Segunda, 10 Setembro 2018 14:49

O serviço no "XteStudio" de “Dom Bosco Cinecittà”

Escrito por  ANS
Classifique este artigo
(0 votos)

Caterina Pezzi, 26 anos, cresceu nas vizinhanças de Cinecittà, em Roma, Itália e sempre frequentou o oratório de Dom Bosco daquele bairro. Por dez anos, ela foi animadora do verão e catequista. Frequentou também o curso de educador profissional comunitário, na Roma Tre e, em seguida, especializou-se em pedagogia social na UPS. Relatamos aqui a sua experiência de serviço no projeto "XteStudio".

 

Uma das mais belas frases de Dom Bosco para expressar seu amor pelos jovens e os princípios básicos de seu sistema educativo era: "Prometi a Deus que até o meu último suspiro seria pelos meus jovens pobres. Eu estudo por vocês, trabalho por vocês, respiro por vocês. Por vocês eu também estou disposto a dar a vida. Percebam que, tudo o que eu sou, eu sou para vocês, dia e noite, a qualquer momento".

 

O "XteStudio" (estúdio para você), do Dom Bosco de Cinecittà, Roma, foi modernizado por nós, que queríamos torná-lo mais jovem. Ele começou a operar em fevereiro de 2017 mas, na minha mente e no meu coração, ele já atuava desde setembro de 2016 quando, dois dias depois da minha formatura, recebi um telefonema do oratório salesiano, convidando-me para trabalhar neste novo projeto. Aceitei, pois meus estudos sempre foram impulsionados pelo desejo de me dedicar aos jovens do meu bairro, uma vez que sempre frequentei o oratório e a escola junto com meus amigos, que tinham grandes feridas familiares.

 

O "XteStudio" representava, para mim, o serviço pelo qual eu sentia o chamado, mesmo em meio a outras propostas de trabalho: eu sabia que aquelas horas passadas ali eram a coisa certa a ser feita por mim, pelos meus estudos, por meu coração e pelo meu amor pelo lugar e pelo bairro. Eu sempre prestei serviço no oratório como animadora, mas agora eu sabia que o meu profissionalismo e meu desejo de me dedicar aos meninos de uma forma mais específica estavam em jogo.

 

O "XteStudio" foi criado para responder a uma necessidade premente do meu bairro, que vê tantos jovens abandonando os estudos por dificuldades de aprendizagem e, principalmente por situações de dificuldades familiares. Quando os jovens são acolhidos, eles entram em uma família de verdade, com pessoas que o escutam e para as quais podem se abrir, contar, brincar, com quem compartilhar esse momento de suas vidas. Vimos como o amor sem condições reacende, nas crianças e nos jovens, a despreocupação e a alegria que deveriam ser naturais nesta idade.

 

Sem dúvida este serviço me ajudou na conversão do coração. O Senhor, que sempre me guiou, imediatamente me fez entender que aqueles 12 meninos e 20 voluntários eram Sua obra.

Fonte: ANS

Lido 584 vezes

Deixe um comentário