualquer ação.

 

Sexta, 21 Junho 2013 19:01

Quando eu era criança, era muito fácil identificar uma pessoa consagrada – religioso, religiosa –, pois eles usavam hábito. As religiosas, freiras, tinham hábitos diferentes, cores variadas e uma forma toda especial de se apresentar. Lembro a primeira vez que vi duas religiosas andando na rua; fiquei de boca aberta e tropecei. Só não cai porque minha mãe me segurou. Aliás, minha primeira catequista foi uma religiosa Dorotéia, irmã Damasceno, que recordo com muito carinho. Quando vi um padre de perto pela primeira vez fiquei encantado com aquela batina esvoaçante. Era tudo muito mágico e encantava de verdade.

Na medida em que cresci e tomei conhecimento da vida religiosa também mudou a apresentação visual deles e delas. Já nos anos 80, poucos usavam hábito religioso. Percebi que não era a roupa que identificava a pessoa consagrada, mas sua missão. Para mim foi fácil esta passagem porque eu vivia no ambiente da comunidade cristã e o contato com religiosos e religiosas era muito comum. Porém, hoje, nossos jovens não nos identificam pela roupa e, se duvidar, nem pela missão que realizamos. Para muitos de nossos adolescentes e jovens, somos quase invisíveis. Isto para mim é um problema.

Terça, 07 Maio 2013 00:38

 

Animação vocacional é saber proporcionar às pessoas, sobretudo aos jovens, um processo de conscientização da vida como vocação e serviço.

 

A iniciação cristã, define o Documento de Aparecida, é “propriamente falando, a primeira iniciação nos mistérios da fé, seja na forma do catecumenato batismal para os não batizados, seja na forma pós-batismal para os batizados não suficientemente catequizados” (DA, 288). A iniciação cristã é mergulhar a pessoa no mistério de Jesus Cristo. Não se trata, pura e simplesmente de receber um sacramento, mas de vivê-lo no encontro com o Salvador. Contudo, mergulhados como estamos numa cultura pós-cristã, é muito importante desenvolver a animação vocacional dentro dessa perspectiva catequética. Proponho, então, alguns elementos metodológicos que podem ajudar neste serviço.

 

O primeiro elemento de conscientização vocacional é a experiência de saber que foi iniciado na fé cristã. Isto quer dizer o seguinte: a pessoa precisa tomar consciência de que é um cristão, discípulo de Jesus Cristo, que recebeu o dom da fé, dádiva da liberdade de Deus, dentro da vivência, experiência e testemunho de uma comunidade cristã, educadora da fé. Começa aqui o amadurecimento da vida cristã como vocação – chamado – que se desdobra na fé celebrada, vivida, experimentada, compreendida, testemunhada e anunciada. Esse processo é dialogal porque acontece entre Deus que convoca a pessoa e a resposta generosa de quem se sente chamado, pois toda a assembleia dos fiéis é vocacionada. É muito importante sublinhar que no isolamento social e eclesial será cada vez mais difícil conscientizar alguém de que a vida é vocação.